Todos os caminhos levam a Olavo de Carvalho

Todos os caminhos levam a Olavo de Carvalho

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Se alguém resolve pesquisar sobre visões políticas mais à direita na internet, sobre ideais conservadores ou mesmo liberais, inevitavelmente esbarrará em Olavo de Carvalho.

 

Muitos nomes que se destacam e ganham alguma projeção na internet hoje, admiram e se inspiram nos escritos e ensinamentos de Olavo de Carvalho. Muito do que culmina agora em texto, áudio e vídeo na grande rede, é fruto direto ou indireto da insistente atuação do jornalista e filósofo que já no início dos anos 2000 se reciclou e se lançou na internet. Em 2002 Olavo fundou o site Mídia Sem Máscara, pioneiro em “media watch” no Brasil.

 

Rodrigo Constantino, um dos grandes articulistas da direita brasileira, que hoje assina uma coluna na Veja.com e escreve quinzenalmente para O Globo, debutou para o mundo no site criado por Olavo. Posteriormente ambos travaram um debate acalorado via Orkut que depois ganhou a coluna de um e o blog do outro, e causou o rompimento de relação entre eles. A rusga que se criou através desse embate de ideias, nada amigável, apesar de homérico, se estendeu por anos a fio – com cutucadas de ambas partes que quebravam o hiato de citações vez ou outra. Até ser esquecido de vez e ambos voltarem a se encontrar online para argumentarem juntos sobre a situação política do Brasil, em hangout histórico proposto por Lobão. Hoje estão em paz e a chamada “nova direita” só tem a ganhar com isso.

 

Felipe Moura Brasil, um dos mais proeminentes alunos de Olavo, é o organizador de “O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não ser um Idiota”, livro que reúne artigos de jornais e revistas escritos pelo filósofo entre 1997 e 2013, amparados por importantes notas do organizar e do editor. Este trabalho de organização, feito por tema, é minucioso e merece aplausos. Desde o título até a temática, que visa resgatar principalmente os jovens da ignorância, Moura Brasil acerta e merece todo mérito possível. Já são mais de 60 mil cópias vendidas, sendo o livro um calhamaço de 645 páginas num Brasil que ainda pouco se interessa por leitura. Um best-seller. Felipe hoje é também colunista na Veja.com, convite que se deu, em parte, certamente, em função deste ótimo trabalho realizado.

 

Bruno Garschagen, o melhor podcaster sério do país, mestre em Ciência Política e Relações Internacionais, tem em Olavo uma fonte de inspiração e estudo.

 

Rafael Falcón, professor de latim, colaborador do blog Ad Hominem, é outro aluno de Olavo de Carvalho que ganha destaque na internet, mas por uma via diferente: um método inovador de ensino da língua latina.

 

Gustado Nogy, dono de um estilo afiado de escrita e incansavelmente elogiado por tal, colaborador do Ad Hominem, do jornal O Coyote e agora Co-editor na revista Nabuco, já declarou publicamente seu “muito obrigado” à Olavo.

 

Ronaldo Róbson, também colaborador do Ad Hominem (a turma lá é forte), ex-aluno do Olavo, somente escreveu o melhor texto que já tive acesso a respeito da filosofia do seu Professor: “Elementos da filosofia de Olavo de Carvalho”.

 

Já Rodrigo Gurgel, crítico literário de grande importância no país, para não dizer o mais importante, colaborador da Folha e mantenedor de blog próprio, que lançou recentemente uma obra de destaque criticando a falta de criatividade em nossa literatura – “Muita retórica – Pouca literatura (de Alencar a Graça Aranha)” –, é um dos mais nobres alunos de Olavo. Não exita em cita-lo e agradecer por sua obra e coragem em suas entrevistas.

 

Até Reinaldo Azevedo, pelas diversas citações que já fez em sua coluna, seguramente lê Olavo de Carvalho há muito tempo.

 

Alexandre Borges, que colabora conosco e ainda em outros tantos ótimos veículos (Reaçonaria, Revista Vila Nova, blog do Instituto Liberal, Gazeta do Povo), além de possuir uma página necessária no Facebook, já declarou que Olavo é seu Obi-Wan Kenobi.

 

Acontece agora, também, uma migração de muitos destes pensadores que ganharam destaque na internet para as páginas dos livros. A Record, maior grupo editorial do país, vem recrutando muitos deles. Não por coincidência: Carlos Andreazza, editor de ficção e literatura brasileira da Editora Record, já declarou ser leitor e admirador antigo de Olavo de Carvalho. Sempre atento, Andreazza observou que há uma demanda por obras liberais e conservadoras e na busca de autores jovens encontrou alguns dos citados.

 

Bruna Luiza, dona do interessantíssimo blog Garotas Direitas, e que outro dia deu uma “surra” em Cynara Menezes na página da experiente jornalista no Facebook, é “olavette”.

 

Ana Carolina Campagnolo é talvez a mais “olavette” entre todos que adotam carinhosamente o rótulo; ela possui, inclusive, um quadro do Olavo em sua casa. Ana é a professora que causou rebuliço e fúria de comunistas na internet quando em sala de aula ensinou seus alunos que o Nazismo era, tal qual Comunismo, uma doutrina política de esquerda. O fato vazou na internet e o circo foi armado. Há menos tempo Ana também causou a fúria de deputados catarinenses, pelo absurdo de pedir menos doutrinação ideológica nas escolas de Santa Catarina. Vejam só! Ela é dona do ótimo canal Vlogteca.

 

O músico Lobão, que em 1989 pediu votos para Lula no Programa do Faustão e por isso foi “esquecido” por muitos anos pela Globo, declarou diversas vezes nas entrevistas que concedeu quando lançou seu livro “Manifesto Do Nada Na Terra do Nunca”, que um dos escritores que influenciaram sua conscientização política e abertura para ideias liberais foi Olavo de Carvalho.

 

Os libertários Fernando Chiocca e Hélio Beltrão, fundadores do importantíssimo Instituto Mises Brasil, reconheceram certa vez admiração e respeito por Olavo de Carvalho, que é talvez a voz mais antiga a propagandear as ideias de Ludwig Von Mises no Brasil.

 

Os bom escriba Marcus Vinicius Motta cita Olavo frequentemente.

 

O professor e mestre em filosofia Francisco Razzo, conhecido por dar belos pitos nos conservadores militantes de ocasião no Facebook, também colaborador do Ad Hominem, é outro que cita e reconhece o valor de Olavo como filósofo.

 

O promissor Kim Kataguiri, dono da página Liberalismo da Zoeira no Facebook e do canal Kim P.K., pensa em organizar um livro de frases do Olavo.

 

Bene Barbosa, o homem que “venceu” Lula no referendo sobre desarmamento de 2005, militante há 20 anos pelo direito do cidadão defender-se da melhor maneira possível, presidente do MVB, cita Olavo sempre que pode.

 

Paulo Briguet, que assina a coluna “Com o Perdão a Palavra”, no Jornal de Londrina, a qual não perco um texto no site do jornal, é leitor de Olavo de Carvalho desde 1996 e o considera um sobrevivente do pensamento livre.

 

Rachel Sheherazade, catalizadora mais recente do ódio dos esquerdistas brasileiros, é também admiradora de Olavo de Carvalho e declarou-se uma “olavette” depois de ler “O Mínimo…”.

 

O monarquista Paulo Eduardo Martins, jornalista televisivo de uma afiliada do SBT no Paraná, ganhou destaque nacional quando vídeos de comentários seus no Jornal da Massa ganharam a internet. É outro que faz questão de mostrar sua admiração e respeito pela obra de Olavo de Carvalho.

 

Padre Paulo Ricardo, voz católica importante na internet, dono do ótimo programa “Christo Nihil Praeponere”, descobriu Olavo com o artigo “Cem anos de Pedofilia”, publicado n’O Globo, conforme declarou por ocasião do último aniversário do filósofo. Nunca mais parou de lê-lo, se inscreveu no seu curso de filosofia e inclusive mantém amizade pessoal com ele.

 

Graça Salgueiro, especialista em América Latina e Bolivarianismo, é leitora e aluna de Olavo desde a época de O Globo, tendo, inclusive, reclamado ao jornal quando do cancelamento da coluna do professor.

 

Flavio Quintela, que escreve no ótimo Maldade Destilada, e que acaba de publicar pela Vide Editorial o livro “Mentiram (e muito) para mim”, é também aluno de Olavo de Carvalho.

 

O implicante Flavio Morgenstern, que em breve será publicado pela Editora Record, é outro que não esconde sua admiração e influência por Olavo, e não se cansa de afirmar que o filósofo jamais foi refutado em seus livros.

 

Até na academia, por onde não passou e não merecia ou precisava passar – quando debateu em universidades, deixou oponentes em frangalhos –, seu nome é importante. Seu livro comentando os 38 estratagemas para vencer um debate de Arthur Schopenhauer ainda é o melhor sobre o assunto, indicado a alunos muitas vezes a contra gosto do professor – em Humanas, sabemos, a maioria é comunista ou simpatizante de. Fora o trabalho acadêmico que já realizam alguns supracitados, como Bruno Garschagen, que utiliza os estudos de Olavo de Carvalho e suas indicações bibliográficas sobre teoria do estado e filosofia política, apresentados e desenvolvidos no Seminário de Filosofia e em cursos específicos, como material de investigação e utilização em aulas e textos acadêmicos. Outros virão e causarão “barulho” também no meio.

 

Mas sim, o universo intelectual da direita no Brasil ainda é pequeno, porém é impressionante a significância do trabalho de Olavo de Carvalho. Sem medo de errar, posso dizer que seu trabalho didático, na formação de alunos gabaritados ao debate político, amantes da alta cultura, incendiou a internet brasileira nos últimos anos. Sua mensagem foi viralizada, seu gosto pelo saber replicado e a terra das “atualidades inculturais” ganhou novos ares. Se ainda respiramos por aparelhos no aspecto cultural, sem vista de salvação a curto prazo, o trabalho de Olavo de Carvalho é o único remédio que já demonstrou alguma eficácia.

 

Certamente seu estilo inconfundível e principalmente suas ideias ecoarão por muitos anos mais no debate público brasileiro. Que ele seja lembrado e receba os créditos que merece.

Fernando Henriques
Idealizador e editor desta revista, Fernando Henriques é um consumista informacional. Formado bacharel em Ciências da Computação, encontra na Comunicação um elo natural. Viciado em séries, filmes, rock, MMA, política e desafios.

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  • Estevam Duarte

    também sou grato

    • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

      #Olavotemrazao

  • Fabio Barreto da Silva

    Faltou o Heitor de Paola, não? Percival Puggina e Nivaldo Cordeiro que escrevem pro Mídia sem Máscara seria desnecessário mencionar mesmo?

    • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

      Faltaram sim, Fabio, na época, não me lembrei deles. Não sou leitor assíduo de nenhum dos três, talvez por isso não me vieram a memória quando escrevi o texto.

  • Ricardo da Mata

    Nunca vi tanto lixo junto, são as piores e mais simplórias pessoas que o Brasil já produziu.