Sangue Azul – Morte e Corrupção na PM do Rio
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Como todo viciado em livros, lá estava eu no meio de uma crise de abstinência literária, sem grana para bancar o vício, resolvi solicitar “ajuda” aos livros que possuo em minha aspirante biblioteca caseira. Comecei a reler Sangue Azul – Morte e Corrupção na PM do Rio, de Leonardo Gudel, nada menos inusitado e propício devido aos fatos que ocorreram no Rio de Janeiro ultimamente.
O livro relata a biografia de um recém-chegado a polícia militar engajado no seu ideal de proteger sua cidade da melhor maneira possível, sem se corromper com os esquemas de sua corporação. Ao longo do tempo, como um personagem de Dostoiévski que vive na eterna angústia de fazer algo descente e diferente de sua existência, nosso pseudo-herói se vê além da moralidade e começa a participar dos esquemas de propina e corrupção de sua instituição de trabalho.
Interessante, porém, é o fato de como eu particularmente me apeguei ao Rubens (nome do personagem principal da trama, que aliás não se chama Rubens na realidade); na sua luta para manter seus princípios, convive diariamente com uma realidade de tiroteios, sangue, morte e outras formas de violência que fazem parte do seu emprego mal remunerado. Um emprego descriminado pela sociedade que intensifica a labuta de deixar tudo isso bem longe de seu relacionamento familiar. São 330 páginas de tirar o folego!
O efeito que esse livro me deixou é o seguinte, agora sempre que vejo um carro patrulha da PM, ou um oficial de qualquer patente que pertença a polícia, me questiono: – Será que esse é o Rubens? Será que essa pessoa que esta ali é o cara que se abriu pra mim de uma maneira tão verdadeira sem ao menos saber que eu leria seu testemunho?
O Livro em si é emocionante, realista, Humano! E quem sabe irá ajudá-lo a formular, ou reformular, uma nova visão sobre a PM do Rio de Janeiro.
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