Minha Jukebox

Minha Jukebox

3

Há algum tempo conheci uma nova mídia que de início pareceu interessante, porém quanto mais me aproximei dela, mais me apaixonei e viciei em suas características e facilidades. Meu MP3 Player que vivia cheio de músicas agora fora invadido de assalto. De repente, a proporção entre as músicas e os podcasts começou a mudar de 10% contra 90% para 50% contra 50%, e em um ano chegou ao que é agora: uma proporção de 90% de podcasts contra 10% de músicas.


Tinha me tornado, como disse Leo Lopes (Radiofobia), um entusiasmado em podcast. Porém, acabei dando um passo a mais e quando vi, primeiramente por ser fã, acabei querendo participar de um episódio do podcast Papo de Gordo, de Eduardo Sales. Me inscrevi em um concurso entre os ouvintes para fazê-lo, mas infelizmente não consegui participar.


A oportunidade se foi, mas a vontade de participar de um podcast continou e começou a tomar conta de mim. Foi então que após a CampusParty de 2011, protagonizei e editei um podcast, e daí em diante não parei mais. É como diz o Leo Lopes, passei de entusiasmado à entusiasta. Hoje em dia produzo dois podcasts e participo ocasionalmente de alguns outros, como convidado.


CampusParty, sempre uma oportunidade de aumentar o network.

CampusParty, sempre uma oportunidade de aumentar o network.


Mas o que é podcast?


Podcast é uma forma de mídia, cujo termo foi usado pela primeira vez pelo jornalista Dannie Gregoire no jornal britânico The Guardian em 2004. Porém, ainda não se referia exatamente ao podcast como conhecemos, pois ele só foi distribuído como é feito hoje em dia (mídia publicada na internet com entrega automatizada por agregadores) no fim daquele ano por Adam Curry – empresário que foi VJ da MTV e que percebendo o potencial da internet, registrou o mtv.com para posteriormente vendê-lo para a própria MTV.


Então, podcast é uma mídia de divulgação de conteúdo através da internet, onde pessoas criam áudios similares a programas de rádio. Porém, os podcasts caracterizam-se, diferentemente do rádio, que é em tempo real, por serem conteúdos gravados e colocados no ar, assim podem ser ouvidos quando são publicamos em seus respectivos sites ou até baixados para ouvir em outros aparelhos, como IPod. O ouvinte escolhe o melhor momento para escutar aquela programação, essa é vantagem de não ser em tempo real, ou como se faz na internet, por streaming. Ainda temos outra facilidade, normalmente o ouvinte fã do programa pode ser avisado do seu lançamento ou até mesmo baixá-lo diretamente por feed (recurso onde a pessoa “assina” um conteúdo e o recebe automaticamente, gratuitamente ou pagando por ele), através de programas chamados agregadores, cujo exemplo mais conhecido é o iTunes.


iTunes, esse você conhece.

iTunes, esse você conhece.


Em resumo é como se fossem programas de rádio que podem ser baixados e ouvidos quando a pessoa quiser, sem a necessidade de nem mesmo ela visitar o site dos produtores.


O podcast é um arquivo de áudio, normalmente MP3 ou outro formato, com mais opções como o ACC que pode além do áudio levar imagens, portanto, pode ser ouvido em qualquer player de áudio compatível com o computador, em um portátil como o iPod (daí o nome podcast) ou qualquer MP3 Player. Para mim, o grande diferencial do podcast vem daí, a facilidade de poder baixar um conteúdo (programa) e poder ouví-lo quando quiser: no ônibus, no metrô ou onde quer que eu esteja sem a necessidade de sinal ou conexão posterior ao seu download. Em resumo: baixo os programas que gosto, coloco no meu MP3 e passo horas me divertindo, aproveitando o que o programa tem a oferecer. E muito mais do que a definição de podcast, o que vamos fazer aqui nesta série é apresentar e avaliar diversos podcasts da chamada Podosfera brasileira.


Os podcasts no Brasil


Por aqui os podcasts começaram por volta de outubro de 2004 com o Digital Minds (descontinuado), seguindo-se a vários projetos dos quais poucos continuaram. Mas se alguns pioneiros pararam, nós começaremos algo novo.


Em toda matéria que publicarmos na Jukebox, vamos colocar uma versão em áudio no final. Assim você poderá receber ainda mais informações através de um formato diferente e descontraído, no melhor estilo podcast brasileiro. Traremos também os resumos editados de alguns trechos de dois podcasts que recomendaremos para vocês.


Desta vez, vamos falar de um dos mais antigos. O mais ouvido e conhecido podcast brasileiro, praticamente o criador do formato mais usado no país, o Nerdcast. Depois vamos falar de um podcast bem legal, o Aspiracast, produzido por um dos podcasters mais promissores e talentosos que conheço o @BorisDepre.


Quem não conhece o Nerdcast?

Quem não conhece o Nerdcast?


Nerdcast


  • Nome: Nerdcast;
  • Site: Jovem Nerd;
  • Produtores: Alexandre Ottoni (Jovem Nerd) e DeivePazos (Azaghal);
  • Periodicidade: Semanal (toda sexta-feira);
  • Formato: MP3 com abertura e apresentação do tema, bloco de feedbacks e emails, bate-papo com os convidados sobre o tema;
  • Quantidade de programas: Aproximadamente 285.
  • Duração média: 1 hora e 30 minutos;
  • Quantidade de ouvintes média: 70.000 downloads na primeira semana, mais 25.000 assinantes do Feed.
  • Prêmios: MTV – Blog do ano em 2009 / PIX – Melhor Podcast 2009, 2010, 2011 / Prêmio Revista INFO – Melhor Blog 2008 / Prêmio IBest – Melhor Blog 2008 / Prêmio Podcast – Humor do Júri Popular e mais votado em todas as categorias 2008 / Best of The Blogs (Internacional) – Best Podcast 2007;
  • Descrição: O Nerdcast vem desde 2006, em programas semanais. É um papo bastante informal entre os criadores do site Jovem Nerd – Alexandre Ottoni e DeivePazos (Azaghal) – e seus convidados variados (já passaram por lá Paulo coelho, Marcelo Serpa, Rafinha Bastos, Guilherme Briggs e Sergio Malandro). Eles conversam sobre os mais variados assuntos do mundo nerd: cinema, TV, HQs, história, literatura, ciência, tecnologia, biografias, profissões, nostalgia e ainda fazem entrevistas com convidados especiais. No entanto, o desafio do podcast é manter o foco, pois quando o besteirol toma conta, nem convidados, nem apresentadores, nem ouvintes conseguem conter suas gargalhadas.


Aspiracast


  • Nome: Aspiracast;
  • Site: Aspirante Profissional;
  • Produtor: Boris Deprê (@BorisDepre);
  • Periodicidade: Quinzenal (quarta-feira sim, quarta-feira não);
  • Formato: MP3 com abertura e apresentação do tema, bloco de feedbacks e emails, bate-papo com os convidados sobre o tema;
  • Quantidade de programas: 29 entre piloto e apêndices, além dos Aspirinas que já somam 13. Desde novembro de 2010, completando um ano no capítulo 28 duplo;
  • Duração média: 1 hora;
  • Quantidade de ouvintes média: 300 downloads na 1ª semana mais 120 assinantes do Feed;
  • Prêmios: Primeiro podcast a receber o selo podcasteiro do Radiofobia.
  • Descrição: A proposta principal deste podcast é levar aos “aspirantes” uma informação de cara limpa sobre as mais diversas profissões; desde as mais tradicionais, até as mais exóticas e atuais “profissões da moda”. Entrevistas com profissionais cotidianos de cada profissão, que representam a grande massa de profissionais em cada área de atuação. E através das histórias destes profissionais comuns, transmitem o dia a dia, os problemas, as decepções e os reais motivos que tornam a profissão apaixonante e desafiadora, sem tentar mostrar que é a melhor profissão do mundo, mas para que o Aspirante possa ter informações que não conseguiria nos atuais veículos de mídia.


Obs.: Atualmente o AspiraCast também é transmitido no site www.imixcomunicacao.com.br todas as terças às 17h.


Bom, escutem o programa abaixo em áudio (afinal, falamos de podcast) e também os trechos editados dos dois podcasts acima para conhecerem melhor os programas recomendados e adicioná-los nas listas do seu agregador.



Abraços, até a próxima.

Eduardo Castellini Dourado
Eduardo "Lord Fire" Castellini Dourado é estudante de Análise de Sistemas e se considera um nerd convicto. Ativo que só, é escritor, podcaster, blogger, SteamPunk, fomentador cultural, além de pai, evangélico e fetichista (segundo alguns, um dos maiores conhecedores do assunto).

Leia também...

 
Dê mais vida a Feedback Mag., para sua imagem aparecer ao lado de seu nome nos comentários, cadastre-se no Gravatar usando o mesmo e-mail com o qual você comenta aqui na revista. Leva 2 minutos.
 
  • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

    Valeu Edu “Lord Fire” e Mano Simpatia, o podcast ficou bom demais. Vocês estão de parabéns!

  • André Luís Marçal Júnior

    Muito bom o post. Jovem Nerd é o melhor. Podia gravar o podcast na reunião do dia 8.

    • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

      Seria uma boa mesmo André, mas o especialista no assunto é o Edu Castellini. Talvez ele possa fazer um na versão paulista do encontro, puxado pelo Mariana Bonfim e Carla Cavalcante. Vamos ver.