Marina Silva, REDE e a Nova, e já velha, Política

Marina Silva, REDE e a Nova, e já velha, Política

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Após a derrota em 2010, Marina Silva, então refugiada no PV, começou a trabalhar por sua independência política e em 2013 deu início a sua odisseia para a homologação do seu partido recém-criado, a Rede Sustentabilidade. Impedida de todas as formas de homologar o partido a tempo de disputar as eleições de 2014, aceitou o convite do então candidato Eduardo Campos para ser vice em sua Chapa. Por ironia do destino um trágico acidente envolvendo o presidenciável fez com que Marina Silva herdasse a vaga na disputa.

 

Depois de uma das eleições mais sujas da História, a candidata angariou 20 milhões de votos com o slogan “Nova Política”. Ela renegou com veemência seu passado petista, com um discurso de que o Partido traiu seus próprios princípios, e se colocou como a opção a bipolarização da política brasileira, entre o PT e o PSDB. Após nova derrota no pleito, Marina Silva, voltou a concentrar esforços na homologação da REDE, partido criado a sua imagem e semelhança. E, enfim, poderia mostrar aos brasileiros o que seria a “Nova Política” da qual tanto falava.

 

Evangélica e firme na sua oposição e renúncia ao seu passado, Marina Silva, dava sinais que finalmente tinha encontrado a luz e estaria do outro lado do front de batalha política-ideológica. E que a Rede Sustentabilidade seria um reduto político de todos que desejavam fazer uma “Nova Política”.

 

Entretanto, pouco tempo após homologado o sonho acabou. A REDE realmente virou um reduto, mas não de políticos que desejam fazer uma “Nova Política”, mas sim, de refugiados dos velhos partidos da Esquerda brasileira.

 

Entre as suas adesões iniciais, o partido recebeu:
Heloísa Helena, fundadora do PSoL; Alessandro Molon, que deixou o PT após 18 anos de militância; o senador Randolfe, ex-psolista; Eliziane Gama, ex-PPS; João Derly e Aliel Machado, ambos ex-PC do B.

 

Ou seja, a REDE que nasceu com a proposta de “Nova Política” não passa de um “mais do mesmo”.

 

E nesta semana ocorreu outro fato que ratifica o caráter esquerdista do partido da Marina, foi a recusa de filiar o ex-deputado Walter Brito Neto, sob a alegação de que Walter Brito faz campanha a favor do Estatuto da Família (!).

 

É lamentável que uma legenda, comandada por Marina Silva, uma mulher evangélica, não aceite quem defende o Estatuto da Família”, afirmou Walter Brito.

 

A REDE fechou suas portas a um defensor da família tradicional e aceita entre seus quadros esquerdistas ortodoxos, militantes petistas e levanta bandeiras análogas a todos os partidos existentes. Afinal, que “Nova Política” é esta?

 

É a mesma política que há décadas vem invertendo valores morais, implementando o conceito orwelliano de novilíngua e duplipensar, é a mesma política que vem destruindo a família e combatendo a Igreja, a mesma política que vem cobrando um altíssimo preço da sociedade e condenando as futuras gerações ao fracasso.

 

Não, Marina Silva, muito obrigado. Mas da velha política estamos fartos, não tente nos iludir com um discurso inovador acompanhado de velhos hábitos. A mudança passa longe de você e de seu novo e já velho partido…

Carlos Santos
Estudante de jornalismo, escritor amador, poeta de ocasião, cronista fortuito e colunista inconstante. Além de tudo, é um ex-comunista que dobrou a Direita.

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