Leonardo Moura não come Cheetos

Leonardo Moura não come Cheetos

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Futebol não é só um esporte, é profissão. Esse mimimi de que beijou um escudo aqui, não pode jogar ali, no rival, é chato demais, além de infantil.

 

A vida dá voltas, o cara que se despede do Brasil num dia, pode precisar retornar no outro. Precisa trabalhar, precisa ganhar seu rico salário. Enquanto isso, você fica por aí, sentado no sofá comendo Cheetos e reclamando da vida. E que vida!

 

E não raro uma cerveja acompanha o Cheetos.

E não raro uma cerveja acompanha o Cheetos.

 

Foi o caso, recente, de Leonardo Moura, que ao sair do Flamengo para ir jogar no Fort Lauderdale Strikers (EUA) teve um jogo de despedida para chamar de seu, com toda pompa que seus longos anos no clube o fizeram merecer, com a melhor agitação que a maior e mais apaixonada torcida do Brasil poderia lhe proporcionar.

 

Só que sua estadia na terra do Tio Sam foi curta. Acostumado com o badalado Rio de Janeiro, Léo Moura não de adaptou ao modo de vida americano (na verdade, a história oficial é que voltou por causa de um familiar doente).

 

Problema dele, claro. Novo ainda, e com altíssimas contas para pagar, imagino, naturalmente não iria ficar parado, precisaria de um clube brasileiro para pagar seu salário. E foi aí que o problema se iniciou.

 

O lateral, ao voltar para o Brasil, foi bater logo na porta de Eurico Miranda. Isso mesmo Léo Moura tentou voltar ao Vasco, onde já havia jogado em 2002, antes de virar ídolo no Flamengo. Foi um bafafá tremendo.

 

Mas a coisa com o Vasco não andou. Eurico anunciou a contratação antes de terem assinado qualquer contrato, e quando Léo desistiu de ir para o Vasco, o dirigente enlouqueceu. No fim, o lateral acabou acertando com o Coritiba e acalmando os ânimos dos flamenguistas, que se num dia o amavam, no outro queriam decapitá-lo por traição.

 

Mas não é Leonardo Mouro ou Eurico Mirando que quero criticar. E sim os comedores de Cheetos inveterados que só sabem reclamar, não entendem a lógica de mercado e dão chilique quando algo acontece de forma inesperada.

 

Quando se viu perto de ficar um mês que fosse com um pouco menos de dinheiro na conta, Léo cogitou algo que há pouco parecia improvável. Foi severamente atacado pela torcida que antes o amava, apenas porque cogitou trabalhar na empresa concorrente.

 

Ok, futebol envolve muita paixão e pouca razão, do lado torcedor, mas os jogadores não tem nada a ver com isso. Eles não podem se dar ao luxo de ficar em frente a TV, inertes, comendo Cheetos, enquanto um bom salário escapa de suas mãos.

Fernando Henriques
Idealizador e editor desta revista, Fernando Henriques é um consumista informacional. Formado bacharel em Ciências da Computação, encontra na Comunicação um elo natural. Viciado em séries, filmes, rock, MMA, política e desafios.

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