Ídolo de ouro com pés de barro

Ídolo de ouro com pés de barro

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A origem histórica do PT veio através de um sindicalista do ABC, cuja participação nos movimentos trabalhistas o levou se a posicionar contra o Patronato e contra a política da época. Ele até então era um operário de chão de fábrica e soube aproveitar o fato para se tornar um “guia” a ser seguido por seus companheiros. Na época víamos o Lech Walesa, outro sindicalista, formar um partido, o SOLIDARNOSC (Solidariedade), na Polônia. Sua trajetória tem bastante semelhança com a atual situação política brasileira.

 

Décadas depois o velho operário foi atingido pela famosa declaração de Roberto Jefferson, que disse que havia um esquema de corrupção, orquestrado por José Dirceu, de contribuições mensais a toda base aliada em troca de apoio no Congresso, o famoso Mensalão. Outros casos se sucederam, como o Petrolão, Eletrolão e os mais diversos “Ãos” possíveis e imagináveis, o que resultou no desencadeamento da Operação Lava Jato. Investigação que vem minando o Partido dos Trabalhadores, o qual vem desmoronando a cada nova delação premiada. Além dos escândalos de corrupção, nomes de peso como Hélio Bicudo, Marta Suplicy e o mais recente o Alessandro Molon, o quadro mais importante do Partido no Rio de Janeiro, saíram das fileiras petistas para outras fileiras.

 

Alessandro Molon foi o último a deixar o PT

Alessandro Molon foi o último a deixar o PT

 

Sei que a maioria que votou em Lula na primeira eleição, hoje não votaria nem no dedo perdido dele. Eu mesmo fui um que na primeira vez que votei… Votei por ser contra FHC. Cai na mentira vermelha, que ele iria fazer tudo diferente de Fernando Henrique Cardoso. Entretanto, logo nos primeiros seis meses vimos que ele, além de nomear como ministros nomes sugeridos ou possivelmente indicados por FHC, fez exatamente o que FHC faria.

 

Até por que o caminho do Real era forte o suficiente para os projetos de poder do partido. Hoje nós estamos diante de toda a América Latina alinhada com um projeto de política comum. Não há país algum onde se possa dizer que exista plena liberdade política e/ou ideológica.

 

Vemos uma Argentina enfraquecida com sua presidente “esposa” de Kirshner a frente do país; um Chile onde Michele Bachelet está as voltas com a população revoltada; vemos a Bolívia nas mãos do populista Evo Morales; uma Venezuela onde o povo está nas ruas. Ou para poder conseguir um pacote de papel higiênico, ou contra Maduro. Os que se atrevem a ser contra Maduro certamente irão brigar com os que ganham para defender o déspota, cuja a principal tarefa e ver um passarinho com voz do Hugo Chaves dando ordens do além túmulo. Poderia passar a noite toda escrevendo sobre esses fatos na minha querida América do Sul. Mas paro por aqui. Só me atento para as futuras desfiliações do PT.

 

Se os que ficarem irão apagar as luzes, e os que saírem estarão realmente contra o PT, ou somente mudando de pele tal qual um camaleão, só o tempo dirá.