O que o Mundo come?

O que o Mundo come?

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Nas últimas semanas o globo assistiu passivo cenas infelizmente não tão inéditas assim de pessoas e crianças literalmente morrendo de fome em campos de refugiados na Somália, país do chifre do continente africano. Nada muito diferente do que famílias miseráveis do Nordeste brasileiro passam todos os anos. A fome e má distribuição de comida no mundo é reflexo direto de problemas econômicos e políticos nas nações do planeta. Enquanto o poder público se omite e o poder privado pouco contribui para a questão, o terceiro setor tenta fazer sua parte com milhares de ONG’s que cuidam do problema espalhadas pelo mundo.


Para mostrar o quanto o que está na mesa de cada país é reflexo direto de sua cultura e economia, apresentamos imagens do fotógrafo Peter Menzel que em 2006 publicou o livro Hungry Planet, fotografando 30 famílias e o que está na mesa delas toda semana.


Vale notar os dois extremos: enquanto a família alemã gasta mais de 500 dólares por semana com comida, a família renegada ao campo de refugiados no Chade não come mais do que o equivalente a 1,23 dólares no mesmo período. Após refletir sobre esta questão, que parece tão longe de ser resolvida, deixe nos comentários o que você pensa do assunto e as atitudes do seu dia a dia que podem ajudar a resolvê-la.


Alemanha: Família Melander de Bargteheide.

Despesa com alimentação em uma semana: $500,07 dólares.

Despesa com alimentação em uma semana: $500,07 dólares.


Estados Unidos da América: Família Revis da Carolina do Norte.

Despesa com alimentação em uma semana: $341,98 dólares.

Despesa com alimentação em uma semana: $341,98 dólares.


Japão: A Família Ukita de Kodaira City.

Despesa com alimentação em uma semana: $317,25 dólares.

Despesa com alimentação em uma semana: $317,25 dólares.


Itália: Família Manzo da Secília.

Despesa com alimentação em uma semana: $260,11 dólares.

Despesa com alimentação em uma semana: $260,11 dólares.


Inglaterra: A Família Bainton de Cllingbourne Ducis.

Despesa com alimentação em uma semana: $253,15 dólares.

Despesa com alimentação em uma semana: $253,15 dólares.


Kuwait: A Família Al Haggan de Kuwait City.

Despesa com alimentação em uma semana: $221,45 dólares.

Despesa com alimentação em uma semana: $221,45 dólares.


México: Família Casales de Cuernavaca.

Despesa com alimentação em uma semana: $189,09 dólares.

Despesa com alimentação em uma semana: $189,09 dólares.


Estados Unidos: Família Caven da California.

Despesa com alimentação em uma semana: $159,18 dólares.

Despesa com alimentação em uma semana: $159,18 dólares.


China: A Família Dong de Pequim.

Despesa com alimentação em uma semana: $155,06.

Despesa com alimentação em uma semana: $155,06.


Polônia: Família Sobczynscy de Konstancin-Jeziorna.

Despesa com alimentação em uma semana: $151,27 dólares.

Despesa com alimentação em uma semana: $151,27 dólares.


Egito: Família Ahmed do Cairo.

Despesa com alimentação em uma semana: $68,53 dólares.

Despesa com alimentação em uma semana: $68,53 dólares.


Mongólia: A Família Batsuuri de Ulaanbaatar.

Despesa com alimentação em uma semana: $40,02 dólares.

Despesa com alimentação em uma semana: $40,02 dólares.


Equador: Família Ayme de Tingo.

Despesa com alimentação em uma semana: $31,55 dólares.

Despesa com alimentação em uma semana: $31,55 dólares.


Butão: Família Namgay da vila de Shingkhey.

Despesa com alimentação em uma semana: $5,03 dólares.

Despesa com alimentação em uma semana: $5,03 dólares.


Chade: Família Aboubakar do campo de refugiados de Breidjing.

Despesa com alimentação por uma semana: $1,23 dólares.

Despesa com alimentação por uma semana: $1,23 dólares.


Fonte: Time Magazine

Mariana Bonfim
Ex-editora do blog MovieYou, escreveu críticas de cinema para o Omelete e a Rolling Stone, participou de podcasts para os sites Cinema com Rapadura, Monalisa de Pijamas e Nerdrops. Trabalha como Social Media, é apaixonada pela sétima arte, adora quadrinhos, rock, ecologia, literatura de fantasia e outras nerdices.

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  • Diego de Lacerda

    É triste, muito triste…

  • http://tiagopassos.com Tiago Passos

    Realmente é muito triste, e a diferença é absurda. Mas não acho que “dólares” seja o melhor parâmetro para comprar a quantidade de comida comprada. Se você ver bem a quantidade de grãos no saco (acho que é feijão) na última foto, irá perceber que no Brasil nunca conseguiríamos comprar essa mesma quantidade com US$1,23.

    • Fernando Henriques

      Cara, você tem razão, talvez os “doláres” não sejam o melhor parâmetro, porém no caso da última família, o suposto feijão pode ter sido plantado por eles e por isso incidido pouco neste custo aí. Isso é só um exemplo de como é relativo uma análise como essa, de qualquer forma, é boa para termos uma noção macro das coisas.

  • http://www.vulgoph.wordpress.com Pedro Henrique Franco

    Olha, isso é muito triste, de fato. Concordo que a medida em capital, seja qual moeda for, não é parâmetro ideal, mas ainda assim é bem significativo se atrelado ao volume de alimentos mostrado o que representa, na verdade, o poder aquisitivo uma grandeza equivalente para todos.

    Pior do que a disparidade econômica é a falsa ajuda dada por muitas instituições às famílias africanas. A comida que chega a elas é basicamente carboidratos o que só ajuda a matar essas pessoas que possuem complicações devido a a síndrome de kwashiorkor decorrente da falta de nutrientes como aminoácidos essenciais que o corpo não é capaz de produzir, devendo ser obtidos da dieta.

    Como alguém citou, vejam nas fotos que não há feijão para estes indivíduos provavelmente pelo elevado preço do mesmo. O feijão que seria fundamental para salvar a vida deles é substituído por macarrão, mais barato e mortal. Isso é mais triste! Aqueles que deveriam ajudar acabam piorando a situação e, infelizmente, de maneira consciente.

    • Fernando Henriques

      Pedro, esse lance do tipo de alimento ideal para os africanos, síndrome de kwashiorkor, a necessidade do feijão… Daria um bom texto, pensa nisso.