Os mitos e os fatos sobre a interferência do Homem na natureza

Os mitos e os fatos sobre a interferência do Homem na natureza

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Todos os dias somos bombardeados sobre efeito estufa, grandes chuvas, aquecimento global, enfim, somos atacados mais e mais por esses que se acham donos da razão colocando a culpa de tudo que acontece de ruim no próprio homem (“ruim” por falta de termo, pois são fenômenos da natureza).

 

E a pergunta que cabe melhor no assunto em questão é: Até que ponto o homem contribuiu ou não para esses fenômenos?

 

Vamos falar então sobre esse tal de aquecimento global: “o aquecimento global é causado pelo homem ao jogar na atmosfera CO2, Metano e outros gases por meio de queima de combustíveis, putrefação de plantas na agricultura e até do gado (o famoso peido de vaca)”.

 

Sei… Vamos rebater alguns pensamentos comuns:

 

1º – “Existe diferença do clima de uma região rural pra uma região urbana?”

 

R: É claro que sim! Qual é a real diferença entre essas regiões? Olhando de modo mais simples o que cria esses microclimas é a capacidade da água retirar calor do lugar em questão. A água é uma substância relativamente difícil de se aquecer ou esfriar, se comparado com o ferro por exemplo (É 10 vezes mais fácil aquecer ferro do que aquecer água).

 

A água quando entra em contato com superfícies quentes, tende a absorver o calor até evaporar, diminuindo o calor da superfície em contato (Um bom exemplo disso é a nossa pele. Quando se está em uma piscina com água morna, você sai e sente frio, não é por causa do vento, e sim por causa da água que quer evaporar e retira calor do seu corpo para isso). O que acontece com os lugares é que o asfalto impermeabiliza a superfície. Não deixa a água penetrar a terra. Ou seja, a chuva cai, a água bate em 20 cm de asfalto (a água não penetra o asfalto) e vai pra um bueiro, ao contrário da que penetra fundo na terra retirando calor.

 

2º – “O Homem está pagando pelos seus pecados contra o planeta, veja as chuvas que alagam tudo. São uma prova real disso.”

 

R: Falácia! A chuva que caía em Teresópolis há 300 anos é a mesma que cai hoje. O próprio repórter diz: “É a pior chuva desde 50, 60 anos”. O que muda é que há 300 anos não morava gente nesse lugar (ou não como agora). Aí vem a chuva que sempre caiu e destrói tudo. Sendo que a urbanização piora, é claro, as consequências. Por exemplo, nesse papo de “pior chuva dos últimos 50 anos”: naquela época o homem lançava tanto carbono como lança hoje? Claro que não. Menos de 10% do que lança hoje. Ou seja, naquela época caiu uma chuva desse jeito “sem interferência no clima”. E como sempre, impermeabilizando a superfície ou não fazendo um sistema ideal para receber a chuva as consequências são piores. O que acontece é que 60 anos é um bom tempo para esquecer essas coisas.

 

3º – “O aquecimento global vai trazer morte a todos!”

 

R: Outra falácia. É mil vezes melhor um clima quente. Afinal, o que dá pra fazer em um clima gelado? Dá pra plantar? Não. Com isso o gado não come. Não comendo o gado morre. Não tem planta e nem gado, vai comer o que?

 

É lógico que não estou falando de um aquecimento extremo. O Brasil, por exemplo, é um país que sofre bem pouco com clima. Enquanto a Europa e outros lugares só podem ter uma colheita, nós podemos ter duas por período. Aquecer é bom. Se você tem calor, e tem água (água sem chuva), tudo dá certo para plantar e colher.

 

4º – “O aquecimento vai derreter as geleiras e inundar vários lugares banhados pelo mar!”

 

R: Mentira também. Se tem uma coisa que aprendi com geometria espacial (matemática) é que quando colocamos algo na água, temos que contar o volume todo. Não importa se 2/3 dele está dentro da água, todo o volume é contado. Um modo mais simples de entender isso é: gelo flutuante não altera o nível do mar. Faça o teste você mesmo na sua casa. Encha um copo com água até a boca. Depois disso coloque quantos cubos de gelo quiser. Quando colocar o gelo, vai derramar água (por causa do volume do gelo que você vai colocar). Se quiser colocar um prato em cima do copo para tapar ou não tanto faz. A questão aqui é você ter certeza de tudo que está fazendo sem quase nenhuma margem de erro. No momento em que o gelo derreter, verifique se alterou alguma coisa.

 

Além de que o gelo é derretido por baixo, não por cima. É um fenômeno lunar de 18,6 anos que altera a velocidade das correntes marítimas e derrete o gelo por baixo. Todo mundo sabe que 1/10 do iceberg está pra fora e o resto está embaixo da água sustentando-o, não é? Derretendo a base dele, acontece aquela famosa imagem da TV com os icebergs caindo por causa do derretimento. Esse fenômeno lunar é bem interessante. Muito simples de entender. Sabemos que a Terra é uma esfera levemente achatada nos polos, certo? Então o mar não tem um nível bonitinho em todos os lugares. Então existe montanhas de água sim. Acontece que as águas quentes se aceleram e as correntes marítimas com essas águas “quentes” (em torno de 1ºC mais quente) derretem a base do iceberg.

 

Vê se não fica histérico na próxima vez que ver essa imagem no Fantástico.

Vê se não fica histérico na próxima vez que ver essa imagem no Fantástico.

 

5º – “Todos os cientistas de todas as conferências estavam errados?”

 

R: Quais cientistas? A meu ver só haviam interesses econômicos. O que acontecia no mundo naquela época? Tinham países tendendo a ser desenvolvidos, o Brasil é um bom exemplo disso. E tinha os países desenvolvidos que mandam no mundo há 100, 200 anos, e que não queriam perder espaço para estes países emergentes. Afinal, a maioria dos desenvolvidos negaram reduzir suas emissões. As emissões vieram de matrizes energéticas, como vimos. E algo bem necessário para um país se desenvolver é energia. Aí com isso, eles conseguiram frear o desenvolvimento desses países que ameaçavam a hegemonia deles.

 

6º – “O que muda o clima do planeta então?”

 

R: Já pincelei o assunto acima, mas aqui vai ser mais detalhado. É a água. Temos 71% de água cobrindo o planeta. A água absorve bem o calor como vimos. Além de absorver calor, a água também tem propriedade de segurar e liberar gases (quando determinado gás fica saturado, ela absorve, ou se fica em falta, ela devolve). O que acontece é que se os oceanos aquecem, a Terra aquece também. Se os oceanos esfriam, a Terra esfria também. Esse ciclo de aquecer e esfriar é de 20 e 30 anos. Atualmente está esfriando. Presumo 50 anos é o bastante para esquecer um clima muito quente, não é?

 

Sendo que também existem dezenas de movimentos que a Terra faz, existem os ciclos lunares e também os ciclos solares. Um bom exemplo disso é a atual redução do campo magnético do sol em cerca de 50%. Isso pode gerar atividades sísmicas e inquietação nos oceanos.

 

7º – “Então qual é a real interferência do Homem no clima?”

 

R: Nenhuma. Nunca interferiu e nunca interferirá. É lógico que o homem tem um poder relativo de destruir. Tornar água imprópria para o consumo, destruir vegetação, acabar com espécies de animais, essas coisas. Mas nunca com o clima.

 

E eu disse relativo poder porque o homem não é totalmente capaz de acabar com a natureza. Se acabássemos com todas as árvores, não ficaríamos sem oxigênio, porque a maior parte vem dos oceanos. E no máximo em 20 anos cresce tudo de novo. A única coisa que planta precisa pra crescer é água… E um bom pedaço de terra. Não existem dezenas de milhares de ilhas desertas? Existia terra ali e rocha, depois começaram a crescer plantas e pronto. O mesmo aconteceu com os continentes.

 

8º – “E a água do rio? Pode acabar?”

 

R: Não. Pode poluir, mas acabar não. Se poluirmos a partir de um ponto, é a partir daquele ponto que ela não é potável. É claro que existe ciclos no rio que ele é mais cheio e mais vazio. E aquela água poluída deixa de ser poluída em um certo momento porque a água é o solvente universal.

 

E os rios nascem no alto de montanhas. Água potável é criada o tempo todo nos altos das montanhas. Agora como, não sei explicar. Sei que nasce na montanha, a 0ºC e ótima para o consumo.

 

9º – “O que é então esse tão famoso aquecimento global que você diz não existir?”

 

R: Aquecimento existe, porém não causado pelo Homem. A meu ver são realmente interesses econômicos. Interesses que visam frear o crescimento de países emergentes. Ou até coisa pior. Vimos que o crescimento da matriz energética e até de cultivo de arroz e gado contribuem para esse tal aquecimento. Não querem que a gente coma também, é natural isso? Controlar nosso gado e nossa plantação de arroz? “Olha, daqui você não pode passar”. Foram mantidas a maior parte das plantações e rebanhos, não tiraram quase nada, e não mudaram quase nada nas emissões desses países e a gente reduziu. Esquisito, não?

 

10º – “Então o CO2, que seria o vilão conforme acordado mundialmente, não é um inimigo?”

 

R: Muito pelo contrário. Ele é o gás da vida. Não seríamos muita coisa sem ele. Todo mundo aprendeu que os seres vivos respiram Oxigênio e soltam Gás Carbônico. Ou seja, eles querem incriminar a atividade de respirar também. Só que o único ser vivo que fornece oxigênio são as plantas. Pegam o que a gente transforma e devolvem pra gente. Só que, já está mais do que provado em experiências agronômicas que se é dobrada a quantidade de CO2 nos laboratórios que estão estudando as plantas (as chamadas estufas), a produção de açúcares, proteína e dentre outros aumenta em até 60%. Ou seja, aumenta a quantidade, melhora a fotossíntese. As plantas respiram também oxigênio durante a noite, mas é bem pouco comparado ao CO2 que elas pegam e devolvem como oxigênio. E a maioria do nosso oxigênio vem do mar, pois a água pode controlar a saturação de gases (e a maior parte das plantas vivem lá; a única coisa que temos certeza é que 10% do mar foi mapeado).

 

Conclusão

 

Não existe prova científica para o aquecimento global. Esse pessoal que diz que a temperatura está aumentando não fornece dados para pesquisarmos e chegarmos na mesma conclusão. Vale então pensar que eles devem ter algo muito suspeito por trás desse movimento, principalmente porque começou com os países desenvolvidos. O nível do mar sempre foi o mesmo, nenhum fenômeno é novo e se a gente apanha por causa da natureza, a culpa é nossa por não respondermos a altura que ela nos bate.

 

Já ouviram falar sobre o Capitão James Clark Ross? Foi um explorador da Antártida que deixou uma marca em uma rocha em 1841, na Tasmânia, de onde estava o nível do mar. Vai lá olhar onde está a marca hoje. O mar pode sim aumentar o nível, mas é um fenômeno perfeitamente natural e que querendo ou não, não foi culpa do homem.

 

Sir James Clark Ross foi o cara.

Sir James Clark Ross foi o cara.

 

Já falaram que gás de geladeira destrói a camada de ozônio (criando o efeito estufa), já falaram que o mundo não ia passar do ano 2000, o tão famoso 2012 também e tantas outras coisas.

 

Hoje em dia devemos prestar bem atenção nas coisas que olhamos, ouvimos e sentimos. Devemos pensar 100 vezes antes de tomar posição em alguma coisa, e tomando uma posição, estudar o outro lado do assunto e entender tão bem quanto entendemos a nossa posição nesse assunto.

 

Fontes utilizadas para escrever este artigo: Os trabalhos e entrevistas do Cientista e Climatologista Luiz Carlos Molion e do Climatologista Ricardo Felício.

Douglas Eduardo
Douglas Eduardo é um Cristão politicamente incorreto. Gosta de criar discussões. Acredita que o debate aperfeiçoa os argumentos e não teme mudar de opinião. É contra o conceito de minorias e até mesmo contra algumas descobertas científicas. "Estude os dois lados de um assunto de maneira tão aprofundada no lado contrário quanto na posição tomada".

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  • Nélio Oliveira

    Não por acaso, a falácia atende pelo nome de hipótese do aquecimento global antropogênico. Ainda é hipótese, não comprovada, e bem mais perto de ser refutada, aliás.

    Um dos melhores textos a desconstruir essa hipótese que eu já li é, curiosamente, um livreto produzido por alguém (pessoa e/ou entidade) ligado à igreja católica, como crítica à Campanha da Fraternidade 2011, cujo tema era “Fraternidade e a Vida no Planeta”. Um textaço, que fiz questão de guardar.

    Um grande livro sobre o assunto é este: http://www.travessa.com.br/OS_MELANCIAS_COMO_OS_AMBIENTALISTAS_ESTAO_MATANDO_O_PLANETA/artigo/a9f52696-70f9-414f-a0af-c131a6ac87b6

    O título “Os Melancias” vem de “verdes por fora, vermelhos de vergonha por dentro”.

  • Douglas Eduardo

    Esqueci de fundamentar a parte que a Crosta Terrestre é 3x mais fina que a casca de um ovo, mas deixa pra lá.