O calvário de Marco Feliciano

O calvário de Marco Feliciano

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Já é descarado o movimento de achincalhe que sofre Marco Feliciano em cada passo que dá pelo Brasil. A situação está tão agravada que sou forçado a sair em sua defesa de maneira igualmente descarada, coisa que em situação normal não faria, apesar de defender sempre o direito de expressão.

 

Não me alinho com o modus operandi do referido pastor, porém é notório que de pretenso vilão, ou somente apenas mais um evangélico na política, o pastor-deputado incorpora agora um papel quase de mártir para os seus. Mas não é isso que vem enxergando a imprensa tupiniquim, o que não é de espantar.

 

Depois de sofrer, no mínimo, constrangimento ilegal em voo comum de Brasília para São Paulo, com dois sujeitos nada educados dançando – rebolando – e cantando “Robocop Gay” no corredor em frente ao seu assento, incitando os demais passageiros contra ele e até alisando sua orelha e cabelo (tudo filmando pelos próprios, que se vangloriam do ato), agora Marco Feliciano foi vítima de uma ofensiva ainda mais grave.

 

Duas meninas, acompanhadas de um grupo de amigos, foram a um culto onde Feliciano iria pregar na cidade de São Sebastião, litoral norte de São Paulo. Tratava-se de um tradicional evento evangélico na região, o “Glorifica Litoral”, e Feliciano era orador convidado. Durante a mensagem que o pastor-deputado trazia, elas foram alçadas aos ombros de amigos e protagonizaram um beijo gay. Feliciano, após as meninas serem apontadas pela massa de fiéis, pediu uma ação policial para retirar e prender as “manifestantes” que incorriam no artigo 208 e incomodavam o culto.
 

Vídeo gravado pelos próprios “manifestantes”, no momento da prisão: http://youtu.be/AFYUy-cAhCo.

 

Não é primeira vez que isso acontece. Logo quando estouraram pelo Brasil protestos contra ele, insuflados por políticos histéricos indignados com a perda do domínio de uma década na Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, duas outras meninas haviam divulgado foto em redes sociais de um beijo dado em um culto onde Feliciano era também convidado. Provavelmente passaram despercebidas aos fiéis, mas a foto circulou pela internet, suscitando a ira de cristãos evangélicos e, não sei como, orgulho em opositores.

 

O beijo durante pregação no "Glorifica Litoral".

O beijo durante pregação no “Glorifica Litoral”.

 

Foto que circulou na internet no auge das manifestações contra a eleição de Marco Feliciano para presidente da CDHM.

As pioneiras do desrespeito.

 

O caso, aparentemente simples, causou alvoroço na imprensa que ama demonizar os evangélicos. Todos os grandes veículos deram destaque ao ocorrido, e pelo menos em todas as matérias que li Feliciano era pintado de autoritário por ter ordenado a prisão das meninas. Por que só pode ser autoritário impedir um beijo durante um culto. É algo tão natural, tão comum… Não é? Os fiéis que devem ir orar em outro lugar, numa balada quem sabe. Que se inverta logo tudo de uma vez!

 

Quando Feliciano e outros pastores facilitam tais demonizações pela imprensa, com suas formas de pedir contribuição nada palatáveis, não ouso me levantar para defender qualquer lado. Cada um que tome conhecimento dos fatos e se posicione, a crítica decente é sempre bem-vinda e favorece esse processo. Mas dessa vez a oposição levantada contra ele ultrapassou o que seria uma crítica e tornou-se algo escandaloso. Os jornalistas camaradas de plantão não perderiam essa, querem dizer ao mundo que ele é o mal encarnado, e contra ele tudo vale. Feliciano representa um esteriótipo que visam extirpar da vida pública.

 

Por que desgostam dele e discordam de seus posicionamentos ele jamais estará certo? Tudo, absolutamente tudo que ele faz deve ser condenado? O leitor dos grandes jornais e revistas do país deve ficar com essa impressão, e ao curso de alguns anos nesse ritmo acabará confundindo o nome “Lúcifer” com “Feliciano”, tamanha a oposição que o referido pastor sofre na dita imprensa.

 

E vem mais por aí...

E vem mais por aí…

 

Não foram poucos os que justificaram o ato das inadequadas manifestantes pelas redes sociais, certamente municiados por opiniões sustentadas por diversos veículos. Tudo foi usado, desde um possível excesso dos policiais no ato da prisão (naturalmente condenável por qualquer ser pensante, mas que em nenhum momento dirimi o erro inicial), até argumentos de que o local era público e que beijos não atrapalham culto nenhum. Esquecem apenas que a partir da liberação da Prefeitura, o local utilizado passa a ser de culto, valendo então o tal Art. 208. Esquecem também que ignorar isso abre precedentes para infortúnios contra qualquer religião.

 

(Outro detalhe é que o local usado no “Glorifica Litoral” foi cercado pela organização, então apesar de público, naquela situação, não era um local aberto. Ou seja, não era um mero casal andando pela rua que queria se beijar numa praça, eram duas pessoas protagonizando ato criminoso premeditado. Entraram ali sabendo se tratar de um culto e decidiram se beijar da forma mais explícita possível, assumindo todos os riscos de atrapalhar e incomodar os presentes que visavam exercer seus direitos de expressão religiosa.)

 

Não é nenhuma novidade cultos em locais públicos, como não é novidade diversas outras atividades para público segmentado em locais públicos. Nova mesmo é esta forma abrupta de se protestar contra algo, onde tudo deve ficar em segundo plano, inclusive a lei, para satisfazer o desejo do manifestante. É a supremacia das vontades, mas somente de algumas vontades, de alguns seres.

 

A letra da lei cada dia importa menos, conforme nos mostra o excelentíssimo STF, daí vemos interpretações como esta apresentada em matéria do jornal O Globo:

 

“Para o conselheiro da OAB-SP e professor da PUC-SP Carlos Kauffmann, as jovens não estavam fazendo nada vedado em lei.
 
— É inaplicável o artigo. Duas meninas se beijarem não é proibido, elas estavam dentro das normas. Não há proibição legal nisso — disse.
 
Na opinião de Kauffmann, mesmo que o beijo tivesse sido cometido em local fechado, a aplicação do artigo ainda seria questionável.
 
— É discutível porque tudo indica que a intenção delas não era atingir a religião dele, mas o deputado federal. O artigo visa a proteção do sentimento religioso. A intenção não era atingir o culto religioso, mas a pessoa. Elas não estavam escarnecendo a crença, mas a conduta dele como deputado federal — disse Kauffmann.”

 

Agora vejamos o que diz o Artigo 208, em nenhum momento expresso na matéria do O Globo:

 

“Art. 208 – Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso:
 
Pena – detenção, de um mês a um ano, ou multa.
Parágrafo único – Se há emprego de violência, a pena é aumentada de um terço, sem prejuízo da correspondente à violência.”

 

Nada do que elas fizeram pode ser enquadrado em “impedir ou perturbar” culto religioso? Ainda que considerássemos a atitude estritamente como um ato contra o Pastor, conforme indica o “especialista”, elas não estariam escarnecendo de alguém por crença religiosa?

 

A despeito do que acreditam esses “advogados de entrevista”, bem típicos nas mídias globais, sabemos ler e interpretar texto. Portanto, a incorrência no crime das duas moças é mais clara que água limpa.

 

Depois querem que o Malafaia fale mais manso na televisão. Como, se todo rigor é ignorado em nome de uns e invocado contra outros? Ignoram claramente o artigo 208 em análises para enganar trouxa, mas defendem de pés juntos a aprovação da totalitária PL 122 (o assunto não é tocado nas matérias sobre o caso, mas vá perguntar para estes que defendem as duas criminosas – quem comente crime é isso, afinal – se não são a favor).

 

Seja qual for o contexto, faça o que fizer, parece que Marco Feliciano será sempre o alvo da imprensa brasileira. Para nossos jornalistas, ele é sempre o vilão da história, mesmo que não seja. Por nutrir opiniões contrárias ao progressismo dominante, e expô-las com pouca habilidade – porém com muita rigidez -, ele já está fadado a estar sempre errado no parecer de nossos “analistas” políticos e afins.

Fernando Henriques
Idealizador e editor desta revista, Fernando Henriques é um consumista informacional. Formado bacharel em Ciências da Computação, encontra na Comunicação um elo natural. Viciado em séries, filmes, rock, MMA, política e desafios.

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  • Lacerda Rodrigo

    Ótimo artigo Fernando! Cada dia que passa fica mais difícil lutar contra esse sistema altamente aparelhado, onde estão passando simplesmente por cima da letra da lei, e julgando opiniões pessoais, ou pior, julgando com bases ideológicas demoníacas.
    Nessa questão toda me incomoda muito é a passividade dos protestantes em geral. Estou cada vez mais propenso a acreditar que as igrejas tradicionais estão avançadas nesse processo de aparelhamento ideológico promovido pelo PT e sua corja diabólica.
    A melhor maneira de combater essa desgraça é a união dos protestantes e neopentecostais e pentecostais tradicionais e iniciar uma ofensiva contra o ativismo LGBT.
    A igreja do Senhor precisa se posicionar antes que seja tarde.

    • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

      Não gostaria de jogar água no seu chopp, mas mesmo com uma oposição enorme, não vejo tais segmentos se unindo. É mais fácil pentecostais se unirem a católicos do que com os neo pentecostais e protestantes tradicionais. O cenário aponta que estes últimos continuarão em seus cantos assistindo tudo calados.

      • Lacerda Rodrigo

        Esse ‘chopp’ está entornado faz tempo. Esta é apenas a minha visão de como conseguiríamos combater essa deturpação moral da qual estamos sendo reféns. O que me entristece, como membro de uma igreja tradicional protestante, é a satisfação infernal que nosso líderes tem de expor essas críticas e pasmem! sair em defesas de tais militantes por conta de diferenças teológicas.
        Mas eu sigo na esperança dessa virada de mesa, com muita FÉ, na essência.

        • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

          Compreendo. Falta nesses pastores que você comenta, que conheço bem, conhecimento político e de ideologias políticas. Ficam somente na teologia, na doutrina, e baseiam toda sua oposição nela, como não houvesse mais nada no mundo. Não veem o macro.

          Mas claro, isto não se aplica aos “Marcos Amaral” da vida, que conhecem bem de ideologias e levam o rebanho pro lado contrário do que deveria. Comparando com ele, preferia os pastores alheios ao processo que ficam divergindo na teologia, fazem menos mal.

  • André Luís Marçal Júnior

    E o pior que as “coitadinhas” não ficaram presas, somente prestaram depoimento na polícia.

    • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

      Na verdade, estão processando o chefe da GCM e há quem defenda que deveriam processar até o Feliciano. São as vítimas da vez, similares ao menores que cometem crimes e são defendidos como coitados.

      • almarcaljr

        Então rasga a punição do artigo 208.

        Pena – detenção, de um mês a um ano, ou multa.

        Parágrafo único – Se há emprego de violência, a pena é aumentada de um terço, sem prejuízo da correspondente à violência.”

        • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

          Concordo com você, é absurdo, mas é só para ver o nível de inversão das coisas.

    • Jader Juniro

      Falta quem esta perto acompanhar o inquerito, e fazer pressão, passeta e tudo mais tem tudo filmado elas tem que ser condenadas

  • antoonio

    Só não entendi o porque de calvário.

  • VANDIR

    MUITO BOM TÉ QUE ENFIM ALGUEM FALOU ALGO CORRETO, SEM FALAR NO YAHOOO E UOL= LIXO!! SÓ MÁTERIAS TEDENCIOSAS!!

  • Nico

    Boa análise do ocorrido. Quanto aos “especialista” da impressa, eles via de regra não estão a serviço do conhecimento, mas de uma ideologia…

    • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

      Correto, por isso tantas análises indecentes. Se ao menos o leitor tivesse acesso a duas análises ideológicas distintas, amenizava o fato, mas nem isso. Esse caso demonstra claramente isso, até quem condena as meninas “manifestantes”, o faz de forma altamente condescendente, o que é desnecessário diante de um ato como esse.

  • Marcos

    Parabéns, pela matéria! Muito lúcida e apartidária. Prova de que ainda existem pessoas que pensam e mantém a coerência civilizatória no mundo.

    • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

      Muito obrigado Marcos, comentários assim dão gás para continuar escrevendo. Um elogio como “apartidário” é cada vez mais raro por aqui após a leitura de textos que envolvem política. Abraços!

  • Alessandro Silva

    E o estopim disso foi a chamada ” Cura Gay”. É por isso que o temos um País pouco desenvolvido, pela falta de observância de fatos tão simples. O Conselho Federal de Psicologia publicou a RESOLUÇÃO CFP N° 001/99 DE 22 DE MARÇO DE 1999, que : “Parágrafo único – Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades”. A comissão de Direitos Humanos iria votar pela anulação deste parágrafo.
    O indivíduo tem o direito de ser homo, Hetero, bissexual, Et, e procurar ajuda para esta mudança! Quem inventou essa tal de ” Cura” foi o CFP e não Pastor Marco Feliciano. O povo ainda não entendeu que a mídia os usa como massa de manobra.
    Chega a ser ridículo este movimento Anti-Feliciano, pois todas as religiões e opções sexuais devem ser respeitadas. Não estou pregando ecumenismo, mas sim respeito ao local de culto. As más línguas se esquecem que o mesmo teve 212 mil votos. Eleitores que pensam parecido ou igual ao Deputado, que esta exercendo e lutando por suas ideias e conceitos. Talvez o odeiem, devido ao fato Do Conselho em que Preside, Votar para a Chamada Cura Gay, nome usado pela Imprensa para o ridicularizar, ou tirar o foco de outras autoridades que estavam sendo julgadas por mensalões e assim por diante.

  • Jesiel Vieira

    Muito boa ,bem explicada gostei muito desta matéria.parabéns!

    • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

      Obrigado Jesiel, estamos nos esforçando para entregar bom conteúdo. É ótimo quando dá certo.

  • Liderar Veintiuno

    muito obrigado pelo seu artigo…lástima que nao surgiu nenhum advogado para falar a realidade da lei!!! só aparecem os que falam a favor da violacao da lei e nem querem saber de ler corretamente o texto…perdoe as faltas da gramatica é que sou uruguaio, morando na argentina e o teclado nao tem muitas funcoes para o portugues…acompanho o caso feliciano desde que comecou porque vejo o futuro do meu pais uruguai e da argentina, quando toque a vez de perseguirem os cristaos por causa das suas conviccoes…nos chamam de homofóbicos porque dizemos que é contra natureza o que fica bem claro na biblia…entao que nos chamem tambem de adulterofóbicos posi pregamos contra o adulterio, alcoolatrafobicos pois somos contra o embriagarse, fornicariofobicos pois somos contra o sexo antes do casamento…zoofiliafobicos pois condenamos o sexo com animais…orgiafóbicos pois pregamos contra o sexo fora do leito matrimonial, coloco estes exemplos para que nao digam que colocamos os gays no mesmo patamar que os assasinos e ladroes, como muitos dos meus irmaos e pastores tem feito ahi pelo brasil sem muito dicernimento, o que deu a oportunidade para que os menosprezasem mais ainda por tratalos como criminosos ao comparalos com ladroes e assasinos. Nao sao criminosos, sao pecadores, como o adultero, ou o fornicario, pecados toleraveis e aceitos pela grande parte da humanidade como normal, natural e bom de se praticar mas que a Biblia condena expresamente!!! ponto final!!! é questao de aceitar a Palavra de Deus ou seu desejo pecaminoso!! acabou a polemica!!! eu vejo muitos ex ex gays dizendo como Lana Holder disse que entendeu q seguia com os desejos homoafetivos e se deu conta q nao era demonio, que Deus a tinha feito assim…onde estudou teologia esa pseudo pastora? entao o adultero e o fornicario deve tambem sacar a mesma conclusao e praticar o pecado que gosta e sempre gostou!!! concordo com ela numa parte: nao é demonio nao!!! é pecado do mais comum e natural e normal em qualquer pessoa desta terra!!! Se fossemos “aceitar” todos os nossos desejos como vontade de Deus, nao teria familia estável nesta terra porque a maioria preferiria o sexo sem compromiso matrimonial (fornicacao) ou preferiria dar uma escapadinha de vez em quando (adulterio) total!!! Deus me fez assim e vou morrer assim!!! correcao: Deus nao te fez assim, voce ja vem com o dna do pecado, ele te ama assim mesmo e por isso ele pede q voce mude de rumo pois tem caminho que a nós homens e mulheres nos parecem corretos mas o seu fim é a morte!!!
    Parabens Fernando!!! siga assim nos seus textos!!!

    • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

      Caramba, minhas palavras chegaram aí na argentina. Relaxa quanto ao português, deu para entender tudo. Agradeço muito os parabéns, seguirei escrevendo sobre o que acredito, denunciado o erro, se achar que ele existe, e enaltecendo quem mereça ser enaltecido.

      Nessa situação em específico, do beijo no culto, é algo que vejo com muita simpleza mesmo. Não é nem um papo religioso quanto a comportamentos sexuais, se gays são pecadores ou não, mas meramente de respeito. Algo que vejo destruírem a cada novo debate público envolvendo o conflito “gays x crentes” – que nem deveria existir se enxergamos cada ser como um indivíduo e nada mais.

  • Lucelmo Lacerda

    Esse é o famoso texto sem nenhuma pesquisa. O local do Glorifica Litoral não teve “liberação da prefeitura”, o evento É UM EVENTO DA PREFEITURA E DO GOVERNO DO ESTADO. Além disso, não é um evento religioso, pois eventos religiosos não podem ser financiados com dinheiro público. Era um evento sóciocultural, como nos informa alei de criação do evento. Veja a Lei Estadual nº 14.524, e confirme. Sem essa base factual seu bom texto se torna não mais que um sofisma. Veja: http://observadordareligiosidade.blogspot.com/2013/09/o-glorifica-litoral-e-o-beijo-de-joana.html

    • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

      Agradeço o elogio de “bom texto”, mas rejeito a atribuição de sofisma (que poderia até ser uma elogio, se entendido pelo ponto de vista de sofisticação).

      As premissas do texto são básicas e bem simples. Ao contrário do seu comentário, que se contradiz na mesma linha. Se é um evento da prefeitura e governo do estado, naturalmente ocorre com aval da prefeitura. Então cabe a expressão que usei: “liberação da Prefeitura”. Todo evento regular em via pública acontece sob liberação da prefeitura, que disponibiliza suas forças em apoio (GCM). Certo? Falo isso calcado em experiências passadas onde co-participei de ações nas ruas onde era obtida autorização da prefeitura para serem realizadas.

      Mas voltando para São Sebastião, nesse parecer de 2012 (www.al.sp.gov.br/spl/2012/09/…/27403546_1086292_PAR1368.doc ) podemos observar que a “Semana Sociocultural Evangélica” – criada por uma outra lei municipal – foi unificada com o chamado “Dia Glorifica Litoral” – criado por lei estadual. Quer dizer, somente pela nomenclatura fica claro que são eventos religiosos, aonde são realizados cultos. Você mesmo diz isso no texto linkado e lá se contradiz como aqui, afirmando no começo que trata-se de um “evento 100% religioso” para mais adiante dizer que as meninas não estavam erradas porque não estavam em um culto.

      Como alguém pode, tendo lançado um mínimo olhar que seja na situação, dizer que aquilo não era um culto? Criticar a lei (Art. 208), suas implicações e aberturas, ok, dizer que Feliciano e demais não estavam em um culto já é demais. Acho que os sofismas estão mais nessa linha de pensamento do que no meu texto.

      (Outro ponto é que este artigo 208 – que estão chamando de Lei de Ultraje ao Culto – não especifica se suas condições são válidas somente em templos, então toda essa tentativa de descaracterizar o ato do culto em função do local é vã. Como falei no texto, dada a situação, poderíamos até entender que elas escarneciam dele por motivo de crença religiosa, outro ponto enquadrado no tal artigo.)

    • Guest

      Obrigado por este comentário, já começava a perder as esperanças acerca de uma factual lucidez nos comentários que pudesse compensar todo o paralogismo que está sendo articulado. Não apoio desrespeito de nenhuma das partes envolvidas, embora seja capaz de compreender as possíveis autodefesas e contra-ataques sem, entretanto, misturar assuntos e debates desconexos, mas obrigado novamente!

    • Fabiano

      Obrigado por este comentário. Eu já começava a perder as esperanças acerca de uma factual lucidez nos comentários que pudesse compensar todo o paralogismo que fora articulado. Não apoio desrespeito de nenhuma das partes envolvidas, embora seja capaz de compreender as possíveis autodefesas e contra-ataques sem, entretanto, misturar assuntos e debates desconexos. Por isso, novamente, obrigado!

      • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

        Quer dizer que o artigo articula um paralogismo?