PEN: Novo partido de Jair Bolsonaro é maior que a REDE

PEN: Novo partido de Jair Bolsonaro é maior que a REDE

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O PEN (Partido Ecológico Nacional), que provavelmente passará a ser chamar “Patriota” em breve, tem hoje três deputados federais.

 

Fundado pelo desconhecido, porém popular no meio ambientalista underground (visto que tem 6 milhões de seguidores em sua página no Facebook e só compartilha foto de bicho e planta), Adilson Barroso, o partido tem quase o mesmo tamanho na Câmara do que o badalado REDE, de Marina Silva.

 

Com a vinda certa de Jair e Eduardo Bolsonaro — o acordo verbal já foi firmado entre Jair e Barroso –, o partido passaria a ter mais deputados federais que o partido que estampa seu deputado federal modelo dia sim, outro também, nos principais programas jornalísticos da Globo.

 

Já no Senado a REDE ganha por 1 a 0, porém a promessa de migração de 10 a 15 deputados para o novo partido de Bolsonaro, segundo o jornalista Evandro Éboli, da Gazeta do Povo (ver o programa “Reunião de Pauta #13 – Bolsonaro encontra seu partido, Lula apoia Temer e as reformas esperam” – a partir do segundo minuto), fará a goleada na Câmara inibir a diferença mirrada no Senado.

 

Jair Bolsonaro e Adilson Barroso quando acertaram a migração do parlamentar carioca.

Jair Bolsonaro e Adilson Barroso quando acertaram a migração do parlamentar carioca.

 

Se olharmos para fora de Brasília, veremos não um cenário promissor, mas já consolidado em favor do PEN se comparado ao partido da ex-senadora Marina Silva.

 

Nas eleições de 2016, o PEN elegeu três vezes mais prefeitos e vereadores que o mimado — pela imprensa — REDE.

 

O REDE elegeu 4 prefeitos e 180 vereadores, o PEN 14 prefeitos e 525 vereadores. Uma surra, que ninguém percebeu ou comentou.

 

A comparação é interessante porque ambos são partidos novos, com cinco anos ou menos — o PEN foi registrado em 2012 e o REDE em 2013 –, que debutaram em eleições municipais em 2016.

 

O até então desconhecido Adilson Barroso merece aqui ser mencionado pelo excelente trabalho que fez, considerando o tempo de seu partido e o resultado inexpressivo, eleitoralmente, de outros partidos que também debutavam na eleição de 2016.

 

Como o NOVO, que elegeu quatro vereadores e nenhum prefeito.

 

Já o PSOL, velho de guerra, elegeu 2 prefeitos e 53 vereadores. Resultado bem inferior ao PSL, outro partido com mais tempo de estrada, mas que trouxe como novidade em 2016 a bandeira libertária (Livres).

 

São números que não podemos ignorar. E pesa ainda outro dado interessante: O REDE, que se vende como uma nova opção política, apresentou à sociedade até então quadros já conhecidos, de políticos que construíram relativo nome em outros partidos de esquerda. Já o PEN tem 80% de seus eleitos exercendo cargo público pela primeira vez!

 

Do jeito que se fala por aí, o PEN seria um partido nanico e o REDE, de Marina e Joaquim Barbosa, cuja influência no Judiciário ninguém nega, uma potência emergente.

 

Porém os números dizem outra coisa, e mostram que Jair Bolsonaro não escolheu mal sua nova casa.

 

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Fontes:
- http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/o-novo-mapa-eleitoral-das-camaras-de-vereadores/
- https://www.uol/eleicoes/especiais/raio-x-2016-1-turno.htm
- https://redesustentabilidade.org.br/congressistas/
- http://pen51.org.br/dep-federais.php#.WYtk31GGPIU

Fernando Henriques
Idealizador e editor desta revista, Fernando Henriques é um consumista informacional. Formado bacharel em Ciências da Computação, encontra na Comunicação um elo natural. Viciado em séries, filmes, rock, MMA, política e desafios.

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