Se Luciana Gimenez diz para fazer algo, faça o contrário

Se Luciana Gimenez diz para fazer algo, faça o contrário

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Luciana Gimenez, aquela do golpe da barriga mais famoso do mundo, diz repetidas vezes na TV, aos berros em seu programa trash, que você não deve bater no seu filho, sob hipótese alguma. O que aprendemos? Bata até um pouco mais nos moleques e molecas, para não correr o risco de virarem golpistas semi-analfabetos como ela.

 

Explico. Na noite de ontem infelizmente falhei como ser humano, assisti, depois da dica de um amigo, a um quadro do programa Super Pop, da capenga Rede TV!, capitaneado pela igualmente capenga Luciana Gimenez. Motivo? Participava do quadro o polêmico deputado Jair Bolsonaro, trazido mais uma vez (ele já foi seguramente umas dez vezes no “Nada Pop”) para polemizar com a equipe pra lá de progressista do programa, e, dessa forma, tentar elevar a audiência. Tenho pra mim que, caso não ficasse muito feio, eles convidariam Bolsonaro diariamente para comentar assuntos cotidianos.

 

Enfim, em meio ao “papo cabeça” que Bolsonaro travava com Felipe Campos – ex-dublador purpurinado do “Qual É a Música?” – e Angélica Morango – ex-BBB -, mediado por Luciana “Enganei Mick Jagger” Gimenez, sobre, adivinhe, o beijo gay dado em uma novela de outro canal, a Senhora Gimenez resolve ensinar aos brasileiros como eles deveriam educar seus filhos.

 

Revelando deficiências cognitivas de que jamais suspeitei, e ainda uma confusão mental que à torna mais brasileira do que gostaria, a Senhora Gimenez entendeu que ao afirmar ser válido “bater nos filhos para educar” o deputado induzia seu público, lindo que só, a espancar seus filhos. Saiu desembestada de seu lugar e foi ter com a câmera, para enfatizar ao brasileiro ingênuo, que nada sabe de educação, que é um abuso mordaz bater nos filhos a fim de educá-los.

 

“Quem somos nós para ter o direito de bater em outro ser? Pobre das crianças.” Indagou mais ou menos, Luciana, em exercício de cagaregrisse de causar inveja em Drauzio Varella. “Jamais faça isso, por motivo algum.” Continuava. Disse também que nunca precisou bater no seu filho, e que quem sabe educar não precisa disso, no que automaticamente entende-se o contrário. É Luciana que não entende nada de educação e não precisamos de um gênio para desvendar isso. Seu discurso pode ser entendido e recebido exatamente pela via contrária, e tenho certeza que assim o fizeram os pais telespectadores. Ao afirmar que quem “sabe educar” não bate, Luciana só pode revelar dois caminhos: a) não é ela a primeira pessoa na edução do seu filho – uma babá ou alguém próximo o é, nada mais comum a um artista; b) seu filho é um anjo de candura, para sorte dela. Ao que é preciso frisar: não espere que o seu e todos os outros o sejam. Luciana certamente mede a realidade de todos nós pela sua, sem exercitar minimamente empatia ou mesmo apresentar um esforço maior de observância do mundo ao seu redor.

 

Não que esperasse isso dela.

 

Selfie.

Selfie.

 

Não posso deixar de registrar também o incômodo que senti ao ver na TV uma sujeita que sequer permite a fala do opositor ideológico da vez. Já que perdeu o BBB para Marcelo Dourado, uma espécie de Jair Bolsonaro das artes marciais, elejo a tal Morango (maldade com a fruta chamá-la assim) vencedora do prêmio de mais mal educada da TV brasileira. Em dado momento, quando Bolsonaro argumentava em favor do seu ponto de vista, depois de aguardar os momentos de “merchan” do programa e uma sequência de comerciais para responder ao que lhe foi questionado, Morango tentou interrompê-lo e desqualifica-lo com um “nhen nhen nhen ou nhãn nhãn nhãn”, não sei ao certo transcrever. Diria que foi uma postura de dar inveja à crianças birrentas de três anos. O deputado falava, no momento que lhe reservaram, e ela do outro lado entoava esse coro infantil tenebroso. Nem a plateia que aplaude qualquer coisa embarcou nessa.

 

Foi no meio desse clima “super pop” que Bolsonaro foi perguntado sobre um posição antiga sua, de defender a palmada como mecanismo de correção de um comportamento afeminado de um filho. Luciana, que poderia gritar contra essa postura com a evocação do inatismo da homossexualidade, discurso comum aos seus, revoltou-se exclusivamente, veja bem, com a afirmativa do deputado de que bater nos filhos é um meio lícito de educação. Sua revolta enganaria um marciano, à pensar que Bolsonaro sugeria algo jamais praticado no planeta Terra, entendendo que ninguém por aqui jamais foi corrigido de tal forma pelos pais em mais de seis mil anos de existência planetária. Precisaria ele, marciano, após assistir o programa, adentrar qualquer residência desse Brasil para descobrir a verdade contrária ao discurso politicamente correto da apresentadora.

 

Resultado que chego desta experiência televisiva, considerando os fatos a disposição: Se Luciana Gimenez diz para fazer uma coisa, faça o contrário. Regra infalível de assertividade.

Fernando Henriques
Idealizador e editor desta revista, Fernando Henriques é um consumista informacional. Formado bacharel em Ciências da Computação, encontra na Comunicação um elo natural. Viciado em séries, filmes, rock, MMA, política e desafios.

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  • Ricardo Martins

    que coragem…rs

    • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

      É como diz a última frase da minha descrição: “Viciado em séries, filmes, rock, MMA, política e DESAFIOS”.

  • Josemilson Jr

    Já começou errado assistindo um programa da RedeTv, mas essa é só uma das merdas que ela fala de segunda à sexta no mesmo horário.

    • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

      Poxa, foi dica de um amigo. Só fui lá ver o Rei da Zueira em ação. Agora, se o programa existe, há tanto tempo, certeza que tem gente comprando esse discurso lixo dela. Tive que me pronunciar…

      • marcia

        Confesso que tentei asistir pois na minha ingenuidade achei que ele teria a chance que expor o seu ponto de vista, mas na hora em que a camera abriu o quadro eu vi que era uma arapuca. Ele não tinha a oportunidade de terminar uma frase sequer. Cara de pau ela chamar aquilo de debate.

        • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

          Debate não foi, decerto. E Bolsonaro sabia. Acho que ele vai no programa somente para o povão ver que existe gente que discorda. Ali está mais para circo que debate de ideias.

  • nuno. m

    O nome Luciana Gimenez parece que virou sinonimo de golpe da barriga, ainda mais depois que o Mike Jagger deu uma entrevista para o Zeca camargo no fantastico, dizendo que foi vitima de um golpe. Mas antes dela, teve outras que carregaram este titulo, depois que ganharam o repudio da Hebe Camargo, que não perdia a oportunidade para em seu programa criticar a: Cristina Mortagua, Edna Velho e a Solange Gomes.