Respostas à esquerda: Aborto, meritocracia, Marina Silva, adoção de crianças por gays e homofobia

Respostas à esquerda: Aborto, meritocracia, Marina Silva, adoção de crianças por gays e homofobia

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Se já me é natural dialogar sobre política na internet, em período de eleição, ainda que a contragosto, a coisa se intensifica. Reuni aqui algumas respostas que forneci aos que me arguiram – amistosamente ou não – sobre algumas questões espinhosas em 2014. São argumentações rápidas, que objetivam um entendimento simples das questões.

 

Tarcísio Motta, a Ferrari e o Fusquinha

 

Durante um dos debates entre os candidatos a governador do Rio de Janeiro, o candidato do PSOL, Tarcísio Motta, criticou medidas voltadas para a Educação que fossem inspiradas, veja só, em meritocracia. Sem meias palavras, disse que um eventual governo seu acabaria com a meritocracia no setor.

 

Comentei no Facebook: “Como alguém pode falar que vai acabar com a meritocracia e continuar sendo ouvido na sequência?!”

 

Não tardou até que alguns psolistas surgissem para “dialogar”. Minha resposta à eles:

 

O que o obeso do PSOL não sabe é que, na ocasião de uma disputa entre uma Ferrari e um Fusca (a analogia foi do candidato, não minha), sendo o piloto vencedor premiado, o motorista do Fusca se esforçará como nunca, mesmo tendo chances remotas.

 

Ué, vai que a Ferrari quebra? Para quem promove o mérito, não importa quem vai vencer e sim que todos se esforcem ao máximo.

 

Não se deixem enganar por esse roliço e simpático rosto.

Não se deixem enganar por esse roliço e simpático rosto.

 

“Abortar não é matar”

 

Sobre o aborto, ouvi em muitos “debates” que o ato não tem nada a ver com matar. Claro que sempre manifesto posição contrária: é morte sim, é assassinato de um ser indefeso. Não entendo como o senso comum atual prega que não se pode “matar” uma árvore ou mesmo animais, para comer, sobre a pena de vermos crises histéricas de ativistas vegans, mas retirar, arbitrariamente, a oportunidade de vida de um ser humano, ainda que não completo, é “tranquilo”.

 

Não se pode chorar por uma árvore e dar de ombros diante da eliminação da possibilidade do futuro de um ser humano. Hipocrisia em alto nível.

 

Segundo a nossa Constituição atual, a vida começa na concepção. Não é um debatedor qualquer, com crise de “eu sei” na internet, que vai dizer aonde começa a vida. E daí que o sistema nervoso dos mamíferos é formado aos três meses de gestação? Um feto só é humano quando já tem sistema nervoso?

 

Cientistas podem confirmar quando começa a vida, mas seria um consenso de toda a comunidade? Nunca é. No aspecto legal, o outro único lado que importa nessa questão, os defensores do aborto falam por acaso em nome de todos os membros da sociedade sobre isso, uma vez que as leis são criadas pelos representantes dos mesmos? Legalmente, a vida começa aonde nossos legisladores disserem que começa, o que não impede, é claro, qualquer tergiversação a respeito.

 

O pensamento que legitima o aborto leva a retirar o caráter de especialidade do ser humano, ao compara-lo a qualquer mamífero. Não somos seres quaisquer, somos seres pensantes e é isto que nos difere. Não se pode tratar a questão pensando o contrário.

 

Quando se afirma que morreu um feto, assassinado num procedimento abortivo, de pronto gritam os ativistas: “Morte de quem?”. Do próprio filho, oras, pois um feto é sempre um filho de alguém, num ato de regresso ao passado, de retorno à barbárie, que o Cristianismo expurgou do lado de cá do mundo.

 

Com certeza é melhor nascer e ser abandonado do que sequer nascer. Diga você, que nasceu: preferia ter sido abortado ou dado para adoção? Tratar a questão de forma exclusivamente prática, lembrando questões de organização financeira e psicológica dos pais, é um erro também. Não devemos considerar apenas os pais, que erram se fazem um filho em momento inapropriado, mas também o feto/filho. Que culpa tem o pequeno ser, que desde a primeira semana tem o mesmo coração que carregará até o final da vida, se seus pais não conseguem segurar pintos e pererecas dentro das calças e/ou são ignorantes o suficiente para não se prevenirem? Defender o aborto é resolver a situação isentando quem realmente errou, os pais, fazendo o filho fora de hora, e punir o inocente, o feto. Isto sim, uma crueldade.

 

Sobre as estatísticas de morte de mães na prática do aborto em clínicas clandestinas: são sempre maquiadas pelos defensores do aborto. Quando algum esquerdista defensor do aborto evocá-las, peça que diga em qual se embasa quando defende a regulamentação do ato abortivo em prol da diminuição das mortes de mães que tentam matar seus filhos e, talvez por justiça divina, se ferram junto. Muitas vezes, o debatedor repete apenas um número que ouviu sabe lá onde e não mostrará estudo algum.

 

Voto em candidato homofóbico

 

“Já com relação à causa LGBT, uma pessoa que tem como representante um homem homofóbico simplesmente não merece meu respeito.”

 

Disseram-me, a respeito de Jair Bolsonaro. Minha humilde resposta: Por sorte, seu respeito não vale muita coisa, ademais, vale lembrar que não tenho nenhum representante homofóbico. O problema está no que se entende pelo termo. Os ativistas gays, abraçados pela esquerda, pregam que qualquer um contrário às suas ideias de revolução da sociedade – fim da heteronormatividade, por exemplo – são homofóbicos, e fazem isto para eliminar o debate e vencerem por W.O.

 

Querem criminalizar quem discorda para legislarem sozinhos. Felizmente, nem todos são idiotas úteis à esta causa e já atentaram para este fato.

 

Homfóbico?

Homfóbico?

 

“Vai votar na Marina porque ela é evangélica”

 

Se a esquerda, que sempre rivalizou com a Religião, odeia os “fundamentalistas”, parte da direita é antievangelicalista.

 

Em 2014 sequer cogitei votar na socialista Marina Silva no primeiro turno, ainda assim, fui acusado por alguém que se diz de direita (mentira dele) como se fosse um eleitor eleitor fiel da fundadora do REDE. Apenas porque, assim como Marina, sou o que o sujeito entende como evangélico (na verdade sou reformado).

 

A querela se deu da seguinte forma. Este meu amigo perguntou-me em quem votaria no segundo turno, caso Dilma e Marina avançassem. De pronto respondi que votaria em Marina.

 

Ele: — Então você votaria num socialista?

 

Eu: — Ora, as duas são, que fazer? Política é a arte do possível. Em 2010 votei no Serra, era o menos pior. Sempre temos como escolher o menos pior, na verdade, não existe político bom, 100%, acabamos sempre por escolher quem nos ferra menos.

 

Ele: — Vai votar nela porque é evangélica, isso sim.

 

Desisti.

 

Adoção de crianças por gays

 

Quando se fala de agenda gay, o menor problema é o casamento e a adoção, acreditem. O que não se pode fazer é equiparar a união civil – já estendida a homossexuais – com o casamento tradicional e criar critérios de privilégio na adoção (casal hétero tem que ter vantagem).

 

Até porque, um gay (homem) pode muito bem fazer um filho com uma mulher que abra mão de cria-lo, deixando a criação com ele e o parceiro. Nós, ou o estado, não poderemos fazer nada, mesmo que entendamos que não é o ideal. O filho seria dele, a responsabilidade de educação idem.

 

Quando pensamos na adoção, vemos o direito, ou suposto direito do casal gay em criar seu filho, e o direito da criança em obter a melhor criação possível em conflito. Preferirei, sempre, julgar em favor da criança. Ou seja, preferência para os casais héteros.

Fernando Henriques
Idealizador e editor desta revista, Fernando Henriques é um consumista informacional. Formado bacharel em Ciências da Computação, encontra na Comunicação um elo natural. Viciado em séries, filmes, rock, MMA, política e desafios.

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