Mercedes chega aos EUA já com o título de construtores

Mercedes chega aos EUA já com o título de construtores

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Neste final de semana teremos o Grande Prêmio dos EUA, em Austin. O mais interessante no GP será a disputa do campeonato de pilotos, pois o de construtores a Mercedes já faturou o caneco.

 

Sobre este ponto é importante destacar: Lewis Hamilton conseguiu guiar a equipe ao título com dois anos de casa, coisa que Schumacher não conseguiu fazer em três anos na Mercedes. Coloco essa comparação, não querendo provar quem é o melhor, mas para analisar o investimento feito pela própria equipe alemã, que tirou o heptacampeão mundial de sua aposentadoria para levar a equipe rumo às vitórias. Vitórias que em nenhum momento chegaram a passar pelo piloto alemão.

 

Voltemos um pouco no tempo.

 

Em 2009 a Mercedes anuncia a compra da Brawn GP, e escolhe a dedo Michael Schumacher para liderar a equipe alemã. Nesse período, a Mercedes entrou na contra mão em relação aos rumos da Fórmula 1, investindo pesado na equipe e realizando um contrato milionário de três anos com Schumacher. No entanto, os resultados das pistas ficaram muito aquém do seu curriculum, pois em nenhum momento entre 2010 a 2012 Schumacher conseguiu brigar por uma vitória, tendo o melhor resultado um terceiro lugar no GP da Europa, em 2012, sendo seu melhor resultado geral pós-aposentadoria um oitavo lugar no campeonato de pilotos de 2011. Conseguiu reunir nos três anos uma soma de 197 pontos.

 

Nesse período a Mercedes já contava com Nico Rosberg como o segundo piloto da equipe. No papel, Rosberg deveria ser um mero coadjuvante, entretanto seu desempenho era melhor do que o da estrela da equipe. Na verdade Schumacher nunca conseguiu pressionar seu companheiro, e era evidente essa ausência de pressão em Rosberg, para ele ser mais exigido dentro do carro. Com a dupla de pilotos alemães a equipe Mercedes foi duas vezes quarta colocada no mundial de 2010 e 2011, e quinta colocada no ano de 2012.

 

No final de 2012, a surpresa maior foi a contratação de Hamilton, com valores salariais mais baixos, e a demissão de Schumacher. A equipe Mercedes percebeu que seu alto investimento no heptacampeão não havia dado o esperado retorno e resolveu mudar seu protagonista.

 

A nova dupla de pilotos deu certo! Já em seu primeiro ano com o novo formato, a equipe alemã conseguiu o segundo lugar no campeonato de construtores, perdendo a disputa apenas para o excelente carro da Red Bull. Isso elevou a moral da equipe, e diga-se de passagem, fez Rosberg sair da zona de conforto e ser mais exigido dentro da escuderia.

 

No ano de 2013, Hamilton conseguiu 189 pontos, conseguindo cinco pódios, sendo uma vitória, no GP da Hungria, ficando em quarto lugar no mundial de pilotos. Já o seu companheiro de equipe conseguiu somar 171 pontos, tendo quatro pódios, sendo duas vitórias, conquistadas no GP de Mônaco e Grã-Bretanha, ficando em sexto lugar.

 

Ficou evidente que Schumacher não conseguiu reunir as mesmas peças que o fez levar a Ferrari para as glórias em um passado recente, e fazer dele (Schumacher), novamente o que foi um dia. Não desmerecendo o maior campeão da categoria, mas Schumacher foi apenas “mais um” dentro de um carro não vencedor, ficando longe da soberania dos temos de Ferrari, com um agravante, sendo constantemente superado por seu companheiro de equipe, algo inédito até então. Com resultados tão pífios nos três anos, levou a Mercedes a demiti-lo e a coloca-lo de volta em sua aposentadoria. Situação que nem o mais fanático dos torcedores poderia imaginar.

 

Schumacher não conseguiu brilhar na Mercedes.

Schumacher não conseguiu brilhar na Mercedes.

 

Voltando para atual temporada, Hamilton continua levando a melhor, com treze pódios, sendo nove vitórias; contra os mesmos treze pódios de Rosberg, mas tendo apenas quatro vitórias. Acredito que o campeonato deste ano deva ser conquistado por Lewis Hamilton, caso o imponderável não venha aparecer, pois acredito que o inglês seja realmente o melhor.

 

Agora é aguardar as próximas três e últimas etapas do mundial, começando com o circuito americano, neste domingo, para saber qual desses dois pilotos levará o título de 2014.

Leandro Soares da Costa
Trabalhador e estudante de jornalismo. Reverencia a imprensa imparcial e é apaixonado por esportes, tanto futebol quanto corridas.

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