Contos e Crônicas

Mariana

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Mariana

- Sim, a gente fudeu e daí?!

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Num dia qualquer da minha infância… (O mais nojento
entre todos eles).

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Num dia qualquer da minha infância… (O mais nojento<br /> entre todos eles).

Num dia qualquer da minha infância, minha mãe me pediu que fosse ao mercado comprar algumas coisas; eu não havia saído de casa o dia inteiro e já estava anoitecendo. Até antes disso nada fora do comum tinha acontecido. Dia morno e chato, que não mudaria com uma ida ao mercado.

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A Princesa e o Poeta

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A Princesa e o Poeta

Tempos atrás, em uma terra de verdes prados em longos vales ovais, onde campinas extensas se deitavam planas e vivas aos pés do monte coberto de árvores; onde o orvalho amanhecia sobre as folhas nos bosques, ruivos no outono e floridos na primavera; onde o rio cristalino congelava no inverno e logo derretia, banhando as margens, o leito e a rocha; e onde o Sol brilhava paterno e carinhoso, satisfeito,...

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Num piscar de olhos

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Num piscar de olhos

Dentro de mim: uma roda gigante desgovernada. Fora de mim: uma montanha russa com defeito. O que me traz aqui? Qual é meu papel nesta anarquia da existência? Eu nasci ou fui feito? Porque aqui e não em outro cenário? Estou entregue e nada faço, por quê? Meus gostos, hábitos e gestos ainda continuam sem graça, a cada dia me torno mais alienado e convencional. Isso é fato.

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O Armário do Seu Tristeza

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O Armário do Seu Tristeza

É sabido que os homens são iguais em uma coisa: O homem não é plano, o homem é um volume. Alguns homens são mais volumosos que outros, têm maiores dimensões e maiores aspirações, mas, invariavelmente, nenhum homem pode ser plano - a propósito, não digo isso no sentido físico dos homens e das dimensões. E assim como o homem é um volume, não é um volume perfeitamente maciço, como uma...

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Marx no capitalismo dos outros é refresco

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Marx no capitalismo dos outros é refresco

Pedrinho estava revoltado, sua raiva era tanta que ele seria capaz até de jogar seu iPhone na parede, caso ainda tivesse um. Aliás, o motivo da revolta era justamente esse: seu progenitor resolveu confiscar o mimo eletrônico, entregando-lhe um cartão para ser usado no orelhão em caso de necessidade.

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Prezado Obama

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Prezado Obama

Acreditamos, realmente acreditamos na mudança, conforme pedia o slogan de sua campanha naquele ano de 2008. Vossa Excelência tinha palavras que gostamos muito de ouvir – especialmente porque o comparávamos com o seu antecessor, aquele velho cowboy do Texas.

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Outro dia

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Outro dia

Nobre este meio-dia, o sol nem forte, nem fraco: agradável. São Paulo, eu te amo com a mesma intensidade que te odeio. Boa tarde cidadãos de bem, não reparem em mim, estou aqui apenas fingindo ser normal.

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Influxo

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Influxo

Invadido pela eternidade entre Augusta e Paulista, oh yeah. Como Breton buscando a curva na sombra, molhando palavras e preenchendo minha pseudo-poesia com a estética falida.

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No chão da alma

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No chão da alma

Acendo uma vela antes que o isqueiro acabe nesta noite que soul eu que quero me acabar. Não, não é apenas mais um dia, por isso estou aqui implodindo algumas ideias e instaurando a preguiça literária. A noite sangra lá fora, rosas disléxicas caem aqui dentro e não consigo parar de pensar na garota que cheira a classe média.

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