Viver de Design

Viver de Design

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É possível viver de Design? Essa é uma pergunta que a maioria de nós nos fazemos. O mercado, hoje, está longe de ser um paraíso, nem sempre é bem valorizado e o cliente ainda necessita desenvolver sua percepção sobre o valor do design para os negócios. Algumas empresas já estão percebendo que o visual é fundamental. Existe ainda uma outra opção, podemos ser “Empresários Designer”, abaixo explicarei o conceito.


O profissional de design ainda não é muito valorizado, porém o mercado já está mudando e a profissão vêm crescendo cada vez mais, por tanto a questão é, eu gosto de design ou vou entrar na profissão para ganhar dinheiro?


Se você escolheu a segunda opção, te garanto que há mil maneiras de ganhar a vida mais rápido do que sendo um designer. A profissão do momento é Engenharia, você ainda cursando a faculdade já tem emprego garantido e recebendo muito, pois o piso salarial de um engenheiro é mais de R$ 4.000,00. Porém… Nem sempre foi assim, há um tempo atrás os formados em Engenharia Civil, por exemplo, saíam das faculdades direto para os bancos. E não era para construí-los, mas para trabalhar como bancário mesmo. Isso ocorreu em um momento que o mercado estava lotado de tantos engenheiros. Pela lógica, os novos aspirantes à esta profissão acabaram por mudar de rumo diante da falta de emprego. Agora, tempos depois, a engenharia está superaquecida, onde estão os engenheiros? Para quem optou pelo que realmente gostava, há excelentes oportunidades hoje em dia. São ciclos, um dia é do engenheiro, outra quem sabe do designer. Este é o período do jornalismo. O curso foi o mais buscado na Fuvest em 2007 (segundo a Folha Online). Existem duas palavras essenciais para saber se você quer ser um designer: Paixão e Talento.


A área de design tem uma gama de setores, tais como: Layouts para sites e CD-ROMs, editoras (criação de capas de livros, por exemplo), agências de publicidade, televisão, revistas, cinema, criação de logotipos, embalagens e logotipos, empresas de design, produção de audiovisuais, anúncios, desenvolvimento de programas de design em informática, projetos de produtos (desenvolvimento de produtos considerando seus aspectos funcionais, estéticos e utilitários), trabalho com animações (geração de vinhetas, por exemplo), produção de desenhos técnicos e ilustrações, aplicação e projetos ergonômicos, administração de departamentos de design, gerenciamento de produtos industriais etc.



Na área de design, você também pode ser um empresário e gerenciar sua própria carreira. Pode trabalhar como freelancer, ou pode abrir uma empresa(agência de design). Vou falar um pouco do perfil empreendedor, pois ter um negócio próprio exige muito da pessoa. Veja se este é o seu perfil, mas se você não se encaixar em muitos dos critérios abaixo, não ache que tudo está acabado, o maior atributo do empreendedor é crer em si mesmo, então se você acredita em si, já é um bom começo!


  • Capacidade de assumir riscos: não ter medo de desafios, arriscar conscientemente. Calcular detalhadamente as chances do empreendimento ser um sucesso.

  • Senso de oportunidade: enxergar oportunidades onde outros só veem ameaças. Prestar atenção nos “furos” que outros empresários não viram e nos quais você pode atuar de forma eficaz, rápida e lucrativa.

  • Conhecimento do ramo: conhecer bem o ramo empresarial escolhido ou, melhor ainda, trabalhar no setor.

  • Organização: ter senso de organização e compreender que os resultados positivos só aparecem com a aplicação dos recursos de forma lógica, racional e funcional. Definir metas e executar ações de acordo com o que foi planejado inicialmente, corrigir erros.

  • Iniciativa e Garra: gostar de inovações. Não esperar pelos outros (parentes, sócios, vizinhos, governo etc.). Apresentar propostas sem se intimidar.

  • Liderança: Ter capacidade de influenciar pessoas, conduzindo-as em direção às suas ideias ou soluções de problemas. Ter habilidade para definir tarefas, orientar, delegar responsabilidades, solucionar problemas. Responsabilidade para valorizar o empregado, formar uma cultura na empresa para alcançar seus objetivos. Ser alguém em que todos confiam.

  • Manter-se atualizado: buscar sempre novas informações e aprender tudo o que for relacionado com o seu negócio (clientes, fornecedores, parceiros, concorrentes, colaboradores etc.).

  • Ser otimista, realista e saber motivar-se.


Se você se encaixa nas características acima, então já é um bom indício. Porém nem sempre todas estas características marcam a personalidade de uma pessoa, no entanto é possível desenvolver-se e buscar informações em centros tecnológicos, cursos, livros e revistas especializadas, também é possível contar com pessoas que trabalham na área. O seu sucesso depende de várias decisões que você deve tomar antes de abrir as portas para o cliente. Para fundamentar essas decisões você deverá pesquisar e montar um plano de negócio, com o qual você aprenderá muito mais a respeito do ramo de atividade escolhido e o seu mercado.


Alguns podem dizer que é difícil trabalhar autonomamente, pois é complicado se posicionar no mercado, porém todas as profissões de empresariado, e prestação de serviços, dependem disso. O posicionamento é toda informação que lembramos de nossa memória ao ver ou ouvir determinada marca. É a lembrança, a primeira imagem que nos vem à mente quando pensamos numa pessoa, lugar, produto, serviço etc. Um dos principais objetivos de um profissional ou empresa é estabelecer para o mercado, de uma forma geral, e especificamente para o seu público-alvo, um posicionamento forte e consistente. Isso leva tempo, custa dinheiro e requer um trabalho muito bem executado, mas uma vez bem posicionada, uma marca cria a sua volta uma série de barreiras que a defende dos concorrentes.


Em contato com a ADG (Associação dos Designers Gráficos), para saber o valor médio do sálario para um designer, obtive a seguinte resposta:


- Designer Júnior – R$ 960,45


- Designer Pleno – R$ 1.651,78


- Designer Sênior - R$ 2.414,46


Para finalizar vou deixar aqui a dica do Livro “Viver de Design”, de Gilberto Strunck, publicado pela Editora 2AB.

Anderson Barboza
Anderson Barboza da Silva estuda Design Gráfico na Unicarioca, porém já atua na área de design há cinco anos. Adora filmes, séries, futebol americano, F1 e edição de vídeos. Também é um amante da música, toca percussão, bateria, um pouco de baixo e atualmente está aprendendo gaita.

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  • http://www.portillodesign.com.br Rodrigo Portillo

    Fui aceito anos atrás pela ADG, na categoria profissional, mas nunca paguei a inscrição. Só queria ver se eu seria aceito, para eu poder realmente me considerar Designer.
    Entretanto, a ADG é uma associação muito falha. Ela tem tabelas surreais, as vezes para muito mais e as vezes para muito menos, sem considerar a abrangência de mercado do seu cliente e as necessidades do mesmo.

    O problema está na definição de Design que temos hoje pelo o país. Design sempre foi e sempre será projeto. Ser designer é ser um projetista, precisa saber muito além do que simplesmente criar um trabalho artístico. É tomar decisões, implementar, conhecer.

    Assim como um designer de produtos precisa saber e conhecer todo o processo de desenvolvimento de uma cadeira, um designer digital precisa entender de TI e programação, conhecer tendencias e participar ativamente na escolha da tecnologia aplicada.

    Unindo a heuristica, usabilidade, estética ao conhecimento artístico e técnico é que realmente poderá ser considerado um designer. Poucos são os centros de ensino que pensam nisso neste país.

    Realmente, a visão de Design no país está muito deturpada. Não sei se ainda tem muito o que se aprender sobre isso no Brasil. Acho que, por enquanto, teremos que importar.

    • Fernando Henriques

      Você postou uma visão realista do assunto, sabe do que está falando. Eu não sou do ramo, mas sou desenvolvedor, está próximo. Sei que a profissão tem muito que evoluir no Brasil ainda, mas como somos um país emergente mesmo, é normal. rsrsrsrs Está tudo “evoluindo”.

    • http://www.andersonbarboza.com Anderson Barboza

      Exatamente, a definição do que é Design é tudo. No primeiro artigo falei sobre isso.
      No proximo estou preparando uma “briga” interessante. Fique ligado que semana quivem escrevo o proximo artigo.

  • http://twitter.com/Vinicius_Prop Vinicius Mesquita

    É, esse valor médio do sálario divulgado pela ADG abala as estruturas, mas quem realmente busca ser o melhor e ama o que faz vive sim de design, afinal, sempre teremos o freela de cada dia para aguentar as contas do mês. kkk

    • Rodrigo Henriques

      É , mas tem que ser MUITO BOM pra se ter o tal freela de cada dia. ;D

    • http://www.andersonbarboza.com Anderson Barboza

      Freela é a nossa solução, Porque somente assim seu serviço é valorizado como você acha que deva ser. Mas isso está mudando, e o mercado está crescendo. Para você ver como o 1º mundo já entendeu que essa será uma das profissões fundamentais no futuro, no Canadá tem Instituições dando Bolsas a Rodo para estudantes de design tanto para o ensino superior como no Pós.

  • http://twistters.net Itallo

    Costumo dizer que o interessante é começar do zero. Não entrar na faculdade e sair de lá com o título: diretor de criação da própria agência.

    Comecei apenas vetorizando marcas, passei pela função de arte-finalista, estudei, fui freela como design gráfico, trabalhei em agência sendo dir. de arte e tenho me especializado na área digital pra desenvolver projetos de interatividade e conteúdo, justamente pra promover a convergência e cruzamento de mídias. Design é aliar beleza e utilidade, o percurso é extenso e tô bem longe, embora consiga viver disso.

  • Rodrigo Volg

    apenas um rápido comentário..

    já foi discutido muito ano passado, já está sendo discutido muito esse ano, na verdade isso sempre foi motivo de debate, então não vou entrar em muitos detalhes.

    “logomarca” doeu em..

    vamos fazer um pacto aqui: vamos começar a usar os termos corretos, senão de que adianta sairmos gritando por nossos direitos se nem ao menos nós sabemos falar?

    • Rodrigo Volg

      esse artigo aqui é legal para esse tópico

      http://www.designgrafico.art.br/pontod/mural/logomarca_erro.htm

      • Fernando Henriques

        Discordo da explicação para a palavra logomarca estar errada, descrita no texto que você citou. Acredito que com o raciocínio que o autor apresentou, “logo” seria conceito e “Marca” significado. Sendo óbvio que pensando dessa forma a palavra teria sua aplicação, mas é sempre bom ouvir coisas diferentes e abrir debates, sempre aprendemos algo.

        • Rodrigo Volg

          interessante, isso me fez lembrar vagamente de uma aula que tive na faculdade, vou tentar lembrar dela enquanto escrevo.

          antes deixa só eu citar uma frase que achei interessante no link que compartilhei, pode ser útil no decorrer do comentário.

          “[...] Sendo assim, logomarca é um termo redundante: significado do significado. Assim vemos porque não podemos utilizar este termo para falar sobre um Logotipo.”

          essa aula foi uma das melhores daquele professor, me lembro que até rolou um debate.

          na aula ele dizia algo como a marca sendo o significado da empresa, algo que de nome a ela.

          por exemplo, “compre minha Caloi”.

          a Caloi ai é a marca, não a representação gráfica, não o design, apenas o nome falado. a marca passa a ser o “reconhecimento” que aquela empresa possui no mercado, o nome que ela carrega.

          já o logotipo em si, retirando termos técnicos, é a alma da empresa. sem ele sua empresa é um nada, sem ele sua empresa é o bar da esquina, é a padaria do seu zé, que consegue viver sem o design, mas não cresce.

          acho que isso deve explicar minha ideia do porque considero um erro o uso de logomarca quando se refere a criação de uma representação gráfica para a empresa.

          • Fernando Henriques

            Este pensamento está coberto de lógica Rodrigo, me
            abriu um outro campo de visão. Realmente, falar de
            representação gráfica não é falar de marca.

          • http://www.portillodesign.com.br Rodrigo Portillo

            Logotipo fala sobre o significado da tipografia.

            O termo que queres expressar seria Identidade Visual.

            Não deverias corrigir dessa forma: ““logomarca” doeu
            em..”. Por que você mesmo pode perceber que estar
            errado, como mostrou-se errado.

            Do ponto de vista de um profissional, alguém poderia
            ter pensado o mesmo:

            “”logotipo” doeu em…”?

            Tente ser mais educado em suas “correções”, pois
            você pode estar bem equivocado também.

            Ah! E a “alma da empresa”, como falas, se refere a
            Identidade Corporativa, que inclui não somente uma
            representação gráfica, mas também seu marketing,
            comportamento e estilo da empresa.

      • anderson

        Rodrigo Volg: Eu entendi, o que você quis dizer sim, como já falei antes até concordo, mas vejo que tem essa vertente que te falei. Mas eu concordo com você também.

  • anderson

    Boa tarde, Rodrigo Volg.

    Entendi seu raciocínio, e até concordo. Mas também vejo em alguns lugares a definição que o Fernando apresentou a você. Para evitar esses tipos de comentários, eu costumo não usar Logomarca, tanto que se você ver eu só utilizei logomarca 1 vez.
    E sou um Aspirante a Designer, as vezes “erro”, erro entre aspas porque não considero um erro, mas acho valido sua observação, Obrigado por ter comentado o artigo. Abraço

  • anderson

    “vamos fazer um pacto aqui: vamos começar a usar os termos corretos, senão de que adianta sairmos gritando por nossos direitos se nem ao menos nós sabemos falar?” Rodrigo, a única coisa que discordo de você foi essa frase, porque se nós só formos nos pronunciar quando não erramos mais, nós nunca falaremos. Só uma observação, na minha opnião, se o Pres. Lula pensasse igual a você ele nunca chegaria a presidência. Abraço

  • http://www.portillodesign.com.br Rodrigo Portillo

    Olha. Não há o que se discutir quanto a termos.
    Todos sabemos que termos são importantes para haver uma boa comunicação.

    Rodrigo Volg está equivocado quanto ao termo logotipo, que serve para expressar a siginificancia tipográfica de uma identidade visual, ou simplesmente sua parte escrita.

    A únião representativa e estudada entre o símbolo gráfico representativo e o logotipo compõe a identidade visual.

    Logomarca é um termo que não tem porquê ser usado não por causa de etmologia, nem por modismo, nem por nada, mas pelo o simples motivo de que não expressa significância suficiente para o termo. E, ainda que expressasse, se é um termo tão chão de polêmica, para quê usar?

    Identidade Visual é um termo que resume e deixa bem claro sua definição. Não há muito o que se discutir nisso.

    Escrevi um artigo no meu blog outro dia por causa desse assunto.

    http://migre.me/3Jx9y

    Bem… é só.

    • anderson

      Rodrigo Portillo, obrigado pelo comentário e pelos esclarecimetos, estamos ai para cada dia adquirir novos pensamentos. Eu como falei antes, faço como você falou, não uso pelo debate que causa… porém, as vezes enquanto você escreve nem percebe o que escreveu… Mesmo revisando. Rodrigo seu texto “Papo Etimológico? Lá vem a logomarca” é excelente. Explica de uma forma didatica esse assunto! abraço

  • http://www.monicafuchs.com.br Monica Fuchshuber

    Rodrigo,

    Seu ótimo artigo mostra que, enquanto existirem designers brigando pela (sic) “logomarca”, nossa profissão continuará entre aquelas pouco valorizadas.

    Se quisermos melhorar nossas condições profissionais, devemos subir patamares, não descer.

    Abraços,

    Mônica

  • Rodrigo Volg

    quero me desculpar se pareci ofender alguém quando disse ” ‘logomarca’ doeu em..” não foi minha intenção.

    minhas sinceras desculpas!!

    • anderson

      Rodrigo, Fica tranquilo, Sei que não foi sua intenção.
      Abração

  • http://personalidadesdabiblia.blogspot.com Bia Henriques

    Parabéns! Não entendo muito,sobre boa parte do que foi discutido,mas aprendi algumas coisas,e a principal foi o seu amadurecimento.Tenho orgulho de sua “tia” beijos

  • Jaque

    Bom texto! Você se mostra tão apaixonado que até eu quero fazer design! Sucesso