Mande seus pais à merda

Mande seus pais à merda

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Texto para maiores, independentes e preferivelmente já com suas famílias montadas. Menores de 18 dependentes dos pais não são bem-vindos aqui, sob a pena de se lascaram bonito caso ponham em prática este “ensinamento”.

 

Tenho observado recentemente a proliferação de um perfil de pessoas chatas, que prejudicam severamente às relações. São os “ofendidos”.

 

Um “ofendido” não é necessariamente alguém que realmente se ofende por motivos válidos, óbvio que não. Até porque nem acredito na existência do conceito de ofensa, no sentido de declarar um culpado. Azar de quem se ofende, pena de quem fala demais. E segue a vida, que é melhor quando podemos nos expressar com tranquilidade sem temer reações absurdamente ríspidas dos que nos cercam.
 

E é esse exatamente o problema dos ofendidos, eles reagem mal a tudo que aparentemente os desagrada. A discordância é feia e o livre pensar é sumariamente afetado.

 

Podemos entender esse perfil como consequência do Politicamente Correto, mas vai além. Até alguns politicamente incorretos, principalmente os religiosos, só o são quando concordam com eles. Discorde e receberá ritos e mais ritos em uma declaração de que foram ofendidos.

 

E sinceramente, não entendo os ritos dos ofendidos…

 

Levando a questão para a esfera familiar, é facílimo notar como quase todo mundo canta no coro dos que se ofendem facilmente.

 

Há uma hipocrisia enorme, reinando solta mesmo entre irmãos, pais e filhos. Parece que brigar é uma coisa de outro mundo, que nunca acontecerá e quando acontece, tudo deve ser esquecido sem o processo de aprendizado que poderia evitar novas brigas no futuro. No mundo dos ofendidos: Desentender é como matar e discordar tentar matar. Menos, por favor.

 

Ente que não briga, não é sincero. Eu costumo sacanear meu irmão só pra não perder o hábito, sempre esperando o revide. E se ele não revidar, aí sim está com problemas e merece não a minha ajuda, mas de um psi.

 

Desentendimentos fazem parte de qualquer relação, negar isso é se enganar. Por isso conclamo no popular mesmo: Vamos largar de ser frescos, rapaziada.

 

Na relação entre pais e filhos, alguns pais insistem em manter vícios paternos e maternos que prejudicam bastante. Quando adulto, um filho – todo mundo é filho, afinal – deve traçar seus passos de forma independente. Acredito que assim viva a maioria, porém tem pais que não percebem e não respeitam essa necessidade, que deveria ser incentivada por eles próprios se amam seus filhos. Tais pais não compreendem o crescimento do filho e sua busca por independência, fazendo questão de ainda mandar, ou tentar mandar, na vida destes.

 

Não estou falando de adolescentes, muito menos de burros velhos que ainda residem com os pais por mera comidade (existe uma diferença entre você viver com seus pais e seus pais viverem com você). Falo de filhos que já estão em processo de constituição de famílias, homens e mulheres formados, mas que ainda submetem suas atitudes a vontade dos pais, em detrimento das suas.

 

Para estes, uma dica: Se você é homem feito, e obviamente seus pais também são, a subserviência não é mais necessária (daquela forma infantil), e sim uma relação de igualdade que não exclui em parte alguma o respeito. Se seus pais não entendem isso e pensam que você ainda é sub-15, insistindo em tencionar a relação negativamente com pressões para que as visões deles imperem sobre as suas, com todo amor que sente por eles mande-os a merda.

 

E esse “mandar a merda” não precisa exatamente ser com estas letras e sob estes termos. A expressão simboliza a necessidade de uma atitude drástica numa situação dessas, uma atitude que inevitavelmente vai acarretar postura e ritos de “ofendidos” da parte dos seus pais – cara emburrada, afastamento -, mas será por uma boa causa.

 

Também não é para dar um soco de uma polegada no seu pai, apenas se posicionar.

Também não é para dar um soco de uma polegada no seu pai, apenas se posicionar.

 

Depois de um mês chateados, quem sabe não voltam ao mundo real e entendem que você não é mais uma criança.

Fernando Henriques
Idealizador e editor desta revista, Fernando Henriques é um consumista informacional. Formado bacharel em Ciências da Computação, encontra na Comunicação um elo natural. Viciado em séries, filmes, rock, MMA, política e desafios.

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  • Diego Anderson

    ‘Soco de uma polegada’ . . . kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Faltou colocar no seu perfil ‘fã de bruce lee e cia’

    • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

      Nem sou tão fã, mas o conhecimento desse soco devastador, rsrs, foi útil para legendar a foto.