O Brasil no Oscar 2014

O Brasil no Oscar 2014

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O Oscar 2014 acaba de terminar. Com um final que não foi grande coisa: Matthew McConaughey e “12 Anos de Escravidão” premiados. Ellen DeGeneres, apresentadora da noite, cortou um dobrado para animar a turma presente no Teatro Dolby. Billy Crystal já fez isso com mais tranquilidade. Mas a culpa não foi dela, é bom frisar. Foi um ano morno para o cinema que conta para a Academia, a missão dela era ingrata de início. A foto “selfie grupal” – já é a mais retweetada desde sempre – e a entrega de pizza para a plateia salvaram sua pele.

 

Jared Leto ficou de fora, foi cortado. E Angelina Jolie deve estar arrependida de ter levantado essa mão.

Jared Leto ficou de fora, foi cortado. E Angelina Jolie deve estar arrependida de ter levantado essa mão.

 

E essa noite morna que Ellen teve que segurar não reservava nada para o público brasileiro. Nenhuma indicação para alegrar a massa e motivar alguma torcida, nem um curta sequer…

 

A lembrança do documentarista Eduardo Coutinho na tradicional homenagem in memoriam que a Academia faz aos profissionais notáveis de cinema mortos no ano, foi a participação brasileira oficial neste Oscar. Uma grata surpresa.

 

Nem Rubens Ewald Filho, que comentava ao vivo pela TNT, esperava que o brasileiro fosse lembrado. Mas “o cabra marcado para documentar” apareceu lá e surpreendeu não só o crítico, mas a todos nós brasileiros.

 

Valeu a pena assistir a cerimônia mesmo sabendo que minha torcida para Leonardo DiCaprio, Gravidade (melhor filme) e A Caça (melhor filme estrangeiro) seriam em vão. Eduardo Coutinho, mesmo morto, salvou mais uma vez o cinema brasileiro. Que já passava despercebido. Era bom mesmo, esse cabra.

 

Mas para além de Eduardo, que teve seu rosto exposto pelo merecimento de uma vida dedicada ao Cinema, outro brasileiro não saiu da tela durante a transmissão. Outra, na verdade. Sentada ao lado do oscarizado, posteriormente, Matthew McConaughey, a brasileira Camila Alves, sua esposa, foi uma das mais clicadas e enquadradas da noite. Certamente a não atriz (ator) que mais apareceu.

 

Fora a lembrança especial num dos momentos mais esperados da noite, os agradecimentos do prêmio de melhor ator. O maridão não vacilou e elencou Camila como uma das quatro pessoas mais importantes de sua vida.

 

Dá-lhe, Brasil! Se não estamos bons das pernas no Cinema de primeira linha, pior ainda agora com a perda do Coutinho, de esposas ainda entendemos bem. Não há melhor terra para encontrá-las. Pelo menos algum nascido por aqui vai pôr as mãos numa estatueta do Oscar essa noite.

Fernando Henriques
Idealizador e editor desta revista, Fernando Henriques é um consumista informacional. Formado bacharel em Ciências da Computação, encontra na Comunicação um elo natural. Viciado em séries, filmes, rock, MMA, política e desafios.

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