Top 15 – As melhores bandas e artistas fictícios que <br />fizeram sucesso real

Top 15 – As melhores bandas e artistas fictícios que
fizeram sucesso real

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De vez em quando a dramaturgia se mistura com a música. Todo mundo já deve, alguma vez na vida, ter assistido a um musical (seja um filme, série, animação ou especial de TV). Da mesma forma, em alguns casos, desses encontros saem alguns artistas fictícios que acabam se tornando sucessos fora das telas de tal forma, que poderiam até sair em turnês.

 

Fizemos, então, uma breve lista de alguns desses artistas fictícios que cativaram o público de tal forma que alcançaram status de sucesso reais, por muitas vezes ganhando videoclipes e tocando nas rádios. A lista apresenta-se não necessariamente em ordem de importância ou favoritismo.

 

Natasha

 


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Entre Julho de 1991 e Fevereiro de 1992 a Rede Globo transmitiu a novela Vamp. Nela, havia a personagem Natasha, interpretada por Claudia Ohana. Natasha era uma cantora de rock que apesar de talentosa, não conseguia alcançar o sucesso. Para tal, ela vende sua alma para o Conde Vladymir Polanski (uma espécie de ‘chefe dos vampiros’) e passa a ser uma vampira. Daí por diante ela consegue sucesso, mas acaba amaldiçoada. A história em si é ao mesmo tempo manjada e diferente, especialmente para os padrões televisivos brasileiros.

 

A sexy cantora/vampira Natasha, interpretada por Claudia Ohana na novela Vamp de 1991

 

Eu era apenas um jovem padawan à época da novela, mas lembro bem da mesma, até por ter sido reprisada no Canal Viva e na (saudosa) Sessão Aventura. Natasha era muito sexy, como todo vampiro(a) deve ser, e isso refletia nas suas canções e videoclipes. Acabou se tornando um grande sucesso e Claudia Ohana até chegou a emplacar uma canção ma trilha sonora da novela: Sympathy for the Devil, dos Rolling Stones e o fez tão bem, que mesmo em 2016 voltou a fazê-lo no programa Amor & Sexo

 

Vampiro Lestat

 

Seguindo no embalo vampiresco, no início dos anos 2000, foi lançado uma espécie de continuação para o filme “Entrevista com o Vampiro”. A história é, na verdade, uma adaptação de dois livros que fazem parte da saga “As Crônicas Vampirescas” de Anne Rice. Nele, o vampiro Lestat acorda de um longo sono e vê um mundo completamente diferente daquele que conheceu. Nesse ‘novo mundo’ ele percebe que o melhor lugar para um vampiro é sendo um astro do rock, pois assim não precisa fingir nada nem se esconder, e ainda assim, será idolatrado.

 

Vampire Lestat em seu concerto no Death Valley. Grandes nomes do Nu Metal fazem parte dessa incrível trilha sonora

 

Cinematograficamente falando, o filme não é grande coisa. Mas musicalmente falando, foi um acontecimento. À sua época, o estilo Nu Metal estava no seu auge, e por isso a trilha sonora está repleta de tal estilo. A trilha sonora foi composta pelo produtor musical Richard Gibbs e pelo vocalista da banda Korn, Jonathan Davis e continha 14 músicas que faziam (e fazem até hoje) a cabeça de muitos headbangers fãs de Nu Metal. Dentre elas podemos destacar nomes que já faziam algum sucesso e que vieram a crescer ainda mais posteriormente, como o próprio KoRn, Disturbed, Marilyn Manson, Papa Roach e Deftones, além de Chester Bennington (vocalista do Linkin Park) e outros artistas não tão famosos no Brasil. Na apresentação final da banda intitulada Vampire Lestat (!!), no Vale da Morte, Lestat canta duas canções originais, intituladas Slept so long e Not meant for me (as quais você pode conferir no vídeo abaixo). Nelas, quem conhece, notará claramente a voz de Jon Davis dublando Stuart Townsend, o ator que interpreta Lestat.

 


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Steel Dragon

 

Mantendo a pegada rock n’ roll, em 2001 foi lançado o filme Rock Star, que conta a história de um vocalista de uma banda tributo que acaba se tornando o front man da banda da qual é fã, no caso a Steel Dragon. A história é livremente baseada num caso real, de Tim Owens que substituiu Rob Halford nos vocais do Judas Priest após ter se destacado com uma banda tributo.

 

Steel Dragon conta com Izzy Coles, personagem de Mark Wahlberg, nos vocais. Como dito anteriormente, ele substitui seu ídolo a frente da banda a qual sempre seguiu. Um dia, após demonstrar talento cantando junto (e por vezes melhor) com o seu ídolo ao pé do palco, é convidado para um teste na banda e acaba ganhando a vaga do vocalista que está sendo expulso. O estilo da banda é Hard Rock mas podemos observar uma certa mistura não muito clara (talvez com Glam?), mas que é muito característica dos anos 80. Quando foi lançada no início dos anos 2000, o mundo vivia um boom de Nu Metal (como dito no tópico anterior) e os bangers mais saudosistas se deleitavam com qualquer revival que os remetesse aos seus adorados riffs ‘mais puros’. Assim, a banda fictícia acabou fazendo mais sucesso do que o esperado.

 

O personagem de Mark Whalberg faz sua audição para entrar na banda de hard rock Steel Dragon. A banda fictícia conta com grandes músicos da vida real em seu cast

 
Na verdade, era até esperado que fizesse algum sucesso real. Afinal, os integrantes da banda são excelentes músicos na vida real, muito consagrados até. Nas guitarras tínhamos nada menos que Zakk Wylde (que já tocou com Ozzy e é o líder da Black Label Society), no baixo Jeff Pilson (Dio) e na batera Jason Bonham, filho do lendário falecido ex-baterista do Led Zeppelin, John Bonham. Além disso, Mark Wahlberg era dublado nas canções por Jeff Scott Soto, que apareceu pro mundo do rock como vocalista da banda de Yngwie Malmsteen, e já teve passagem pela Journey, antes de Arnel Pineda assumir o vocais da banda em definitivo.

 

Há ainda mais um fato curioso acerca dos ‘integrantes’ da banda. O próprio Mark Wahlberg canta relativamente bem, e já fez sucesso na música antes de ser ator. Porém, não como cantor de rock, mas sim de pop e rap. Ainda com 13 anos de idade, Mark foi um dos membros originais da boy band New Kids on the Block ao lado de seu irmão Donnie. Depois mudou de estilo e se tornou Marky Mark, um rapper cujo maior sucesso em 1991 você provavelmente ouviu (caso tenha sido uma criança/adolescente nessa época). Trata-se de Good Vibrations.

 

Apenas pra concluir a respeito da Steel Dragon, a banda conta com uma playlist de 14 canções, alguns covers e outras originais. O maior sucesso da banda é We all die young que até hoje permeia muitos iPods/music players. (Alô Spotify, bora incluir a versão original ae! Tem uns covers e talz, mas a do filme é bem bacana!)

 


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The Wonders

 

Diminuindo um pouco o peso, mas continuando numa vertente do Rock N’ Roll, temos The Wonders, uma banda que empresta o nome ao título do filme no Brasil. O filme conta a história de uma banda de calouros da Pensilvânia que nos idos dos anos 60, tomados pelo fenômeno dos Beatles, às vésperas de uma apresentação, vê o baterista quebrar o braço, e assim, ser substituído. Acontece que na hora da apresentação esse substituto muda a levada da música que deveria ser uma balada. A mudança acaba dando certo e a banda acaba virando um sucesso nacional. Porém, mesmo tendo outras composições, eles se tornam o chamado “on-hit wonders”, pois serão sempre conhecidos por apenas uma música.

 

O elenco de The Wonders, a banda que acaba sendo responsável pelo termo ‘one-hit wonders’

 

Essa tal música que vira um fenômeno, você muito provavelmente já ouviu, e não foi só no filme, afinal, já ouvi diversas vezes no rádio. Se chama That thing you do! (nome original do filme). É a típica baladinha rock dos anos 60, com muita cara de Beatles. No vídeo abaixo, vemos essa apresentação original, onde o baterista resolve em cima da hora mudar a cadência indo de encontro à vontade do vocalista da banda. Na ocasião, como você pode ver no título do vídeo, a banda ainda se chamava “Onders”, que veio a ter o nome trocado posteriormente pelo seu empresário (Tom Hanks, que produziu o filme e também atua no mesmo) que acabando os conduzindo ao sucesso.

 


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Vagabanda

 

Em 2004 foi ao ar a 11ª temporada de Malhação. Nela, havia uma banda formada por alunos que viria a fazer muito sucesso entre os outros personagens da trama. Acontece que a Vagabanda era tão boa que acabou transcendendo as barreiras da ficção e a cantora/atriz Marjorie Estiano (que interpretava a baixista/vocalista da banda) acabou deslanchando na carreira musical na vida real após sua participação na novela (/seriado?). Na trama, a banda teve basicamente dois grandes sucessos, e esses dois tocaram bastante nas rádios reais à época. Foram eles: Por mais que eu tente e Você sempre será. Cada uma dessas duas interpretada com vocais distintos. Na primeira tínhamos Gustavo (Guilherme Berenguer) na voz e na segunda, Natasha. A Vagabanda ainda contava com Catraca (João Velho) na bateria.

 

A Vagabanda, formada por alunos do Colégio Múltipla Escolha na 11ª temporada de Malahação. A banda fictícia acabou levando Marjorie Estiano (a baixista Natasha) ao estrelato como cantora

 

Lembro que na novela a banda chegou a apresentar outras 3 músicas, no máximo. Porém, no Vagalume existe uma playlist creditada à banda com 17 canções, as quais eu sinceramente não ouvi pra conferir se eram deles mesmo. Já no Youtube encontramos outros vídeos da banda, alguns apenas colagens de fotos com música (daqueles que fazemos no Windows Movie Maker), outros cenas da novela, algumas vezes com atores conversando enquanto a banda toca. Tem até um cover de CPM22. Se você tiver interesse de conhecer (ou recordar) dos hits pop/rock da banda, vale a pena conferir os links. Muitos te qualidade boa, outros nem tanto. Infelizmente o único videoclipe ‘de verdade’ da banda, com produção e tal, não é encontrado com boa qualidade no Youtube, por isso nem vou embedar aqui, no entanto você pode vê-lo aqui no site do Gshow (que não dá pra embedar)

 

High School Musical

 

Saindo um pouco do Rock e partindo pro Pop, temos o fenômeno High School Musical. Inicialmente, tratava-se apenas de um telefilme do Disney Channel, desses que são produzidos pra serem lançados diretamente na TV, sem a pretensão de ganhar muito dinheiro (bilheteria, nesse caso). Porém, por alguma razão, acabou sendo muito mais do que se esperava. Em sua primeira transmissão em Janeiro de 2006, teve 7,7 milhões de telespectadores no Disney Channel USA (chegando a quase 800 mil no Disney Channel UK).

 

O fenômeno High School Musical

 

Tamanho sucesso acabou pedindo uma sequência que veio logo no ano seguinte e esta, por sua vez, também foi muito bem sucedida, pedindo, assim, mais uma sequência, dessa vez nos cinemas em 2008.

 

A trilogia HSM é um fenômeno da Disney e rendeu muito lucro, o que não significa que os filmes sejam, de fato, bons. Nem mesmo para os fãs de musicais. Tanto que recebeu pontuações muito ruins da crítica especializada. Entretanto, é inegável sua importância não só pra música pop, mas pra cultura pop em geral. Afinal, suas trilhas sonoras venderam absurdamente e os videoclipes passaram incansavelmente. O público alvo, (pré e pós) adolescentes à época, foram crescendo junto com os atores/personagens. Esses rostinhos bonitos, acabaram se mostrando talentosos em suas áreas e obtiveram sucesso considerável após os filmes.

 

A menos bem sucedida dentre os protagonistas foi Ashley Tisdale, que se arriscou na música e teve alguns singles de sucesso. Também fez mais uns dois ou três filmes e participações especiais, mas nada que realmente chamasse atenção. Hoje anda sumida do grande público, mas chegou a ter um pouco de fama pós-HSM.

 

Vanessa Hudgens teve mais fama pós-HSM. Ela também teve dois álbuns lançados, mas acabou tendo mais sucesso como atriz. Participou de alguns filmes de sucesso, sendo até co-protagonista, como em Sucker Punch, Viagem 2 e Sangue no gelo. Mostrou que era versátil como atriz protagonizando os filmes Spring Breakers e Em busca de um lar.

 

Quanto a Zac Efron, me arrisco a dizer que foi quem obteve mais sucesso pós-HSM. Ele veio a participar bem de outro grande musical nos cinemas, Hairspray, uma adaptação de um musical da Broadway. Mas o que o torna o mais bem sucedido a meu ver é o fato de vir participando de pelo menos um filme por ano desde o lançamento de HSM em 2006, tendo 2012 como auge, onde fez três longas e ainda dublou um personagem na animação Lorax. Vale observar que em 2016 ele já fez 3 filmes, também.

 


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Independente do sucesso (ou não) de seus protagonistas, é inegável a importância da trilogia quando falamos da parceria cinema/TV e música.

 

The Cheetah Girls

 

The Cheetah Girls foi um girl group americano criado pela Walt Disney Company, que protagonizou o bem-sucedido filme The Cheetah Girls, e suas sequências, The Cheetah Girls 2 e The Cheetah Girls: One World, cujas trilhas sonoras já venderem mais de 3 milhões de cópias.

 

As Cheetah Girls. Confesso que não conheço, por não ser um estilo que me interesse muito, mas certamente os números mostram que foram um grande sucesso da Disney

 

Mesmo cantando juntas desde 2003, em seu primeiro musical, o grupo só veio a se tornar oficial em 2005. O grupo, formado pelas atrizes e cantoras Adrienne Bailon, Kiely Williams e Sabrina Bryan arrecadou cerca de 36 milhões de dólares com uma turnê entre 2006 e 2007, que ficou entre as 10 melhores do ano e até os dias atuais é uma das mais bem sucedidas na Disney.

 

Com o fim do grupo, as integrantes mantiveram relativo sucesso. A que mais se destacou foi Adrienne que participou de alguns filmes, seriados, videoclipes e até foi apresentadora de alguns programas.

 


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Glee

 

Outra grande contribuição da dramaturgia pra música pop foi a série Glee. Exibida entre 2009 e 2015 pela Fox, a série também foi exibida no Brasil pela Rede Globo e pela Band, além de estar no catálogo da Netflix.

 

Glee é amplamente considerada como uma das melhores séries de televisão de todos os tempos. Ao seu final, a série foi um dos programas da televisão a cabo mais assistidos nos Estados Unidos. A trama também possui dezesseis álbuns de trilha sonora, seis álbuns de compilação, onze extended plays (EPs) e quatrocentos e cinquenta singles, onde detém o recorde de maior número de singles a entrar na Billboard Hot 100 chart (203 faixas até à data), superando os registros anteriormente detidas por nada menos do que Elvis Presley, os Beatles e James Brown, além de mais de 13 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo.

 

Os personagens da primeira temporada de Glee. Inegavelmente uma das maiores contribuições da dramaturgia para a música de todos os tempos.

 

A série teve ainda um filme (em 3D [?!?!]) e um reality show (The Glee Project) que podem ser considerados spin-offs. A série foi responsável por diversas versões de músicas consagradas e foram responsáveis por levar essa músicas (muitas delas clássicos) até o conhecimento do público mais jovem, fazendo alguns deles até se tornarem fãs de artistas os quais sequer conheciam a obra.

 

A única atriz que conseguiu algum sucesso fora da série, seja na carreira musical ou na dramaturgia (fora Jane Lynch que já era consagrada) foi Lea Michele. que pode ser considerada uma das protagonistas da série. Ela participou de alguns filmes e séries e teve um álbum lançado.

 


Link Youtube .. Uma das músicas que melhor representa a série.

 

Hannah Motana

 

Ainda na área das séries, temos mais uma empreitada da Disney que deu certo: Hannah Montana. A série foi ao ar de Março de 2006 até Janeiro de 2011 e alçou ao estrelato a protagonista Miley Cyrus.

 

Miley Cyrus como Hannah Montana. A atriz da série acabou meio que se tornando a personagem na vida real.

 

Além de Miley, a série ainda lançou Emily Osment que também se lançou na carreira musical tendo dois álbuns lançados, além de alguns filmes como atriz. No ramo musical acabou lançando também Mitchel Russo Vale lembrar que o pai de Hannah Montanna/Miley Stewart e que na série se chama Robby Ray Stewart, é na verdade Billy Ray Cyrus, famoso cantor de música country que fez muito sucesso no ramo nos anos 90, tendo 12 álbuns de estúdio e 44 singles lançados. Cantou até com Chitãozinho & Xororó em 1994.

 

Mesmo Billy já sendo famoso por seus próprios feitos, não há dúvida que a maior contribuição de Hannah Montana pra cultura pop foi a protagonista. Miley Cyrus hoje é um dos maiores nomes da música pop e ainda faz muito sucesso com o público adolescente. Ela já tem 5 álbuns de estúdio e 2 ao vivo. Também teve participação em alguns filmes, e protagonizou outros 2. Miley acumula, ainda, muitas polêmicas nos últimos anos, a maioria envolvendo sexualidade e drogas em geral.

 


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Drive Shaft

 

Voltamos ao rock e aos One-hit wonders. Dessa vez, vamos até Lost (a melhor série dos todos tempos, vale lembrar) para citar a banda de rock de Charlie Pace (Dominic Monaghan) claramente inspirada em Oasis: ambas as bandas tem irmãos como membros, sendo um deles chamado Liam; ambas com problemas de relacionamento, por vezes até durante os shows, especialmente entre os irmãos, que as vezes brigam por quem canta qual parte da música; envolvimento com drogas/bebidas permeiam e ameaçam a continuidade da banda; postura do vocalista ao cantar; e o mais claro: a cidade natal é Manchester.

 

You All Everybody – o one-hit wonder da banda fictícia de Lost

 

Além dessas semelhanças supracitadas, o que faz a Drive Shaft entrar nessa lista, é o maior sucesso da banda “You All Everybody” que se assemelha muito com uma música da sua ~inspiradora~ Oasis, chamada “Rock’n roll star”. Existe um mashup que pode ser conferido aqui e prova tal ‘semelhança’. Além disso, na terceira temporada da série, Desmond encontra com o Charlie nas ruas de Londres cantando “Wonderwall”, maior sucesso do Oasis.

 

You all everybody fez um relativo sucesso e até teve um videoclipe que ficou por um bom tempo no site da ABC, emissora detentora dos direitos de Lost, porém este já não está mais lá. Por isso, embedarei aqui um que não tem uma qualidade tão boa.

 


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Sambabaca

 

O único representante do pagode (eu ouvi um amém?) na lista é o grupo Sambabaca do Casseta & Planeta, tendo como membros Furico, Wanderglaysson Junior e Nego Boiça.

 

Aqui temos o Sambabaca, o supergrupo mundialmente famoso, ganhador de dezenas de discos de ouro, platina, diamante e kryptonita dando uma força pra uns garotos que tem relativo talento e querem, um dia talvez, chegar aos pés dos seus ídolos.

 

O Sambabaca satirizava os grupos de pagode dos anos 90 pela sua falta de criatividade não só na temática, mas até mesmo nas letras e ritmo. TODAS as músicas do grupo acabavam tendo o mesmo ritmo (ou uma pequena variação deste) e de alguma forma o refrão entrava na letra.

 

No entanto, acabaram fazendo sucesso, já que o refrão era chiclete (como deveria ser) e o público curtia a simpatia dos integrantes e se identificava com sua breguisse e simploriedade.

 


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Massacration

 

Saindo do pagode direto pro metal, mas ainda dentro da sátira, temos o Masscration. Em 2002 o programa Hermes & Renato criou um quadro para satirizar as bandas de metal como um todo. Inicialmente a banda só tinha o objetivo de ser mais uma paródia, como muitas outras da Trololó Records, tais quais Coração Melão e Mc Sacana (que também merecem uma menção honrosa nessa lista). A banda fazia piada com os clichês que são tidos como obrigatórios para as bandas de metal, como o fato de serem cabeludos, serem satanistas, cantarem em inglês (independente da nacionalidade) e terem vocalista com voz mais fina, mesmo que o falsete fique ridículo.

 

Uma das primeiras aparições (se não A) foi nessa entrevista. Depois disso foram várias aparições no programa, passando a lançar clipes de qualidade duvidosa, porém com boa musicalidade. Tão boa que chamou atenção dos headbangers de verdade.

 

A maior banda de metal das galáxias

 

Daí por diante, passaram a ser figuras recorrentes durante a programação da MTV, tendo inclusive se apresentado num Lual MTV e até mesmo no VMB. Em 2004 abriram a turnê brasileira do Sepultura (com Igor Cavalera assumindo a bateria como o mascarado El Esqueleto). Depois ganharam seus próprios shows, tendo tocado nos festivais Planeta Atlântida, Abril pro Rock e Porão do Rock.

 

Em 2005 lançaram seu primeiro álbum: Gates of metal fried chicken of death, que continha 13 faixas e foi produzido por João Gordo, sendo lançado pela Deck Disc. O álbum teve participação do próprio João Gordo e de Sérgio Mallandro. Em 2009 lançaram o segundo álbum: Good Blood Headbanguers, dessa produzido por Roy Z, que já havia produzido nomes como Bruce Dickinson, Halloween, Rob Halford e muitos outros. Dessa vez o álbum contou com a participação de Falcão (não o do Rappa, nem do futebol, ou do futsal), o brega. Tendo mais clipes lançados, um deles até com participação de Kid Bengala.

 

O Massacration começou como uma banda de paródia e acabou tendo dois álbuns lançados, turnês e vários videoclipes. A performance ao vivo da banda é incrível e digo isso com propriedade, já que fui a dois shows da banda, um em cada turnê. Blond Hammet era um excelente guitarrista e mandava muito bem. Uma pena pra música é que seu intérprete, Fausto Fanti, tenha sido encontrado morto em 2014. E que Detonator, o também talentosíssimo vocalista da banda, tenha saído da banda.

 

A banda lançou vários clipes oficiais, participações em programas fictícios e reais e até no Luau e no VMB. Entre eles temos Evil Papagali, Metal Bucetation, The mummy, The bull, Metal Milkshake e o mais recente é uma campanha publicitária do Mc Donald’s. No entanto a que escolhemos pra ilustrar o post é um dos maiores sucessos da banda: Metal is the law.

 


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Phoebe Buffay

 

Phoebe Buffay é uma personagem da série Friends imortalizada por Lisa Kudrow. Quem acompanhava a série sabe que Phoebe sempre se apresentava no Central Perk, o (incialmente) fictício café que o grupo frequenta.

 

Phoebe num dos momentos iniciais da sua ‘carreira de cantora’ no Central Perk

 

A princípio, os únicos a prestigiarem Phoebe eram seus amigos, especialmente pela, digamos, peculiaridade de suas canções. Mas com o passar do tempo, é exatamente essa característica que faz com que Pheebs como a ganhar notoriedade. Com ela, veio um convite pra gravar um videoclipe de sua canção mais famosa: Smelly Cat. No entanto, esse videoclipe é tão superproduzido que a cantora chega a ser dublada e o arranjo de sua canção é completamente modificado.

 

Phoebe teve muitas canções autorais mostradas ao longo das 10 temporadas de Friends. Existe um vídeo compilando todas essas canções, que você pode ver clicando aqui. E pra ilustrar o texto, escolhi essa versão ‘maquiada’ de Smelly Cat.

 


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Robin Sparkles/Daggers

 

Saindo de Friends pra aquela que muitos consideram sua sucessora (alguns diriam cópia, o que é uma comparação óbvia porém errônea), How I met your mother. Nela temos Robin Scherbatsky (Cobie Smulders), uma jornalista canadense que vai morar em Nova Iorque. Algum tempo depois de já estar totalmente adaptada e com novos amigos, esse amigos descobrem um pouco sobre o passado de Robin.

 

Robin Sparkles, um fenômeno teen no Canadá nos anos 90

 

Acontece que antes de ser uma jornalista, Robin era uma estrela teen no Canadá. Nos anos 90 ela ficou conhecida como Robin Sparkles, uma cantora adolescente que era super famosa. Só que isso atrapalharia sua carreira como jornalista em sua terra natal, por essas e outras ela quis se mudar para Nova Iorque onde ninguém a conhecia. E é claro que por seu estilo exótico dos anos 90 ela acabou virando chacota dos seus amigos.

 

Como se não bastasse ser sucesso como Robin Sparkles, depois de um tempo ela acabou mudando de estilo e no final dos anos 90 ela passou a ser conhecia como Robin Daggers. Enquanto o alter ego Sparkles era uma sátira a todas estrelas teens do início dos anos 90, Daggers era uma clara alusão à Alanis Morrissette, também canadense.

 

A versão emo/gótica de Robin de How I met your mother: Robin Daggers

 

Tanto Robin Sparkles como Daggers fizeram sucesso fora da série também. Ambas tiveram clipes produzidos e acabaram viralizando, até tendo uma versão no game Just Dance. Separei aqui a canção mais famosa de Sparkles e única conhecida de Daggers: Let’s go to the mall e P.S. I love you.

 


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Robin Daggers, "P.S. I Love You" from Big L on Vimeo.

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Escola de Rock

 

Por último, deixei um grande clássico da cultura pop dos anos 2000: Escola de Rock. Na história, Dewey Finn (Jack Black) é um cantor e guitarrista demitido de uma banda de rock e se passa por professor substituto numa prestigiosa escola. Depois de testemunhar o talento musical de seus alunos, Dewey forma uma banda com alunos da quinta série do ensino fundamental para vencer a próxima Batalha das Bandas e pagar o seu aluguel.

 

O filme fez um enorme sucesso com o publico jovem se tornando um clássico da cultura pop dos anos 2000. Em dezembro de 2015, um musical foi encenado na Broadway e em março de 2016, foi lançada uma série de televisão no canal Nickelodeon.

 

Em 2013 os atores do longa se reencontraram e fizeram uma apresentação tocando novamente. Além de Jack Black que já era um ator de relativa fama, mas acabou sendo levado ao status de grande após esse filme, o elenco também contava com Miranda Cosgrove que já era famosa por iCarly. Jack Black também tem uma banda de rock que é até bem famosa no undergound e já tem até um longa, a Tenacious D, outra que merece menção honrosa no texto, apesar de não ser fictícia, mas estar presente em um filme como se fosse tal (até mesmo por não ser tão famosa mundialmente). Colocarei aqui a apresentação da banda de alunos que Dewey forma no filme e chega até a final de um concurso de calouros. A música, e a banda tem o mesmo nome do filme.

 


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Thiago Amaral
Nerd inveterado. Entretanto, apaixonado por esportes, especialmente futebol. Professor de inglês e jornalista wannabe. Consumidor voraz de cultura pop. Conhecido no underground como pai da Alice.

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