Marco Aurélio Mello e o limite do Judiciário

Marco Aurélio Mello e o limite do Judiciário

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O Ministro da Suprema Corte, Marco Aurélio Mello é a mais perfeita representação do que se tornou o mais alto tribunal de nosso país, se é que posso, ainda, chama-lo de nosso.

 
O pedido indeferido por Marco Aurélio ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, é de um acinte inédito na história da república brasileira e fere de forma brutal o princípio de trias política. Aos menos atentos, esclareço: O magistrado do STF teve a audácia de impor ao presidente da Câmara dos Deputados a abertura de comissão especial para análise de pedido de impeachment do vice-presidente da República, Michel Temer. Caso ainda não tenham entendido, estamos falando da interferência direta de um membro do judiciário sobre as competências do legislativo, para afastamento de um suplente, desrespeitando o princípio da independência dos poderes, através de um ato inimaginável na história da República.
 
Decerto, para atuar, o STF precisa ser provocado, contudo a provocação não imputa diretamente em parecer favorável do tribunal em razão do pedido, principalmente quando a determinação vai além das competências do judiciário.
 
Já há algum tempo, o Supremo vem demonstrando claros sinais de esquizofrenia, ou crise de identidade ao desprezar suas funções para legislar em favor daquele que chamou os ministros de covardes e de seus aliados.
 
Há quem diga que não cabe questionar os atos da Suprema Corte, contudo, tratar todos os não-magistrados como analfabetos é ultrajante. Os ministros do STF reinventam nosso vernáculo a cada decisão proferida, como incansáveis agentes do duplipensar orwelliano.
 
Devemos deixar às claras que a falta de idoneidade na Suprema Corte, não é exclusividade de Mello, mas diante dos últimos acontecimentos, o advogado do partido dos trabalhadores no STF deve ser de imediato defenestrado de suas funções, o que já é possível, uma vez que o Dr. Rubens Nunes Filho, do MBL já protocolou o pedido de impeachment do ministro.
 
Torçamos agora, para que haja nas Casas culhões para seu afastamento.

Guilherme Barauna
Músico, cristão reformado e antagonista do politicamente correto. Consumista voraz do que a internet pode proporcionar sem abrir mão de um bom livro. É pai da Luíza e Mestre Jedi no tempo livre. @glmbarauna

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