O quarto dia do Rock in Rio 2013 (Habemus Rock!)

O quarto dia do Rock in Rio 2013 (Habemus Rock!)

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Finalmente, um dia todo voltado ao Rock e ao Heavy Metal! Depois de três dias de enrolação, surgem algumas das atrações mais esperadas de todo o festival, que quase não aconteceu pelo fato da estrutura do evento na primeira semana não estar 100%, por causa dos sanitários e das opções de alimentação no local. Com certeza deve ter rolado uma grana por debaixo dos panos, mas isso são outros 500.

 

Infelizmente, por ter ocorrido numa quinta-feira, acabei perdendo os dois primeiros shows do dia: República com Dr. Sin e Roy Z, e Almah com Hibria, então não há como tecer comentários sobre ambos.

 

O terceiro show do dia ficou a cargo de Sebastian Bach que, apesar de esbanjar muita energia, presença de palco e carisma, deixou a desejar, cantando fora do tom, desafinando e sendo principalmente afetado pela péssima equalização do palco Sunset – aliás, durante todos os dias do festival a equalização no Sunset prejudicou, e muito, vários dos shows que ali ocorreram, sempre soando sem peso e muito embolada. Sebastian focou mais nas músicas de seu tempo com Skid Row, com algumas poucas canções de sua boa carreira solo. Valeu pela nostalgia e pelo carisma do cara.

 

Abrindo os shows do palco Mundo, veio um repeteco do Rock in Rio anterior, de 2011: o Sepultura com a dobradinha francesa, o Tambours Du Bronx. Ponto pro festival que os escalou para o Mundo, visto que em 2011 ficaram relegados ao Sunset, o que foi muito prejudicial, considerando o tamanho diminuto do palco e a quantidade de pessoas em cima do mesmo. Visualmente é bastante impactante ver o peso das músicas do Sepultura praticamente dobrando e ficando muito mais completo. Contudo, tocaram praticamente o mesmo setlist e, devo confessar que o impacto visual é muito maior do que o musical. Se fosse apenas o Sepultura, seria muito mais interessante, até porque, depois de 20 minutos de batucada, você começa a ficar de saco cheio.

 

A batucada visceral do Tambours du Bronx é uma atração visual e tanto.

A batucada visceral do Tambours du Bronx é uma atração visual e tanto. | Créditos: jb.com.br.

 

Pra fechar o Sunset, eis que surge Rob Zombie, que resolveu tirar umas férias de Hollywood e voltou a excursionar por aí, mais uma vez com o sempre excelente guitarrista John 5. Um show bastante energético, com alguns hits e algumas composições um pouco mais novas. Seria interessante vê-lo em um palco maior e com mais tempo à disposição, além de mais “parafernália” visual, visto que seu show, assim como o de Alice Cooper, é bastante teatral. Um belo show pra encerrar um dos palcos em um dia que estava apenas na metade.

 

O segundo show no Mundo foi a controversa banda sueca Ghost B.C.; controversa devido ao olhar dos que desconhecem o grande deboche por detrás da banda, que conta com músicos sem nome (os “Nameless Ghouls”) e um vocalista com voz “adocicada” que atende pelo nome de Papa Emeritus II – muitos pensaram que a banda fosse tão pesada quanto o visual deles indicava. Som perfeito, com performance acima da média e devo confessar que foi um dos melhores shows do Rock in Rio.

 

Logo em seguida, Alice In Chains, com um setlist que pedia por muito mais peso do que realmente foi mostrado. Quem conhece a banda, sabe muito bem que suas composições são sempre bem arrastadas e com riffs bem alongados, e ao vivo tudo fica ainda mais lento e demorado, o que acaba por fazer com que o show se torne mais maçante do que deveria. Está na hora de mudarem essa seleção de músicas pra algo mais pra cima e menos pra baixo.

 

William Duvall foi bastante criticado, mas segurou bem o show dentro do estilo da banda.

William Duvall foi bastante criticado, mas segurou bem o show dentro do estilo da banda.

 

E finalmente encerrando um dia que, diferente dos anteriores, teve mais altos do que baixos, eis que surge o maior expoente do Thrash Metal mundial, Metallica. Apesar de trazer um setlist muito parecido com o que apresentaram em 2011, os caras ainda conseguem surpreender com shows enérgicos e visualmente impecáveis. A sintonia que os membros da banda têm ao vivo beira o absurdo e James Hetfield é um dos frontmans mais carismáticos e brincalhões atualmente. Mais um dentre os melhores shows dessa quinta edição do festival, sem sombra de dúvidas.

 

E vamos em frente, pois há muita coisa boa vindo por aí… Mas muita coisa ruim também!

Alexandre Lessa Mattos
Alexandre Lessa Mattos é professor de Inglês e podcaster nas horas vagas; apresentador do Acervo do Pimp e do BadernaCast, viciado em filmes, séries e música.

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