O doce prazer da leitura
5O homem é fruto do meio, e o meio em que muitos de nós vivemos, aqui na nossa sociedade brasileira, ainda é burro. As escolas não incentivam a leitura como deveriam incentivar, é mais fácil colocar as crianças para correr de um lado pro outro atrás de uma bola de futebol do que incentivá-los a ler, compreender e imaginar.
Eu, por sorte, pude fugir a essa regra. Nos meu tempos áureos de ginásio, foi dentro de uma escola municipal que encontrei a luz e a salvação para a minha mente criativa e imaginativa. Durante uma das aulas de português que tínhamos na semana a professora Sônia, que era a cara da Dona Vilma da Malhação, inventou a chamada “Hora do conto”; um momento onde cada aluno pré-selecionado deveria apresentar um resumo verbal sobre um livro qualquer a sua escolha. Não valia nota e não era obrigatório, mas todos adoravam. Na época eu não compreendia a importância que aqueles momentos poderiam ter pra minha vida.
Por diversas vezes burlei com meus compromissos de leitura, lia um poema qualquer ou apenas o resumo das costas do livro e falava qualquer besteira sobre o assunto, pois ainda fazia parte da juventude manipulada pelo descaso de muitos professores para com a educação neste país. Mas foi naquele momento que as coisas começaram a mudar pra mim. Os frutos foram colhidos alguns anos mais tarde, porém isso não tira nem um pouco a importância da semente plantada pela famosa “Dona Sônia”, que chegou a ser alvo de reportagem e tudo, devido a sua ideia inovadora.
Casos como esse deveriam ser normais nos dias de hoje, mas ainda não é. As crianças de agora não querem ler e as de ontem também não, não existe o hábito. A importância de dar asas a imaginação através de um livro ainda não é reconhecida por grande parte das crianças, e o reflexo disso vai ser colhido no futuro de várias formas indesejáveis. Não quero e nem vou falar sobre os prejuízo causados pela falta desse hábito, mas gostaria de pedir encarecidamente a você, que é pai, e a você, que é professor: Incentivem suas a crianças a ler, pois quando você o faz sua mente se abre, e como já dizia Albert Einstein, “uma mente mente que se abre nunca volta ao seu tamanho original”.
(Tyrion Lannister)
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