Sandy Na Casa Dos Campeões. Eu curti!

Sandy Na Casa Dos Campeões. Eu curti!

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Estreou ontem na Globo o The Ultime Fighter Brasil – Em Busca de Campeões, programa que promete mudar a história do MMA no país. E isso não pelos vencedores que sairão dos 16 atletas participantes, mas pela popularidade que o esporte pode alcançar a partir de um programa como esse.


Durante o Fantástico foram veiculadas diversas chamadas para o programa, propagandeando este que será uma das maiores atrações da emissora carioca durante três meses. Pude perceber uma diferença nos termos usados quando mencionavam a atração. Desde quando a Globo começou a transmitir o UFC, os programas esportivos da emissora também começaram a cobrir o evento. Mas inexplicavelmente o esporte era nomeado de “UFC Combate” e frases absurdas como “Anderson Silva, campeão de UFC Combate” eram pronunciadas. Dessa vez não, Tadeu Schmidt usou o nome MMA para se referenciar ao esporte, como deve ser, e explicou que UFC é o nome do evento onde as lutas acontecem.


E além das chamadas, outro ponto ficou marcado na pré-cobertura do Fantástico sobre o programa: a escolha da Sandy para apresentar um quadro sobre o mesmo no próprio Fantástico (pelo menos foi isso que entendi); ato importantíssimo para a quebra de esteriótipos. O MMA precisa disso, precisa apresentar um outro lado que poucos conhecem, mais brando, respeitoso. Aliás, não existe esporte mais respeitoso, mais leal. A Sandy é uma fã verdadeira, aqueles que acompanham o mundo do MMA há mais tempo, e com afinco, já sabiam disso e com certeza não se espantaram com a escolha dela, ao contrário de diversos comentários que li internet afora.


É como o Lucas Lima falou durante a apresentação dela como apresentadora do quadro, para gostar de MMA não precisa ser bronco, turrão, rústico. A Sandy é a prova disso e será uma boa embaixadora nesta nova empreitada do UFC na Globo.


Porém não foi um bom começo perguntar se Wand e Belfort já haviam se enfrentado, pareceu que não sabia disso ou que nós - público - não sabíamos. | Créditos: Globo

Porém não foi um bom começo perguntar se Wand e Belfort já haviam se enfrentado, pareceu que não sabia disso ou que nós - público - não sabíamos. | Créditos: Globo


Já sobre o primeiro episódio do programa, foi até muito bom. Entrei no Facebook minutos depois de assistí-lo e os comentários que li foram positivos. Claro que isso não significa muita coisa, mas este primeiro capítulo é mais focado em lutas do que os demais, onde a convivência será o atrativo maior aos fãs que não estão acostumados com o esporte. Este é o grande lance do programa, que em sua primeiro edição nos EUA deu uma alavancada incrível no esporte por lá.


Quando começarem os treinos, a ralação, o relacionamento entre eles, as rivalidades e até os conflitos, o programa vai explodir, acreditem! Assisto a versão americana assiduamente e posso garantir, a fórmula do programa é boa. Com um episódio por semana não fica cansativo, é um reality que não foca na super exposição, o foco são os atletas sim, mas o que é valorizado são os atos praticados por cada um em busca do sonho “UFC”.


Dois destes caras virarão astros do esporte.

Dois destes caras virarão astros do esporte.


Ah, também não poderia deixar de comentar a introdução feita por Galvão Bueno e Júnior Cigano antes do TUF Brasil começar. Foi importante para quem não conhecia nada de MMA, explicou muitas coisas, como categorias de peso, nomenclaturas (agora com os termos corretos), área de luta, formas de vitória, o que é o programa…. Esta parte, assim como o programa em si, mostrou uma produção muito bem feita. Já o tão criticado Galvão foi até bem dessa vez, mostrando que assim como seus defensores disseram ele é sim um profissional esforçado e está realmente se familiarizando com este novo esporte.


O saldo foi positivo, o programa já começou, agora é assistir e torcer para o seu lutador favorito.

Fernando Henriques
Idealizador e editor desta revista, Fernando Henriques é um consumista informacional. Formado bacharel em Ciências da Computação, encontra na Comunicação um elo natural. Viciado em séries, filmes, rock, MMA, política e desafios.

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  • Andre

    Cara, eu adorei a estreia do TUF BRA! Eu já sabia dos classificados para a “casa” dos competidores, mas eu estou na torcida mesmo pelo meu camarada de longa data (já competi muito com ele) Delson “Pé de Chumbo”. Se ele mostrar o que ele foi na época de JJ, eu acho que ele leva a categoria dele (Médio). Abraços e ótimo artigo, Fernando! 

    • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

      Salve André, legal você ter competido com ele. Na eliminatória ele venceu um cara duro também, que é o Giba Galvão. Se o Giba tivesse pego outro adversário tinha passado. 
      Como fã antigo do esporte, conheço bastante o Pé-de-Chumbo e o colocaria como favoritos nos médios, assim como o Damm é nos penas. Tudo pode acontecer, mas estes dois além de muito técnicos na luta de solo, são experientes, já lutaram fora… 
      Vamos ver!!Abraços!

  • André Luís Marçal Júnior

    Gostei a cobertura. A introdução sobre o esporte, como destacado, foi importante. O único fator negativo foi o horário. Mas como graças a Deus o BBB vai terminar, deve ficar mais cedo. Para mím os favoritos são Pepey no peso-pena e Pé de Chumbo nos Médios. Mas irei torcer para Cézar Ferreira Mutante nos médios e Hugo Wolverine no peso-pena. Parabéns Fernando, espero bons programas e novos post…

    • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

      Obrigado André, se o programa continuar empolgando com certeza virão novos textos. O Pé-de-Chumbo é “favoritasso” mesmo, o Mutante vem logo atrás junto com o Massaranduba. Já nos penas, está mais aberto, porém os dois que você citou mandaram mesmo muito bem na estreia. Wolverine e Pepey alopraram os adversários no solo. Abs!

  • http://www.facebook.com/rogerouza01 Roger Souza

    Que projeto bacana, é muito positivo trazer essa cultura pra tv aberta! e a Sandy? nossa! muito competente…muito legal mesmo.

    • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

      É isso aí Roger, mas muitos pensaram diferente de você. O MMA enfrenta muitos preconceitos, o que é natural, afinal, é porrada pra todo lado, mas se analisarmos bem, é uma atividade super divertida de ver e até praticar. Volte sempre!! Abs!

  • Paulo

    “Aliás, não existe esporte mais respeitoso, mais leal”. Porra, cara, você é cínico ou idiota? Como um “esporte” em que o objetivo é surrar o adversário, numa briga de cachorro sem sentido e estúpida, em que invariavelmente saem sangrando e com a cara quebrada, pode ser leal? Que porra de valores você tem? É a síntese desses tempos medíocres e mostra a involução da humanidade.

    • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

      Paulo, apesar de não ter gostado do seu tom no comentário, vou respondê-lo ignorando essa rispidez desnecessária, afinal, discordar é uma das coisas mais naturais da vida, não precisamos de ofensas para debater sobre qualquer assunto.

      Penso que para fazer uma boa crítica sobre alguma coisa, é necessário conhecê-la bem. Não sei qual é o seu conhecimento em relação ao MMA, mas pelo pensamento explicitado no comentário, julgo ser bem básico. Mas vamos lá!

      A frase do texto que você mencionou é bem simples de explicar, considero as lutas em geral esportes extremamente leais e respeitosos. Dois homens, ou mulheres, sobem ao ringue, octógono ou tatame, para se enfrentar, um querendo sobrepujar física e tecnicamente o outro, mas sob regras claras, que visam não prejudicar ambos. Eles lutam, batem um no outro, dependendo do esporte, mas se respeitam – as vezes até mais após a luta. Porquê? Pela coragem em subir lá e lutar, pela garra empregada na luta, pela técnica utilizada. Lutar não é fácil, não é para qualquer um, existe o componente do medo, o psicológico é importante, por essas e outras dificuldades os lutadores respeitam muito mais uns aos outros do que jogadores de futebol, por exemplo, que muitas vezes agridem covardemente um companheiro em um esporte totalmente avesso a tal prática.

      O componente da lealdade é similar, eles se batem por 15 minutos, querendo provar quem é o melhor, mas ao final não existe rancor, eles se cumprimentam e saem felizes. É mais fácil um lutador de MMA se voltar contra uma paralisação precipitada do árbitro central, por exemplo, do que com seu companheiro que desferiu os golpes que o levaram a lona. Entendeu? O respeito e lealmente entre os praticantes de artes marciais não se comparam a nenhum outro praticante em outro esporte. Se você conhecer alguém do meio, poderá confirmar isso. Claro, como em tudo na vida, existem exceções, porém estou considerando um perfil apresentado pela maioria.

      Você perguntou: “Como um “esporte” em que o objetivo é surrar o adversário, numa briga de cachorro sem sentido e estúpida, em que invariavelmente saem sangrando e com a cara quebrada, pode ser leal?” – Eu respondo.

      Primeiro, o objetivo do esporte não é surrar o adversário. Não existe surra no MMA, em uma situação de domínio completo, com golpes, o que caracterizaria uma surra, a luta é interrompida rapidamente e o que dominou o oponente é declarado vencedor.  E se você assistir a uma boa sequencia de lutas, perceberá que está longe de ser uma briga, muito menos sem sentido, notará que envolve muitas coisas e essa gama de infinitas possibilidades é que atrai, assim como no xadrez. Tem estratégia e fatores que a uma vista “crua”, não são perceptíveis.

      Por fim, não existe essa de “invariavelmente saem sangrando e com a cara quebrada”, pelo contrário. São muitas formas de terminar uma luta e em uma finalização, por exemplo, ninguém sai ferido (a não ser que o finalizado ignore dores e afins e acabe se lesionando – se o juiz perceber essa situação de risco de lesão, ele mesmo para a luta).

      Outro ponto é que os atletas são tão bem preparados que não é comum saírem com a “cara quebrada” de uma luta; Anderson Silva por exemplo, nunca foi visto sangrar em mais de  30 lutas. E ainda outro fator interessante é a pouca espessura das luvas, que faz com os golpes geram desequilíbrios mais facilmente e assim acarretam nocautes sem maiores traumas ao rosto (nariz quebrado por exemplo).

      Quanto aos meus valores, não cabe comentar, mas acredito não existir nada maior que a honra e o senso de justiça.

      • Rodrigo Cotton

        Tirou onda mantendo a paciência com um animal como esse cara. Parabéns irmão.