Mais uma aterrissagem forçada na realidade

Mais uma aterrissagem forçada na realidade

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Até anteontem, a imprensa americana (e a brasileira, que só copia e cola) dizia que a esquerda tinha uma considerável vantagem na eleição em Israel. O Primeiro Ministro era retratado como um político desconectado de seu povo, que parecia querer priorizar uma economia que seu líder não sabia guiar. Na melhor das hipóteses, Netanyahu conseguiria manter-se como Primeiro Ministro somente com as alianças no Knesset, sempre acompanhadas de adjetivos pouco elogiosos — e por muito, muito pouco.

 

Ontem, a notícia já era de que havia empate técnico e os dois principais partidos (o Likud de Bibi e a União Sionista de Herzog) conquistariam 27 assentos no parlamento cada. Guga Chacra disse na GloboNews que seria melhor para israelenses, palestinos, americanos e europeus (em essência, para o mundo todo) que Netanyahu perdesse o cargo.

 

Hoje amanhecemos com a verdade: 30 x 24 para o Likud. Uma vitória que estende a força do único partido que se esforça para defender as fronteiras de Israel, esse posto avançado da civilização cercado por um mar de barbárie e sede genocida.

 

Barack Obama havia mandado sua tropa de elite para a Terra Santa. Não, nada de Navy Seals, os Delta Forces ou o Marine Corp, mas um grupo de estrategistas de campanha, liderados pelo João Santana dos EUA, David Axelrod. Chegaram em Israel com uma única missão: usar as técnicas que hipnotizam a imprensa americana para derrotar o atual primeiro ministro, que parece ser o último empecilho para Obama implementar sua política apaziguadora no Oriente Médio, que promete ter o mesmo sucesso da de Neville Chamberlain na Europa de 1938.

 

A vitória do Likud é uma vitória da civilização ocidental, da liberdade e da resistência à selvageria radical islamista. E uma derrota para a esquerda, para Obama, para a forma insidiosa como os jornalistas reportam histórias sobre eleições nas quais têm evidente viés pessoal. E uma derrota particular para os maiores representantes brasileiros dessa insídia: Gaga Chucra e Rodrigo Alvarez, os dois correspondentes brasileiros que seguram ponpons ao vivo na TV para torcer contra Netanyahu.

 

Como se fala “chupa” em hebraico?

Marcelo de Paulos
Marcelo de Paulos é carioca radicado em São Paulo. Formado em Comunicação Social pela UFRJ, tem pós-graduação em Administração pela Universidade de Stanford, é diretor do Yahoo!Brasil e foi empreendedor em esportes no Brasil.

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