Reflexões sobre amor

Reflexões sobre amor

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Por que é difícil achar uma pessoa para amar e ser feliz? Afinal, não é o que todos procuram?

 

Ou seria o amor apenas uma invenção humana? Algo que criamos apenas para passar o tempo. Será que valeria a pena viver essa invenção?

 

Será que todo bem que o amor nos oferece compensa toda dor que ele nos causa na sua morte? Mas, seria ele o causador de tamanha dor? Ou seria a falta dele?

 

Já se buscou essas respostas na poesia, filosofia e até mesmo na religião. Mas assim como no início dos tempos o amor hoje continua abstrato e incompreensível aos olhos humanos.

 

Muitas vezes se ouve dizer: “Se é amor, é eterno. Se acabou, não era amor.” Seria isso realmente um axioma? Uma dessas verdades incontestáveis da vida.

 

O certo é que o amor é um sentimento vivo, e como todo ser vivo, requer cuidados, senão, perece na eternidade.

 

O difícil não é achar a pessoa certa para amar, o difícil é continuar amando com o passar do tempo. O amor pode ser apenas uma invenção humana, mas não seria uma verdade toda invenção? Acreditamos na eternidade do amor, mas eternidade só encontramos na morte.

 

Não seria o amor, enquanto vivo, uma forma de eternidade? Da mesma forma que existe o infinito pra dentro, existiria a eternidade delimitada pelo início e fim de um amor. O amor é um sentimento delicado, quando vivo em sua eternidade nos enche de prazer e felicidade, mas quando morto dá lugar a tristeza e a solidão.

 

Valeria o amor o risco de tamanha dor? Essa deveria ser uma daquelas perguntas fundamentais da vida, como:

 

“De onde viemos?”
“Para onde vamos?”
“Qual o sentido da vida?”

 

São perguntas sem respostas, e assim é com o amor.

 

Não há respostas sobre se vale ou não a pena amar. A única certeza é que o único motivo para viver essa eternidade de maneira intensa e verdadeira é amar pelo amor, nenhum outro motivo é tão forte quanto amar pelo simples fato de amar.

 

Agradecimentos especiais à Mariana Borges, que colaborou com esse texto.

Carlos Santos
Estudante de jornalismo, escritor amador, poeta de ocasião, cronista fortuito e colunista inconstante. Além de tudo, é um ex-comunista que dobrou a Direita.

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