Relembrando o Mensalão:  A verdadeira face do PT

Relembrando o Mensalão: A verdadeira face do PT

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Há tempos o Brasil é assolado por um problema em particular: corrupção. Creio eu que tal problema deve-se, naturalmente, ao demasiado poder financeiro e de participação social que é dado ao Estado e, consequentemente, àqueles que legislam. O velho problema da “síndrome do messianismo”, processo no qual as pessoas veem os políticos mais como deuses do que como cidadãos que, ao menos em teoria, deveriam trabalhar pelo país. Não usarei aqui o tom de denúncia e nem tentarei mostrar provas da existência do chamado “Mensalão”, pois acredito que tais provas foram amplamente divulgadas pela mídia e apuradas de forma impessoal pela parte “não aparelhada” do Supremo Tribunal Federal. A intenção aqui é apenas expor as razões que diferem este processo de corrupção de todas as outras situações em que os cofres públicos foram assaltados por um agente político.

 

“Foi sem dúvida, o mais atrevido caso de corrupção, e de desvio de dinheiro público flagrado no Brasil. Instituiu-se uma sofisticada organização criminosa com o objetivo espúrio de comprar os votos de parlamentares”.
 
Roberto Gurgel, Procurador-geral da República.

 

As características primárias do Mensalão já deixam claro qual é a sua diferença principal quando se faz um comparativo com outros esquemas de corrupção. Tratava-se da compra de votos de legisladores eleitos em troca de bonificações em dinheiro, o que por si só já configuraria como o maior atentado à democracia desde o Regime Militar. Contudo, tal esquema ainda foi enormemente agravado pelo fato da defesa moral incondicional feita pelos eleitores e políticos do PT em relação a tão famigerado escândalo.

 

Além de ter sido o maior caso comprovada de corrupção até então (superando – e muito, os acontecimentos que levaram ao impeachment do presidente Fernando Collor de Mello), o Partido dos Trabalhadores não foi “apenas” conivente com a ação criminosa que se configurou nas veias do Estado brasileiro. Foi ativamente participativo no mesmo, comandando toda a operação através da cúpula do partido, que desempenhava papel central na cadeia hierárquica do esquema.

 

É importante relembrar que o Mensalão não visava somente adquirir poder financeiro. Não importa o quão grande tenha sido o número de desvios de capital, eles jamais podem ser comparados ao atentado ao estado de direito promovido pelos mensaleiros. Quando se constitui um “lobby” de legisladores que votam não por intenções políticas e ideológicas, mas por receberem determinada quantia para fazê-lo em nome do partido político que ocupa a cadeira do executivo, subverte-se o sistema democrático em uma autocracia. A Câmara e o Senado passam a ser meros fantoches do Executivo. Substitui-se a lógica da tripartição de poderes pela lógica do poder absoluto.

 

Outro notável ultraje foi a transformação dos criminosos condenados em heróis por parte de seu partido. Comumente nos deparamos com a prisão de corruptos e corruptores televisionada e mostrada pela grande mídia (mesmo que sejam liberados em poucos dias). Porém, notamos no Mensalão algo que antes jamais havia sido feito: a defesa moral de bandidos. O PT tentou transformar os mensaleiros em verdadeiros heróis nacionais, exaltando seus temerosos feitos como se virtudes fossem. Isso só demonstra a sua verdadeira podridão, mostra a todos a verdadeira face desta organização política e a coloca em uma posição profundamente mais suja do que todos os outros, uma vez que o partido preferiu abraçar publicamente a bandeira da ilegalidade e do desrespeito ao Estado de Direito, chegando até mesmo a contestar as decisões da Suprema Corte e, enfim, optar pelo aparelhamento da mesma, indicando ministros subservientes a vontade do Poder Executivo.

 

“O que eu acho é que não houve mensalão”. [Fonte]
“Eu li outro dia no jornal que ia ter uma nota de apoio ao Zé Dirceu, tem o meu aval”. [Fonte]
 
Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente do Brasil

 

Falta ao PT o mínimo de decência. Ele se transformou (ou sempre foi) num partido de hipócritas, uma vez que durante a década de 1990 se orgulhava de defender a bandeira da moralidade e da ética na política. Era um partido que queria abrir CPI pra apurar tudo e todos e não media palavras para acusar, muitas vezes levianamente, seus adversários políticos do crime de corrupção. Atualmente ele nega aos seus opositores o direito democrático de questioná-los. Só é tolerado o silêncio sobre seus atos escusos. A doutrinação ideológica, ocorrência comum nas escolas brasileiras, é encoberta pelo seu esquema de burocratas e o mesmo se aplica aos seus inúmeros decretos bolivarianos (até, e inclusive, na espécie de “socialismo virtual, denominado Marco Civil da Internet que nos foi empurrado “goela abaixo”). Se durante a Ditadura só se tolerava uma espécie de oposição consentida, hoje qualquer tipo de oposição que se faça ao atual governo é taxada de criminosa, tem sua voz cassada e a reputação assassinada, uma vez que partidos políticos que outrora eram caracterizados pelo fisiologismo e neutralidade perante os conflitos ideológicos, hoje servem exclusivamente ao partido da presidente da República, tamanha sua influência e poder amedrontador.

 

Aqueles que apoiam criminosos da estirpe de José Genoíno e José Dirceu encarnam, na verdade, suas personas e, por isso, não conseguem perceber que quem tem o poder e a força do Estado em suas mãos não tem o direito de os exercerem em benefício partidário. Aristóteles dizia que a finalidade do governo era “o bem comum”. O governo do Partido dos Trabalhadores, que comanda o Brasil há 12 anos é, sem dúvida, aquele que menos cumpriu esta função. Em todos esses anos eles tem trabalhado exclusivamente em prol do partido, transformando e cultivando a pobreza de forma assistida para depois contemplar aquele que sofre com ela com seus favores em troca de votos, além de fazer inúmeras alianças profanas em torno de seu projeto de poder, pondo a perder todas as conquistas socioeconômicas do país. Destruiu-se o tripé macroeconômico e aparelharam-se todas as instituições, incluindo grande parte do Poder Legislativo e Judiciário.

 

A “verdade final” é que esta gente jamais esteve em condição de ensinar alguém a fazer política, principalmente no campo ético, afinal importantes membros da cúpula do partido estão recolhidos à cadeia para o pagamento de penas referentes à corrupção. O PT nos dá um exemplo do que não fazer; estão a solapar a democracia e fracassaram em todas as ações para políticas públicas, transformando-as em política partidária e não em ação de Estado. O país está estagnado e vive uma recessão. O “revolucionário” Partido dos Trabalhadores, hoje representa o que há de pior na política nacional. É o câncer que tem corroído de maneira gradativa o nosso país. Se existe alguém que tem intenção de mudar o Brasil com a exposição e a aplicação de ideias liberais, deve-se primeiro retirar este clã do poder. Não há como mudar algo que foi destruído. Ou extirpa-se a parte putrefata que hoje destrói vorazmente, ou não sobrará sequer um país para mudar.

Pedro Vitor
Conservador de boa estirpe, palmeirense de coração e mineiro por natureza.

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