Normal

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Clássico dos milhões, casa cheia, as duas melhores equipes do campeonato, os dois artilheiros, rivalidade, tensão, pressão.

 

NADA disso define o que aconteceu hoje no Maracanã.

 

Nem o mais louco dos roteiristas de cinema poderia escrever a história desse jogo de uma forma tão perfeita.

 

O primeiro jogo não valeu de nada, 1×1 chato, com uma polemicazinha de falta no Felipe no gol do Rodrigo, mas nada que tirasse o sono de ninguém.

 

O que esperar do segundo?

 

Um Flamengo apático, um Vasco vibrante, um Flamengo de ressaca da eliminação na Libertadores, o Vasco jogando a vida para acabar com o jejum de títulos.

 

Exatamente!

 

Tudo isso aconteceu. O time da colina jogou melhor, estava mais focado e fez um gol aos 30′ do segundo tempo.

 

Até então, uma vitoria incontestável.

 

Depois do gol, a torcida vascaína ensaiou um grito tímido de “olé”, cantaram “e-li-minadoooo” e “vice é o caralho”.

 

Aí foi o problema.

 

Uma palavra, quatro letras, um significado e uma maldição.

 

Ninguém tinha falado de vice até então. A própria torcida do time da colina lembrou aos flamenguistas contra quem eles estavam jogando.

 

E aí, meu filho, foi questão de tempo.

 

Tava impedido, foi gol do pior jogador do Flamengo, o juiz atrapalhou, o bandeirinha é cego, a defesa estava com menos um, a Globo manipula os resultados…

 

Não adianta, mermão.

 

“Isso aqui não é Vasco, isso aqui é Flamengo”.

 

Saudações Rubro-Negras.

 

P.S.: O Atlético Paranaense foi o primeiro time a ser vice no novo maracanã, adivinhem quem foi o segundo.

Felipe Mariano
Felipe Mariano Ferrão Gonçales está enrolando muito para finalizar a sua faculdade de Comunicação Social - Publicidade e Propaganda. Trabalha como Diretor de Arte na Agência Sides. É apaixonado por lutas e praticante de luta livre esportiva. Torcedor fanático do Flamengo, não consegue ser imparcial quando o assunto é seu time de coração.

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  • Thyana

    Adorei esse texto e toda sinceridade envolvida nele, sou flamenguista e sim vi que estava impedido, mas de verdade, tô nem ai, o impedimento só deixo os vices com mais raiva ainda rs
    Fora que ainda teve aquele zagueiro que fingiu estar machucado pra ganhar 30 seg de jogo e acabou ficando de fora na jogada decisiva.
    #IssoAquiNãoÉVascoIssoAquiÉFLAMENGO

  • André Luís Marçal Júnior

    Não sou vice da gama, muito menos mulambo. Mas quando teve escanteio confesso que imaginei que iria acontecer. Mais uma vez a história acontece. A dupla fla-flu tem mais cariocas, mas se colocar no papel metade dos títulos foram de intereferência do juiz. O cameponato carioca mais uma vez termina com a cara da ultima década: O time que é melhor não é campeão, o artilheiro é um perna de pau, arbritagem interfere em resultado e o público diminui.
    Parabéns federação!

    • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

      Metade? Exagerou aí, André, duvido que se contar você chega a esse número.

      • André Luís Marçal Júnior

        Não é exagero. Não tenho tempo nem “saúde” para fazer uma pesquisa sobre esse assunto a fundo. Mas só de memória do que acompanho futebol lembro de 7 decisões que juiz teve “participação ativa” no resultado a favor da dupla. No caso do fluminense é mais difícil comprovar, por falta de imagens, mas basta conversar com qualquer torcedor de futebol, que não seja tricolor fanático, que verá como contirbuiu. O Vasco também teve seus anos “áurios” de arbritagem aqui no Rio. Quando a dupla que presidia a federação do Rio era Caixa Dágua e Eurico. Me lembro que tinha jogo contra time pequeno que só terminava o jogo se o vasco virasse. Teve um jogo que temrinou aos 56 do segundo tempo se não me engano.

        • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

          Ok, essas coisas acontecem, óbvio, mas sigo duvidando que a maioria dos títulos de ambos se deu sob estas condições. Seria demais. Ficaremos com nossas convicções distintas, uma vez que também não tenho saúde de ir aos autos e lhe provar o que digo.