Ielena Isinbaieva e a diversidade

Ielena Isinbaieva e a diversidade

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A supercampeã de salto com vara, a russa Ielena Isinbaieva, manifestou seu apoio à uma lei “anti-gay” aprovada no seu país.

 

A tal lei na verdade é uma proibição a eventos como a “Marcha do Orgulho Gay”, que se merece ter seu direito de manifestação respeitado, certamente extrapola desse direito em várias ocasiões, quando seus participantes cometem atos que beiram a bestialidade em via pública, com a intenção clara de chocar.

 

Ielena fez tais declarações depois que duas atletas suecas, em protesto contra a lei russa, competiram em Moscou com as unhas pintadas com a cor do arco-íris, esse belo fenômeno da natureza sequestrado pela militância da causa, ato que Isinbaieva considerou “desrespeitoso”.

 

Segundo a campeã: “o que elas fizeram é desrespeitoso com nosso país. É desrespeitoso com nossos cidadãos porque somos russos. Talvez a gente seja diferente dos europeus e de outras nacionalidades, (mas) temos nossa casa e todos devem respeitá-la.”; completou.

 

O que ela quis dizer basicamente é o seguinte: defensores da “diversidade”, respeitem a diversidade mesmo quando esta os desagrada.

 

No Facebook usuários brasileiros já começaram com o habitual linchamento que fazem contra qualquer um que não faça genuflexão ao “gayzismo” (termo exagerado que o deputado Jair Bolsonaro e outros críticos utilizam, mas que parece mais apropriado a cada dia), chamando-a de “biscate”, “burra” e dizendo que alguém que opta por ser saltador com vara (esporte que exige força, equilíbrio, noções de física, geometria, matemática, entre outros) só pode mesmo “não saber usar o cérebro”.

 

Teria pena da Isinbaieva caso ela fosse brasileira.

 

Ia virar assunto nos sites de fofoca, ser ameaçada de processo pela “militância”, perder contratos publicitários, virar alvo das mais sórdidas difamações, ouvir xingamentos na rua, ser constrangida em voos comerciais e na sua próxima competição estariam lá artistas do estilo da Preta Gil, para fazer um “beijaço” em protesto.

 

E assim a moça teria que se mudar para a Rússia numa tentativa de ter paz. Sorte dela que ainda que aquele país não seja um exemplo de democracia, pelo menos dessa vez ela já está lá.

Marcus Vinícius Motta
Troll de direita, liberal insensível e inimigo da esquerda festiva. "Desocupado" que passa o dia infernizando revolucionários, além de cursar Ciência Política na Unirio.

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