O garoto que enfrentou o bullying
12Só quem apontou o dedo contra os fracos não sabe o que é sofrer por bullying. Entenda porque um adolescente australiano virou herói mundial ao revidar seu agressor.
A escola por si só já é o pior lugar em que um ser humano pode estar na face da terra em termos comportamentais. Como instituição para o aprendizado, não se deve questionar a sua importância. Mas o caldeirão de hormônios da adolescência transforma o local no inferno daqueles fracos que sofrem o tão falado bullying.
A palavra bully vem do inglês e poderia ser livremente traduzida como “valentão”. Todo grupo social possuí um indivíduo com essas características. Ele constrói sua reputação por cima daquele que considera inferior, mais fraco ou simplesmente diferente e, com isso, encontra apoio na maioria do grupo para zoar ou violentar o elo fraco. Este ato de desrespeitar de forma agressiva o próximo é denominado bullying.
Geralmente quem sofre bullying pertence ao sexo masculino, é de minoria étnica, de personalidade tímida e fechada que não consegue revidar, nerd, cdf e afins e, principalmente, GORDO. Uma pessoa que combine todas essas características é um alvo fácil. Sem preparo psicológico, o indivíduo que sofre bullying pode sofrer isolamento e depressão. Cabe sempre a escola e aos pais estarem atentos para evitar ao máximo esta crueldade.
Todo mundo já sofreu bullying alguma vez na vida. Muitos podem ter revidado a zoação e nunca mais terem sido incomodados, como muitos outros podem ter sofrido boa parte do colégio com a pressão deste assédio moral. A fase passa e entramos na vida adulta lembrando destas situações como aquele grande fantasma da escola que ficou para trás.
Esta semana, porém, todo aquele que tem acesso a computador e internet se viu frente a frente com a típica situação de bullying, mas que terminou com aquilo que sempre sonhamos: o agredido revidar a altura do agressor. O responsável por isto foi o australiano Casey Heynes de apenas 15 anos, com uma vida toda perseguido pelo seu peso excessivo. Confira a história completa nesta reportagem da ACA:
Casey foi aclamado como herói e amplamente comparado a Zangief, personagem do vídeo game de luta Street Fighter, graças ao seu peso e pelo tipo de golpe com o qual revidou seu agressor. Ao assistir a reportagem, é impossível não ficar tocado, especialmente quando o garoto conta os momentos de depressão, quando chegou a pensar em suicídio. Por viver uma situação pelo qual muitos passaram calados, inertes, e conseguir revidar, depois de muito tempo calado, Casey virou um ídolo, fama refletida nas milhares de visualizações de seu vídeo, no números de fãs no Facebook e nos diversos sites criados em sua homenagem.
Educadores e pedagogos podem debater o caso o quanto quiserem, teorizando se Casey agiu certo ou errado. A questão é que a maioria de nós um dia será pai, se já não o é. E por mais que protegemos nossas crias, nunca poderemos estar 100% do tempo ao lado deles. Sendo assim, que tipo de ser humano educaremos: valentões, perseguidos ou Caseys?
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