Robocop: mais um libelo de José Padilha contra a polícia?

Robocop: mais um libelo de José Padilha contra a polícia?

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Pelo que se sabe até agora sobre o novo Robocop, já dá para se preparar para mais chorume radicalmente esquerdista, desta vez entregue a você pelas mãos do diretor José “Tropa de Elite” Padilha, eleitor entusiasmado do PSOL e crítico do PT por não ser esquerdista o suficiente.

 

Hollywood convoca Padilha que, por sua vez, chama Joshua Zetumer para escrever o roteiro. Para quem não sabe, Joshua Zetumer é o autor da versão final do roteiro de “Quantum of Solace” (2008), um filme classificado pelo insuspeito Slavoj Zizek como “o mais comunista que um filme poderia ser em Hollywood”, já que conta basicamente a história de James Bond salvando Evo Morales das maléficas corporações americanas que queriam roubar os recursos naturais dos bolivianos.

 

A dupla Padilha e Zetumer promete um filme politicamente tão à esquerda e antiamericano quanto possível. Num futuro não muito distante (2028), robôs americanos patrulham várias partes do mundo e há uma pressão para que essa tecnologia seja usada no próprio país. Um dos defensores é o apresentador de TV vivido por Samuel L. Jackson, numa tentativa de fazer uma caricatura dos apresentadores conservadores como Bill O’Reilly. A esquerda não engole a audiência da Fox News, líder há 12 anos seguidos no seu segmento e com mais espectadores que os dois concorrentes diretos, CNN e MSNBC, somados.

 

No filme, a malvada corporação (que preguiça, meu Deus) OmniCorp vê na Detroit dominada pelo crime (Alguma menção ao fato de que a Detroit verdadeira foi destruída exatamente pela esquerda?) uma oportunidade de vender um robô metade humano, o que tornaria o produto palatável para a opinião pública, já que daria ao povo americano a impressão de que ele não seria uma máquina, que ele teria livre arbítrio e seria mais “humano”.

 

O ataque ideológico ao livre arbítrio é um dos temas que a esquerda americana mais aposta. Para ela, a liberdade propiciada pela democracia burguesa e a economia de mercado seriam apenas ilusões e é por isso que o cinema precisa educar você, que ainda acredita nisso, para entender de uma vez por todas que a redenção humanista do mundo terá que vir pelas mãos do socialismo, ao menos do tipo europeu, na eterna busca dos inseguros artistas americanos pelo aplauso dos críticos franceses.

 

O Rocobop é para a esquerda a melhor caricatura da polícia eficiente, já que eficiência no combate ao crime e ao terrorismo tornaria o policial (ou o militar) uma espécie de robô frio, implacável e evidentemente menos humano. O filme original foi lançado em 1987, no auge da era Reagan, e o personagem chegou a ser fotografado com Richard Nixon, o que para Hollywood bastou para ser associado à direita.

 

Nixon e o 'Policial do Futuro'.

Nixon e o “Policial do Futuro”.

 

A junção de um diretor com posições políticas de extrema esquerda, fortemente ideológico e com uma história de filmes engajados, com um roteirista que espantou até Slavoj Zizek de tão comunista, não pode terminar bem, especialmente se o filme for tecnicamente bom. A conferir.

 

Nota do editor: Texto publicado originalmente na página do autor no Facebook, cedido gentilmente pelo mesmo para esta coluna.

Alexandre Borges
Alexandre Borges é carioca, flamenguista, pai de uma princesa, mas sem títulos nobiliárquicos. Publicitário, diretor da B Direct Comunicação e do Instituto Liberal.

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  • Daniel

    Que texto medíocre. Inacreditável como conseguem publicar um lixo desses.

    O autor recorre a estereótipos e argumentos ad hominem para criticar o filme, mas pouco aborda sobre o mesmo.

    Se perde atacando os produtores, ideologias de esquerda, sem nenhum aprofundamento teórico, sem nenhuma preocupação epistemológica. Apenas achismos e preconceitos deliberados.

    As justificativas plausíveis e a elaboração de um raciocínio minimamente lógico são inexistentes. Texto completamente vazio de estrutura inteligível e conteúdo.

    Nada se falou sobre a complexidade da dinâmica relacional apresentada no filme, entre política, mídia, força policial, opinião pública e os demais elementos que conformam o cerne da trama. Tratou de maneira vaga e isolada as questões mais importantes.

    Não dá para levar a sério uma revista que publica uma porcaria dessas. Vergonhoso e deplorável.