Partido NOVO, jornalista velha

Partido NOVO, jornalista velha

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E nasce o NOVO, com a expectativa de dar novos ares a política brasileira. Com bandeiras e propostas realmente novas, que não são defendidas por nenhum outro partido e por praticamente nenhum outro político. O NOVO é, de fato, uma novidade, que terá que conviver com gente velha, carcomida, de pensamento antigo e batido. E não só entre políticos, mas principalmente entre jornalistas que mal sabem o que dizem.

 

Eliane Cantanhêde, que não me desce desde que figurou na lista de Diogo Mainardi de jornalistas que colaboraram com a ascensão do Lulismo, parece ter sido a primeira a estrear no quesito “vamos desinformar sobre o NOVO”.

 

Falando sobre a criação do partido no programa GloboNews em Pauta do dia 16/08/2015, e sobre aquilo que entendeu de suas bandeiras, a jornalista disse que Armínio Fraga seria um dos mentores da legenda. Estranhei logo.

 

Acompanho o NOVO há pelo menos três anos na Internet, sigo-os no Facebook e já fui a dois eventos que realizaram (o último, uma palestra ótima com o editor da Record Carlos Andreazza, no Rio de Janeiro, sobre o mercado editorial e a liberdade), nunca ouvi falar que Armínio Fraga, que foi presidente do Banco Central no Governo FHC e anunciado como Ministro da Fazenda de Aécio, caso este vencesse a eleição presidencial do ano passado, tivesse alguma coisa a ver com o partido e sua criação. Quanto mais que fosse seu mentor.

 

Mas para Cantanhêde, ele é alguém que está por trás da criação do NOVO. A intenção dela é óbvia: já, de cara, tentar vincular o NOVO ao “direitista” PSDB, como se fossem similares ideologicamente, retirando assim o caráter de novidade do partido.

 

Fui atrás de informação a respeito, para saber se, por algum motivo estranho, a jornalista tinha informações que desconheço. Nada. Ela foi é muito cara de pau.

 

João Dionísio Amoedo, líder do partido, membro-fundador e atual presidente da sigla, é associado do Instituto de Estudos de Política Econômica – Casa das Graças, bem como o é Armínio Fraga e outros nomes vinculados ao PSDB, como André Lara Rezende. É o máximo que se pode fazer de relação entre NOVO e Armínio — aliás, sendo mais rigoroso, nem isso, pois a ligação seria entre Armínio e Amoedo ou seja lá com mais quem esteja nos quadros do partido e do instituto. Ponto.

 

Amoedo já fez bem mais coisa na vida do que fundar o NOVO, e certamente já teve vínculo ou contato com muitos nomes que já figuraram em cargos públicos. Iremos vincula-los todos ao NOVO agora?

 

É como se você abrisse uma empresa e obtivesse sucesso com ela, daí então, numa manhã de sol, um jornalista qualquer vincula, do nada, tal êxito a alguém de renome no mesmo ramo de atuação, somente porque ele, não sei, congrega na mesma igreja que você. Mesmo que este alguém jamais tenha colaborado com a sua empresa. Eu chamaria tal associação de muitas coisas, mas nunca de jornalismo.

 

E é com gente que faz este tipo de coisa o dia inteiro, gerando falsas impressões no público leitor e telespectador, que o NOVO terá de lidar.

 

Boa sorte, pessoal. Estou na torcida para que dê certo.

Fernando Henriques
Idealizador e editor desta revista, Fernando Henriques é um consumista informacional. Formado bacharel em Ciências da Computação, encontra na Comunicação um elo natural. Viciado em séries, filmes, rock, MMA, política e desafios.

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