Feminismo pra quê?

Feminismo pra quê?

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Devido aos últimos casos (denunciados) de estupro em coletivos e as pesquisas sobre o que o povo brasileiro pensa disto, o feminismo mais uma vez se tornou uma pauta em evidência. Muitos criticaram o resultado e os métodos da recente pesquisa do IPEA, que depois revelou-se errônea em seu principal dado. Mas o que leva parte da população, ainda que a menor, a pensar que algumas mulheres “merecem” ser estupradas?

 

Historicamente as mulheres sempre foram tratadas como objeto, e quando digo objeto provavelmente você leitor já deve estar pensando que essa palavra é “muito forte”. Nós nos casávamos e virávamos propriedade masculina, teríamos que cuidar da casa, alimentar e satisfazer nossos maridos. Não tínhamos direito à posse, agressões e estupros eram tratados com “vista grossa” pelas autoridades, em muitos casos. Ter uma esposa era como ter um souvenir com utilidades. Décadas se passaram, o movimento feminista garantiu muitos direitos para as mulheres, porém ainda há um longo caminho pela frente na luta pela equidade de gênero.

 

Desde cedo aprendemos que toda demonstração de violência vinda de um menino é seguida de “ele faz isso porque gosta de você”. Se crescemos acreditando que demonstração de afeto é violência e humilhação e ensinamos aos garotos que é desse jeito que se deve agir, perpetuamos um sistema patriarcal que subjuga o sexo feminino ao masculino. “O dever dos homens é tentar e, o das mulheres, negar”, foi algo que ouvi no início da adolescência, justificando o assédio contínuo dos garotos. E é neste sistema que vemos tantas meninas sendo coagidas por homens mais velhos, sendo consideradas “vadias”, “putas”, enquanto estas mesmas pessoas relativizam estupro.

 

A objetificação da mulher de antigamente.

A objetificação da mulher de antigamente.

 

Em um país em que as mulheres saem às ruas e têm seus corpos avaliados ou entram em um transporte público e são “encoxadas” e, ainda pior, são culpabilizadas pelos atos do agressor, o feminismo se faz importante por dar apoio a estas mulheres e por conscientizar os homens – nem sempre tão dispostos a rever sua posição na sociedade, infelizmente. Uma pesquisa feita pelo Think Olga com mais de sete mil mulheres revela que 73% das mulheres não respondem ao assédio que sofrem nas ruas, em sua maioria, por medo. Nós vivemos com medo. E quando lemos notícias como “Estupros registrados no país aumentaram 168% em 5 anos”, podemos ver que esse medo é totalmente justificável. O próprio evento criado no Facebook para criticar a pesquisa citada no início do texto foi invadido por homens afirmando que mulheres realmente devem ser estupradas e fazendo discurso de ódio contra as mulheres que participaram do mesmo. O backlash foi tão intenso que inúmeras páginas foram criadas satirizando estas mulheres com ameaças ou ridicularizando-as fisicamente.

 

Imagem que circulou na internet esses dias.

Imagem que circulou na internet esses dias.

 

Então, mesmo com estes dados, porque o feminismo é tão criticado?

 

Grande parte da crítica masculina ao feminismo se baseia no eixo serviço militar obrigatório – aposentadoria – diferença de preço em boate (o que eu acredito que possa ocorrer nos comentários desse texto), que não faz muito sentido uma vez que o feminismo não visa lutar pelos direitos dos homens. A cada 12 segundos uma mulher sofre violência no Brasil (A cada 12 segundos uma mulher sofre violência!), deixar isto de lado para lutar para que homens não prestem serviço militar seria, no mínimo, muito estúpido. Com relação à aposentadoria, trabalhamos cinco anos a menos, porém trabalhamos a vida inteira ganhando consideravelmente menos trabalhando nas mesmas funções, ocupando cargos mais baixos. Mulheres também compõem 70% dos pobres do mundo.

 

A terceira questão é a seguinte: mulheres são usadas como isca. Um open-bar com entrada muito mais barata para mulheres atrai mais homens, que irão com o pensamento de que lá terá muitas mulheres e que elas “estarão mais fáceis” em decorrência da bebida. É a cultura de estupro em ação.

 

Homens, respeitem as mulheres.

Homens, respeitem as mulheres.

 

Para finalizar, gostaria de dizer que não existe um único feminismo absoluto, existem diversas vertentes, algumas antagônicas, e aqui eu tentei falar sobre um ponto comum entre elas. Não sou porta-voz do movimento, tampouco tenho esta aspiração. Esse assunto é bastante extenso, o patriarcado modela as interações sociais e foi dificílimo colocar um pouco disto em um único texto.

Raphaela Protásio
Raphaela é feminista, gayzista, esquerdopata e não é para casar. Gosta de geologia, gatos e dormir. Não gosta de muitas coisas, inclusive escrever descrições.

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  • Manu Sande

    PAH! Um tapa na cara dos mascus! Rsrs

    Muito bem colocado a parte do texto em que fala do “eixo-triplo” de reclamação machista que tenta desvalorizar o movimento. Eu costumo falar com minhas amigas (e os poucos amigos feministas) que os argumentos machistas são tão engessados e repetitivos que dá pra criar uma gama de respostas magníficas contra eles.

    Nessa semana entrei em duas discussões sobre festas “mulher paga menos” (lembremos que um dos gritos de guerra dos machistinhas é: Luta pra pagar na balada, então – e variantes). Numa das festas, os organizadores entenderam o lado posto pelas feministas e ainda prometeram que a próxima festa não seria assim (já que a primeira já estava na cara, tinha sido vendida/divulgada, etc). Menos mal, mas ainda mal. A festa estava repleta de homens doidos pra embebedar e pegar alguém mas o ambiente (com galera legal, mulheres feministas) acabou frustrando muitos deles.

    A outra festa cobrava 20 reais pra homem, 15 pra mulher. Nessa sim dava pra ver de forma clara a merda que são essas festas. Primeiro de tudo, não paguei pra entrar (entrei de penetra, pra dar uma visualizada derradeira de fim de noite). Segundo de tudo, mesmo sem pagar, passei menos de 20 minutos lá dentro. Os homens pareciam corpos inanimados arrastados por um pinto vivo. Na nossa primeira tentativa de dançar, fomos tão esmagadas por esses pintos vivos que desistimos. Na nossa tentativa de respirar do lado de fora, fomos hostilizadas por homens que levaram um fora e acharam aquilo desrespeitoso (e usaram da reclamação como meio de tentar pegar novamente). Um casal de amigas ouviu até ordens de que se beijassem pra provarem ser mesmo lésbicas.

    Novamente, a festa estava cheia de homens frustrados, pouquíssimas mulheres.

    Vale a pena um lugar desses? Dá pra se divertir? Não mesmo!
    Eu luto pra que as festas sejam de preço igual, pra homens e mulheres, pra que cada um saia com quem quiser, se deixe ser apalpado por quem permitir, sem essa de comprar o “passe livre da bunda alheia” por cinco reais a mais.

    • Raphaela Protásio

      Manu, isso acontece demais… Eu optei por boicotar essas festas mesmo, não conseguia me divertir e os homens caíam em cima de mim como se eu tivesse obrigação de estar com eles. Nada surpreendente, já que somos usadas como iscas, não é verdade?

      Fico feliz por você ter gostado, eu nunca havia escrito um texto sobre esse assunto.

      • Genice

        o melhor a se fazer é boicotar. me recuso a ir nesses lugares onde mulher paga menos ou de graça até meio-noite.

  • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

    Raphaela, a crítica que apresentou no texto (o “eixo-triplo”) realmente existe, mas digamos que seja a crítica chula e rasa ao movimento. Existe todo um outro universo de críticas que vão além, mais próximas de uma crítica acadêmica e política, abordando, por exemplo, os vínculos do movimento com o marxismo e os “frutos” dele em algumas adeptas: ódio ao homem, em geral.

    Críticas nessa linha seriam mais robustas, esse texto do blog Garotas Direitas é um pequenino exemplo: http://garotasdireitas.blogspot.com.br/2014/03/10-motivos-para-toda-mulher-nao-ser.html. É bom linka-lo para outros que por aqui passarem verem que não é uma luta entre homens e mulheres necessariamente, mas sim uma questão de aspecto cultural e político também.

    Quem é contra o movimento feminista não é necessariamente contra as mulheres, a favor da violência e blá-blá-blá. Há de se pensar que, nos rumos atuais do movimento, seja possível e louvável pessoas que defendem as mulheres de violência – como no caso das baladas, onde a situação dos jovens é realmente degradante – e não tenham nada com o feminismo ou a cultura feminista. Abs!

    • Raphaela Protásio

      Fernando, eu já havia lido esse texto e eu posso dizer que praticamente todas essas frases foram tiradas de contexto. Com exceção da Valerie Solanas. Talvez o fato do nome dela estar errado mostra o quão aprofundado na leitura a pessoa responsável pelo texto está. Como eu disse no final do texto, não existe apenas um feminismo, existem diversas correntes e teorias, algumas que eu mesma não me identifico. Eu citei este eixo justamente porque são as críticas que as feministas mais escutam – e vai por mim, DIARIAMENTE.

      Quando uma pessoa se posiciona contra o feminismo ela se posiciona contra todos os séculos de conquistas que as mulheres tiveram graças à eles, por isso me dói quando uma mulher faz um texto anti-feminista (sem nós, nem escrever isto ela poderia. A não ser que fosse rica, talvez). A maioria das pessoas que conheço que são realmente contra feminismo acreditam que lugar de mulher é na cozinha, que existem trabalhos específicos para cada gêneros, etc, etc. E, querendo ou não, isso é perpetuar machismo. Por mais bem intencionada que a pessoa possa parecer, acaba sendo conivente com toda uma cultura que subjuga as mulheres a papéis inferiores.

      Eu não imagino nenhum tipo de política que seja a favor das mulheres e que não tenha nada com o feminismo. Honestamente.

      • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

        Para frases como as da Robin Morgan e da Judith Levine, por exemplo, não há contexto que salve. Claro que tudo foi extraído de um contexto e havia uma explanação que a ensejava, mas ainda assim são impactantes negativamente. Vem para comprovar aquilo que muitos veem no dia a dia, feministas enraivecidas, que talvez até mesmo sem querer pregam ódio ao invés de amor ou uma simples de defesa da mulher. Em muitos discursos, e especialmente no feminismo que tem chegado a mim, o discurso de equidade dá lugar um discurso que visa a troca de quem está a subjugar quem, e nada mais.

        Sei que existem diversas vertentes, e isso foi interessante você comentar. Vamos dizer, então, que aquelas que poderíamos chamar de mais extremistas tem ganhado as páginas dos jornais e afins, como no lastimável, criminoso e fatídico episódio da JMJ ano passado.

        Sobre errar o nome, não acredito que expressa nada além de um erro de grafia normal, de digitação talvez. Falou uma edição ali, como humildemente ofereci a este seu texto. ;)

        Não quero aqui obter qualquer tipo de concordância, entendi seu texto muito bem, e não neguei que o que você vê com frequência está no eixo-triplo, porém quis posicionar que existe algo mais.

        Acho também que quando diz que sem o feminismo ela sequer poderia escrever contra o próprio, somente pode ser entendido seriamente por gerar um anacronismo. Nada mais. Nem tudo é feminismo para as mulheres, e se é para dizer que sem alguém, outro alguém sequer poderia se expressar. Digo que sem o Cristianismo, ou a pessoa de Jesus em si, não haveria movimento feminista algum.

        Cristo ensinou tolerância, que todos são iguais, e com o exemplo da mulher adúltera, por exemplo, evitando que fosse apedrejada, ou no caso de Maria Madalena, ex-prostituta que era tratada como amiga por ele, criou toda uma cultura de tolerância, respeito e piedade, fundadora da nossa sociedade, ocidental. Não imagino que no Irã e demais países muçulmanos o feminismo esteja proliferado. Isto só é possível por aqui por conta cultura cristã do Ocidente, que ingratamente é tão criticada. Cristo abriu precedentes, e não à toa é considerado o “pai” dos direitos humanos (certeza que poucos falam isso, mas os que falam, acertam, em minha opinião).

        • Raphaela Protásio

          No caso das duas eu acredito que há uma agressividade maior por conta da época em que elas foram criadas. Nascer na década de 40-50 deve ter sido um inferno (considerando que os papéis de gênero nos são ensinados desde cedo) e, no caso da Levine, eu não acredito que ela esteja de todo incorreta. Essa conversa vai render porque eu poderia falar sobre a relação entre sexo e poder numa sociedade sexualmente educada por pornô como a nossa (e nem tem como você falar que a sociedade não é ou que os homens realmente “façam amor” ou que a maioria dos pornôs sejam sobre submissão feminina).

          No caso da JMJ, como foi dito exaustivamente, o ato não foi organizado pela Marcha das Vadias e eu mesma ainda não formulei uma opinião sobre ele até hoje. Foi desrespeitoso com as mulheres do Católicas pelo Direito de Decidir, porém, como uma ação contra a instituição que a igreja representa eu achei válido. Eu estava lá e as pessoas que nem tinham visto essa performance (eu estava lá e nao vi, a imprensa que deu uma dimensão maior do que realmente foi) estavam nos xingando e cuspindo nos manifestantes. Ah, o amor cristão…

          No Oriente Médio existem SIM feministas, e os grupos tem demandas diferentes das nossas por ser uma sociedade completamente diferente. E só pelo fato delas existirem eu já acho o máximo, pela transgressão, por mostrar que as mulheres ainda resistem e lutam.

          Com relação ao cristianismo em si e ele ter dado origem aos direitos humanos… bem… vamos pensar em Roma versus Grécia. Amor cristão – parte 2.

          Eu sinto muito por não ter empatia alguma pelo cristianismo em si, porque eu considero tudo mais como manobra polícia do que como religião. E Jesus parece realmente ter sido uma pessoa bem interessante, mas não é só de Jesus que a bíblia é feita.

          • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

            Sim, iria render, porque não professo nenhum desses dogmas: papeis de gênero ensinados (nascemos com um pinto, uma vagina ou os dois, afinal), muito menos que somos educados pelo pornô. Já que falamos de Cristianismo, e estamos no Brasil, de maioria cristã ainda, não acho que a sociedade é educada frente ao pornô. Do contrário. É impossível aferir sem pesquisa, que também não expressaria a total realidade, vide a cagada do IPEA, mas acho que na verdade é bem distante disso.

            Concordar com Levine, ou mesmo relativizar sua estupidez, é bradar contra a natureza em si. É supor que a mulher, enquanto ser, é “defeituosa”. Ora, se toda (Ela disse toda!) mulher faz sexo com um homem contra sua vontade, então ela deveria reclamar com a Natureza, o Criador, ou seja lá no que esta mulher acreditar, pois somente a proliferação da espécie humana depende do sacrifício que é transar com um homem. Só isso, só. Nossa! Exagerou demais, demais, essa Levine, e não expressou nem uma mínima porcentagem da realidade. É só olhar ao redor. Levine, com esta frase, faz apenas uma ode ao lesbianismo.

            Não disse que o ato foi organizado pela organização da marcha, não faz diferença. Ocorreu durante ela, e ainda durante a JMJ, o grande problema. Aliás, com ou sem JMJ aquilo foi um ato duplamente criminoso: atentado violento ao pudor e ultraje ao culto – pelos objetos católicos. Discorde destas leis a vontade, mas não de que elas foram infringidas. Elas existem, e deveriam ser respeitadas.

            Espanta-me você ter achado válido, e achar desrespeito somente para com o grupo “Católicas pelo Direito de Decidir”. Não, nem espanta tanto, revela aquele “tudo vale” pela ideologia. Bem comum. Acho o ato degradante pelos próprios envolvidos (atores), que buscaram chocar os outros, irritar os católicos, e conseguiram, mas só mostram sua própria degradação. É válido, realmente, atacar a maior instituição de caridade do mundo.

            Acho compreensível a reação dos católicos, as cusparadas, mesmo que discorde e não ache válidas. Imagina a raiva que sentiram ao ver aquilo. Simplesmente lamentável.

            Sobre o Oriente Médio, ele é grande, onde existe o movimento feminista organizado como aqui, por exemplo? São mulheres corajosas, imagino, mas duvido que em países como o Irã gozem de liberdade para criticar o sistema e as leis da Sharia com protestos nas ruas, por exemplo. Já na Síria, é perfeitamente provável. Lá o regime é ocidentalizado.

            Desculpe a ignorância, mas não entendi o “Romas versus Grécia”. Me parece fato a inspiração que o Cristianismo deu à Carta Internacional dos Direitos Humanos.

            Não sinta por não sentir empatia por seja lá o que for, é normal. Eu não sinto pelo feminismo, rs. Sobre Jesus e a Bíblia, é meio incoerente curtir só Jesus e o resto da Bíblia não. Eu te entendo, mas é. Jesus era judeu, cria em tudo aquilo que quem só curte ele e não Velho Testamento repudia. Abs!

          • Raphaela Protásio

            Papéis de Gênero são ensinados você acreditando neles ou não. Cresci com amigas minhas lavando a louça e homens não fazendo coisa alguma em casa, porque eles eram homens. Não finja que isso não ocorre, pfvr. E quando às pessoas serem cristãs e por isso não veem pornografia, eu acho que eu vou apenas rir um pouco ok? Porque ser cristão e seguir fielmente os mandamentos e estilo de vida cristão é completamente diferente. E isso vem de uma pessoa que estudou em colégio católico, com família católica e tudo mais. Até crismei. Ninguém segue isso à risca e todo mundo desviava nessa parte de pornografia (especialmente os meninos).

            Quando à Levine, eu tenho quase certeza que ela deve ter se referido ao fato de que somos empurrados para a heterossexualidade mesmo quando nem sabemos o que somos de fato. Isso vale para mim e para grande parte das minhas amigas que não são hétero, todas fomos levadas a relacionamentos héteros para “sermos normais”. E sexo com pessoas que não se importam nem um pouco com o prazer alheio (pode não ser seu cado mas, confia em mim, tem aos montes) é horrível e eu acredito que, quando eu vejo amigas minhas que tem 27 anos e não sabem se já tiveram um orgasmo ou não, isso é fruto de toda uma cultura que nos coloca como um buraco. Aí você pode falar que você nao é assim e tudo mais, mas não dá para julgar as pessoas por uma só ne?.

            Eu não consigo como todos conseguem apagar os séculos de opressão da igreja, todos os casos de pedofilia e tudo mais para julgar duas pessoas. Tipo, comparar a Inquisição com uma santa quebrada é muita falsa simetria. E as cusparadas vieram em outro momento, em outra rua. Com tantas pessoas lá (e as q estavam envolvidas na performance nem estavam mais presentes) duvido muito que tenha relaçao com este fato. Mas aparentemente intolerância cristã é justificável.

            Eu acho possível curtir um personagem e não uma obra inteira. Enfim, eu acho que atingimos aquele ponto em que nós nos posicionamos por aquilo que acreditamos e virará um debate eterno. E eu sei que a maioria do país é cristã, mas.. digamos que o Brasil é um país não tão cristão apesar disso.

          • Rodrigo Cotton

            A cidadã feminista vem falar de Grécia antiga. O gregos eram completamente machistas. Isso é uma tremenda incoerência, completa ignorância. Ainda vem falar das atrocidades cometidas pela igreja católica, mas sendo de esquerda eu imagino que ache lindo o regime cubano, Fidel, Che, Lênin e talvez Mao e Stalin que mataram muito mais no século XIX que a igreja católica em toda sua existência. Eu geralmente não perco meu tempo com feminista e muito menos com gente bitolada. Porém vou abrir uma exceção e dispender alguns minutos de prosa com a senhorita. Você alega defender os direitos das mulheres, mas acha válido infringir os dos outros, como podemos ver a concordância com a atrocidade executada durante a JMJ. A desonestidade é tremenda que eu fico me perguntando como você consegue dormir a noite. Ou é uma psicopata sem nenhum tipo de empatia, ou é uma enorme ignorante que não consegue perceber contradições gritantes no próprio discurso e no próprio modelo de vida. Uma das coisas lindas que Jesus ensinou é amar ao próximo como a nós mesmos. Esse é o pilar da cultura ocidental, que os gramscistas tanto almejam destruir. Eu não vejo o que tem de ruim, mas fazer o que, né? Tem maluco pra tudo. Roger Scruton tem um texto que desconstrói todo seu discurso feminista, que por sinal é cheio de lugares comuns e não tem nada de original, nesse texto: http://rosamulher.wordpress.com/2010/07/26/virilidade-moderna/

            Mas como sei que pra você a palavra da mulher vale mais que a do homem, opressor, etc etc, deixo esse vídeo que vai te dar pontos de vista diferentes daqueles que professores marxistas enfiam na tua cabeça em sala de aula: https://www.youtube.com/watch?v=cjkjV17lRkk

          • Raphaela Protásio

            Prometi a mim mesma não responder comentários que possuam ad hominem. Grata.

          • Rodrigo Cotton

            Não precisa responder, só leia o texto e veja o vídeo. Acredito que se você tem convicção daquilo que prega, não vai se incomodar tanto com os pontos de vista expostos em ambos.

  • matheus

    O feminismo como vc relata parece muito bonitinho escrito nesse texto,mas no mundo real (fora da internet) ele não e assim.Por estar a esquerda na politica,as ideias para tentar acabar ou pelo menos diminuir o q dizem combater no fim nao adianta nada.Vcs por serem de esquerda devem apoiar o desarmamento da populacao ou pelo menos o controle das armas,o q como todo mundo sabe nao adianta e como vcs adoram defender e ajudar as mulheres eu sugeriria a nao defender essa ideia.Vc tbm escreveu no texto q 70% das pessoas pobres no mundo sao mulheres e obviamente por serem d esquerda,vcs d novo nao tem ideias q ajudem realmente as mulheres ou qualquer pessoa q seja,ja q o unico jeito d diminuir a pobreza e com isso os pobres (mulheres incluidas) é liberalizando a economia,coisa q vcs com certeza devem odiar.Bom,estou cansado entao termino por aqui e se quiser me contra-argumentar é so escrever ai e se nao quiser dane-se.

    • Raphaela Protásio

      Matheus, vamos por partes (e principalmente, mantenha a calma HAHAHAH). Eu não entendi nada do que você quis dizer, mas vamos tentar ok?
      1-Você está inferindo que eu deveria lutar contra o desarmamento ou supondo?
      2- A porcentagem não fui eu que tirei do nada, são dados da Anistia Internacional. Se você discorda deles, aqui não é o lugar para reclamações.
      3- Meu texto foi um resuminho básico sobre feminismo, e eu não sei se você sabe mas eu vivo fora da internet também e ele é assim, sim.
      4- A maioria dos governantes de esquerda não estão nem aí para as pautas feministas, então culpar a esquerda por não haver progresso nisso não é culpar o feminismo. A maioria dos governantes que são chamados de esquerda, nem esquerda são HAHAHA
      5- eu não sou porta-voz do feminismo muito menos de todas as pessoas de esquerda, as opiniões aqui expressas são minhas e ponto.

      • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

        “A maioria dos governantes que são chamados de esquerda, nem esquerda são HAHAHA.”

        Na verdade, o que geralmente acontece é um governante de esquerda não ser reconhecido como tal pela extrema-esquerda. Isso principalmente no Brasil, o que é facílimo de notar quando lembramos que social-democracia é uma doutrina de esquerda em qualquer lugar do mundo, menos aqui, atrasados que somos. Aqui, pelo excesso e popularização de vermelhinhos revolucionários, acham que social-democracia é “direita-malvadona”.

        • Raphaela Protásio

          Ah não, você não é dessas pessoas que acham que Hitler era de esquerda, acha?

          • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

            Estou falando de social-democracia e você vem com Hitler? Me referia, por exemplo, ao PSDB. Ou mesmo ao PT, que a esquerda “purista”, e ingênua, não reconhece mais como esquerda, mesmo sendo o partido o mais eficiente da ideologia no país.

            Mas diga lá, ele era de direita então?

          • Raphaela Protásio

            Eu sei lá, não duvido de argumento algum, perguntei para ter certeza. Que eu saiba, PSDB não possui uma pauta de esquerda.

          • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

            Pois é, que você saiba, e parece não saber muita coisa desse assunto.

          • Raphaela Protásio

            Não seja por isso, elucide-me.

          • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

            PSDB é a new left, a esquerda democrática, não revolucionária, não comunista. Considerada esquerda por qualquer pensador ou analista político não de extrema-esquerda.

            É uma esquerda que convive dentro do capitalismo, que preza pela democracia e não quer mudar o sistema, apenas reforma-lo onde for necessário, na visão deles, pela via legislativa. Ou seja, é progressista nos costumes, com uma visão socialista de igualdade, porém não acredita no socialismo como alternativa econômica. São keynesianos, em suma.

            No Brasil de esquerda, a centro-esquerda é direita. Por isso a confusão, mas basta olhar para os EUA para isto ficar claro. PSDB se alinha aos democratas ou republicanos?

            Sei que não é possível elucidar isso à você, que está de um lado totalmente diferente e não vai crer em nada que falei, mas é isso. É só pesquisar e ser honesta com os resultados. Outras “senhas” para pesquisa são liberalismo social, keynesianismo, Terceira Via, Welfare State, Social-Democracia – que até a Wikipedia sabe ser uma doutrina de esquerda. É possível falar que dentro do partido existem pessoas com perfil mais de direita, mas o partido e sua ideologia em si, não são.

          • Raphaela Protásio

            Prometo procurar mais sobre e formular uma opinião, ok? Obrigada pela explicação.

          • Robson

            Isso não foi sério né? Foi só pra descontrair? diz que sim, por favor.

          • Raphaela Protásio

            e se eu contar para vocês que não é só ter “social” no meio que o partido se torna socialista, será uma revelação bombástica?

          • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

            E para você, será bombástico saber que fazer ironia em assunto que aparenta desconhecer é despropositado?

          • Raphaela Protásio

            Seria bombástico debaterem algo sobre o texto em si e não se aterem a uma palavra da minha descrição. Eu disse que era de esquerda, não disse que defendo o PT, não disse que gosto do PSDB, não disse absolutamente nada de partidos. Mas os tucanos serem de esquerda é uma coisa que me fez rir mesmo.

          • Rodrigo Cotton

            PSDB é a favor do estado de bem estar social. Pauta da esquerda. O PSDB no governo FHC foi o criador de diversos programas assistencialistas que depois reunidos vieram a se tornar o bolsa família. Outra pauta da esquerda. Percebo que a senhorita autora do texto quando encurralada em uma posição de que não tem mais o que argumentar apela para piadinhas bobocas e ironias ridículas ou simplesmente muda de assunto. Tergiversar o debate é padrão da esquerda (e o paredão também, é claro).

          • Raphaela Protásio

            Eu sei disso, e sei também que quando o programa foi ampliado o backlash foi enorme. Eu não sei realmente tantas coisas sobre política no Brasil (e em momento algum eu disse que era expert nisso). Não é preciso saber história do Brasil para se alinhar com alguma corrente política, isso é óbvio. Porém enquanto vocês estavam lendo sobre política eu estava lendo sobre feminismo, e sobre isso vocês não querem discutir – por quê sera?. Eu sou nova, tenho muito o que aprender, fico feliz por não me considerar referência sobre o assunto.

            Sobre o “apela para piadinhas bobocas e ironias ridículas ou simplesmente muda de assunto.”: achei bem amor, fazia tempo que não ouvia a palavra boboca. Quanto às ironias, esse é meu jeitinho <3

          • Rodrigo Cotton

            Leia meu próximo comentário. Lá eu falo sobre feminismo. Aqui eu só tava rebatendo as bostas que você tinha dito. Acho digno que admita não saber, pois é o primeiro passo para adquirir conhecimento. Acho que a palavra boboca deveria ser utilizada com mais frequência, ela soa bem, é gostosa de ler e tal. Enfim, você me parece bem intencionada, então recomendo que evite desonestidades intelectuais durante qualquer debate. Isso te desqualifica como debatedora.

      • matheus

        Se vc diz q quer combater a violencia contra a mulher vc obviamente deveria lutar contra o desarmamento ja q com ele qualquer pais aumenta sua criminalidade e em momento nenhum contestei seus numeros so disse q seria irracional uma pessoa q luta contra a pobreza ser contra a liberalizacao da economia.

        • Raphaela Protásio

          Matheus, a violencia contra a mulher não é feita com armas em sua maioria. É com estupros, agressão física, em sua maioria dentro de casa. Eu não quero pensar no “país de justiceiros” se eles tivessem armas. E nesse ponto vamos discordar porque eu não acredito que o caminho seja esse.

          • Rodrigo Cotton

            Diversos estudos e pesquisas apontam que mais armas nas mãos dos civis ocasionam redução drástica na violência, principalmente violência contra as mulheres. Mas não é do interesse da esquerda, mesmo da que posa de defensora da mulher, que o povo tenha condições de se defender e eu fico me perguntando o motivo. Daí me lembro que um povo que pode se defender é uma ameaça aos governos totalitários que reduzem a principal minoria, o indivíduo, a uma mera engrenagem do todo. E isso, como todos bem sabem, a esquerda revolucionária adora!

          • Raphaela Protásio

            No EUA é mais fácil obter uma arma e nem por isso a violência contra a mulher é insignificante. Se estamos falando sobre violencia contra a mulher, o que causa não é apenas armas, são as pessoas num sistema patriarcal. E mais uma vez: eu não respondo pela esquerda, eu não respondo por ninguém além de mim.

          • Rodrigo Cotton

            Nos estados americanos como o Texas, onde é mais fácil adquirir armas de fogo, os índices de violência contra a mulher são menores.

          • Raphaela Protásio

            1960: 824 assassinatos versus 892 estupros
            2012: 1.144 assassinatos versus 7.711 estupros.
            EUA num geral: um estupro a cada 2min.

            Segurança muito boa. As mulheres agradecem.

          • Rodrigo Cotton

            Os movimentos feministas de liberação sexual ganharam força nos EUA durante a década de 60, logo esses dados comprovam que numa época em que os “”patriarcado”" era mais forte tínhamos menos estupros. Será que o Women’s Liberation, o “faça amor não faça guerra” e tutti quanti ocasionaram a escalada da violência sexual? Acredito que sim. Seus números jogam contra você.

          • Raphaela Protásio

            Ou o feminismo empoderou as mulheres a denunciarem seus agressores? Nesse ponto você não pensou. E como mulheres mais livres sexualmente aumentaria o numero de estupros? Isso não faz nem sentido. O que aconteceu lá – considerando o que aconteceu no Brasil – é que as mulheres começaram a denunciar seus agressores.

          • Rodrigo Cotton

            Não foram só as mulheres que ficaram mais livres sexualmente. Os homens também. O caos sexual amplificou esse tipo de comportamento que nunca foi aceitável em sociedades ocidentais. Você conjectura que antigamente mulher nenhuma denunciava, mas se pegar pra conversar com qualquer senhora de mais de 60 anos vai constatar que antigamente as ruas eram mais seguras para as mulheres. Logo a relação patriarcado x estupros cai por terra. Nas questões da pedofilia é a mesma coisa. Nunca foi aceito. Hoje em dia aumenta exponencialmente devido ao suporte que recebeu e ainda recebe de muitos “intelectuais” pervertidos. No fim das contas o que temos é uma degradação moral e desconstrução da estrutura familiar concebida na Escola de Frankfurt e posta em prática por pensadores como Marcuse que obteve exito na sociedade norte-americana e também no Brasil. Outra coisa que tinha esquecido, eu quero a fonte desses números citados por você. Quero analisar o estudo.

          • Raphaela Protásio

            Procura no google, eu já apaguei o histórico e não estou com vontade alguma de procurar para você. A minha avó e a minha mãe falaram que era muito seguro se você andasse com um grupo de homens (porque homens respeitam outros homens, não as mulheres) e se você não esbarrasse com nenhum militar que gostasse de você. Segurança mil. Sobre a pedofilia: minha avó casou com 13 anos (com um homem de 27 anos). A irmã dela com a mesma idade. Não havia pedofilia?

            E olha, honestamente, eu não estou com paciência alguma para ficar discutindo com você. Acho que a solução é você construir uma máquina do tempo e voltar para o paraíso dos bons costumes.

          • Rodrigo Cotton

            É sabido que todo criminoso ataca vítimas mais frágeis. Mulher é alvo fácil. Isso não é sexismo e nem machismo, mas sim atestar o óbvio. Por oferecer menor resistência aos criminosos, devido ao menor porte físico, mulheres são sim alvos fáceis. Cabe aos homens, ou a uma arma na mão da mulher, igualar as forças e é justamente por isso que o porte de arma reduz mais a violência contra a mulher do que contra o homem. Se ela casou aos 13 anos isso não pode ser considerado pedofilia, se o costume e as leis da época permitiam. Por mais que eu não ache certo, não devemos analisar tais coisas do passado com a ótica de hoje. História deve ser compreendida de acordo com o período em questão. Não há relatos provas de que os militares brasileiros eram estupradores. É até um ultraje a tropa uma acusação infundada dessa. O que se diz é que os militares brasileiros agiram de maneira cordial em todos os conflitos que participou ao longo dos anos, inclusive na segunda guerra mundial. Natural que perca a paciência de discutir, visto que não tem sustentação pros seus argumentos. É mais digno sair pela tangente do que continuar falando bobagem, nisso eu te aplaudo.

          • Raphaela Protásio

            ZZZzzzzZZZZZzzzzZZZZzzzZZZZZzzzzzZZZZZ

            ce quer uma medalhinha? troféu?

          • genice

            HUAHUAHAUHUAHUAA n tem como ter paciência pra continuar argumentando com alguém q fala de forma extremamente agressiva e condescendente. a pessoa fala fala e fala mas de um jeito tão “sei lá” q a gente fica até sem saber por onde começar. O_o a gente para, lê uns textos, vive a vida, para senta escreve um texto pra vir um povo falar mil coisas q no meu ver n tem ligação direta nenhuma UHAUHAUA Rapha… vc merece um sorvete pela paciência… eu reconheço q n tenho paciência ( ou como vão dizer, inteligência, argumentos, base nenhuma pra isso)

          • Raphaela Protásio

            PERAE, se vc diz que a pedofilia nunca foi aceita, mas depois fala que no caso da minha avó não era pedofilia, vc está se contradizendo.

          • Rodrigo Cotton

            Não estou, pois minha consideração foi de que na época a menina aos 13 anos já era considerada uma mulher a ponto da lei permitir um casamento, mesmo que eu discorde, coisa que eu já disse acima. Não incorreria em pedofilia, assim como como hoje em dia a lei ainda dá margem para relações com meninas de 14 anos desde que seja consensual.

          • Raphaela Protásio

            então pela sua logica nem existia racismo antigamente porque nao tinha lei sobre racismo e negros não tinham alma. Ótima argumentação.

          • Rodrigo Cotton

            Sempre existiu racismo, o que acontecia era que a eugenia, por ser algo costumeiro em praticamente todas as sociedades antes da segunda guerra mundial, não era vista com maus olhos. O cidadão comum acreditava que não faziam nenhum mal ao preferir que seus filhos mantivessem a linhagem “”"pura”"”, inclusive os conceitos darwinistas embasavam esse tipo de pensamento. Não era maldade, era ignorância. Diversos pensadores renomados da época pensavam assim. Era o establishment do período. A mesma coisa nessa questão de casamentos de meninas adolescentes. Durante muito tempo se realizava, com a benção dos pais. Mas não pode ser considerado abuso, uma violência sexual, em via de regra. Era comum e muitas vezes dava certo. O que nunca foi aceito, em sociedades ocidentais, é a relação sexual com crianças propriamente ditas, ao contrário de países islâmicos onde a religião suporta esse tipo de comportamento. Compreende?

          • matheus

            e desde quando so pq 1 crime nao e feito com armas ele,o criminoso nao mereça 1 tiro?Legitima defesa nao e ser justiceiro.A criminalidade d 1 modo geral diminui sim com um numero maior d armas.Nao e sobre concordar ou discordar,é´apenas 1 fato q ate uns esquerdistas sabem:http://www.youtube.com/watch?v=aAdziZvWsUY

  • Carlos Santos

    O feminismo é danoso a sociedade quanto o machismo. Primeiro que o movimento feminista não defende a igualdade sexual, defende uma linha de pensamento na qual a mulher é superior ao homem, um pensamento tão doentio quanto o do machismo.
    Alguns argumentos apresentados foram deturpados, o motivo de trabalharem menos não é pq recebem menos na msm função, passa longe disso. Esse termo é bonito né? “Sociedade machista e patriarcal” toda feminista usa. Seria mesmo uma sociedade tão cruel assim?
    Homens:
    * expectativa de vida menor;
    * se aposenta mais tarde;
    * serviço militar obrigatório ;
    * convocado em caso de guerra;
    * tem indice de mortes mais alto enquanto jovem;

    Não defendo o machismo do mesmo jeito que repudio o feminismo, não se ganha nada nos extremos, temos que achar um ponto de equilíbrio.

    • Raphaela Protásio

      Mesmo com um texto tão explicadinho você ainda não entendeu nada de feminismo?

      • Carlos Santos

        Não vou entrar no mérito da qualidade do texto, mas, é um típico texto feminista. Na qual vocês se apresentam como vítimas de uma sociedade ‘machista e patriarcal’. Vocês falam como se estivéssemos no início do século XX, esse drama não é um mal apenas das feministas, no Brasil todo mundo é perseguido: Negros, índios, ateus, religiosos, mulheres, gays, torcedores do Fluminense, fãs do Luan Santana, todo mundo é vítima de uma sociedade injusta.

        O mais engraçado nisso tudo que o machismo preservado no qual é benéfico as mulheres, não vejo nenhuma feminista reclamando, dá uma olhada nesse texto, uma crítica bem-humorada a essa ‘Igualdade Sexual’ que muitas lutam:

        http://www.feedbackmag.com.br/igualdade-sexual/

        • Raphaela Protásio

          Se esse é um texto típico feminista talvez seja porque ele é um texto feminista. Carlos, eu acredito que eu deveria ter mais paciência para discutir esse tipo de coisa, eu tento, mas eu não consigo. Não quero ser grossa, mas… comparar o que negros e índios sofreram no país em séculos de dominação com Fluminense e fãs de Luan Santana? Não há omeprazol que ajude a minha gastrite quando eu leio isso.

          • Carlos Santos

            Ai menina, vejo que não podemos descontrair durante um comentário, eu fui ironico ao citar torcedores e fãs, só para deixar claro que todos se sentem perseguidos no Brasil, todo mundo, até as maiorias se sentem perseguidas. A sociedade que vivemos é essa, deve mudar? Claro, mas a mudança é lenta e gradual, falo em termos de oportunidades, violência é uma questão de segurança pública e nada tem a ver com uma sociedade “machista e patriarcal” , agora só porque existe um desigualdade de oportunidade vai ficar chorando? Corre atrás, desde cedo eu sabia que por ser negro eu deveria ser duas vezes melhor que qualquer branco, caso entrasse numa disputa, isso me desmotivou e me fez fazer passeatas para dizer que sofro preconceito? Não, eu entendi que deveria correr atrás, e foi o que eu fiz e estou fazendo, então para com o drama, as mulheres sofrem preconceito no mercado de trabalho? Sofrem, mas estamos caminhando para que no futuro isso acabe, vocês já avançaram muito e continuam avançando, então não cabe forçar uma mudança bruta, são séculos de costumes que querem mudar em décadas, difícil, então menina corre atrás.

          • Raphaela Protásio

            Quem disse que eu não corro atrás de nada? Parabéns, você é um negro que venceu na vida, mas você não acha errado o fato de você ter tido que dar 2x mais que uma pessoa branca só pela sua cor? Eu diria que pela minha história de vida eu corri muito atrás das minhas conquistas e alcancei muitas coisas incríveis, mas isso não quer dizer que ser mulher foi uma coisa fácil para mim. Eu vou para a faculdade e tenho que ouvir todo tipo de cantada na rua, eu tenho professores que consideram que mulheres são menos capazes que homens. Isso não me fez desistir, mas me fez questionar. Essas coisas precisam mudar, você querendo ou não.

          • Carlos Santos

            Não disse que você não corre atrás, o que eu digo que não adianta ficarmos chorando porque a sociedade é injusta. Tem que mudar? Claro que tem, mas temos que compreender que a mudança é lenta e gradual, essas mudanças são visíveis, há 50 anos atrás era muito mais difícil ser mulher ou negro no mercado de trabalho, hoje não estamos no nível que queremos mais estamos melhor que antes e melhorando aos poucos. A escravidão foi abolida há quantos anos? 116 anos, em termos históricos é pouco tempo, por quantos séculos houve escravidão? Há quantos anos as mulheres iniciaram sua independência? Meio século é pouco perto dos milhares de anos que vocês foram subjugadas. Mas aos poucos iremos ter uma sociedade justa tanto para negros, mulheres e outras minorias. Espero pelo dia que ninguém precise ser 2x melhor do que ninguém por causa da sua cor de pele, sexo, orientação sexual ou religiosa, esse dia vai chegar, mas não vai ser através do radicalismo. Estou longe de ser machista, creio que o que deve definir as oportunidades que cada pessoa deva ter é sua capacidade, não qualquer outro quesito discriminatório, porém, não gosto do feminismo, no geral as feministas defendem a ideia que as mulheres são superiores aos homens, a mesma ideia que os machistas defendem de que os homens são superiores. Esses extremos são prejudiciais a sociedade.

          • T.

            Você está erroneamente confundindo feminismo com femismo. Leia direitinho esse texto aqui: http://feminismosempre.wordpress.com/2011/07/10/feminismo-ou-femismo-sao-coisas-completamente-diferentes/

    • Giulia Angelita

      querido Carlos, você vive em que mundo??
      oh sim, claro, vive no mundo dos homens
      aí entra aquela boa e velha pergunta: e os home? e o sofrimento dos home? e o mimimimimimimimimimi
      para de chorar que tá feio, tá escroto

      vamos por tópicos pra ficar organizado e bonitinho:
      * Aposentadoria – mulheres se aposentam mais cedo sim, porém desde que conquistaram o direito de trabalhar e ganhar dinheiro (não sei se você já foi informado, mas essa tarefa elementar foi um direito que teve que ser batalhado para a conquista, visto que antes o único trabalho da mulher era cuidar da casa, dos filhos e servir o marido) elas passaram a cumprir jornada dupla, pois além de ter que trabalhar e ganhar dinheiro, ainda precisam dar conta da casa, dos filhos e do marido (caso o tenha)

      * Expectativa de vida X Índice de Mortes – isso é um dado realmente muito óbvio e não tem teor teórico e sim sociológico prático. Como homem, você foi ensinado o que? Que se cuidar é “coisa de bixinha”, que ter medo é “veadagem”, foi questionado sobre “se você é homem ou um saco de batatas?” (BINGO!!!! patriarcado e exaltação da masculinidade exorbitante passaram por aqui). Ambos os dados estão relacionados ao comportamento masculino no geral. Mulheres fazem mais exames preventivos periódicos, se cuidam melhor (não só da estética como da saúde, alimentação, etc) e cometem menor número de imprudências. Você que gosta de dados, dá uma olhadinha nesse gráfico aqui: http://migre.me/iGuRZ (é sobre acidentes de trânsito em relação ao sexo). Você tem alguma dúvida de que homens realmente morrem mais cedo? Não é sexismo, nem machismo nem feminismo, é pura imprudência!

      * Serviço Militar – é sim obrigatório apenas para homens (em tempo de paz, pois se o país se encontrar em guerra ele pode sim convocar mulheres também), porém o oficio desse serviço é praticamente facultativo, pois você tem várias maneiras de “se livrar” de ter que fazer as atividades do exército. Se você estiver com algum curso em andamento, tiver algum tipo de lesão, algum problema de saúde, emprego fixo você será dispensado. Se você foi dispensado, não tem motivo pra estar chorando nesse post.

      Fica uma sugestão:: que tal ao invés de ficar reclamando por conta do tal “serviço obrigatório que de obrigatório não tem nada” você não começa a reclamar pelas mulheres que estão sofrendo agressões constantes físicas e verbais vindas de vocês, homens?
      você pode ter uma filha, você teve uma mãe. essa mãe pode ter sofrido sem você nem saber, sua filha pode sair comprar sorvete e ser estuprada no caminho. ESTUPRADA, AGREDIDA.

      é esse o ambiente que te agrada, Carlos?

      • Robson

        Assim como ela (Sua filha) pode sair e ser atropelada, ou tropeçar e quebrar o pescoço, entre tantas outras coisas podem acontecer… E não é só com as mulheres que pode ocorrer essas coisas, podem ser com homens(Sei que pode ser difícil vc acreditar nisso mas é verdade). Tenho uma irmã de 23 anos e nunca vi ela sofrer nenhuma agressão física talvez aonde você viva o mundo seja mais perigoso para as mulheres…

        • Raphaela Protásio

          Fico feliz pela sua irmã, mas não venha comparar o caso dela como o todo, isso se chama falácia anedótica. E sobre estupro e agressão, a quantidade de homens e mulheres que sofrem com isso não é nem de longe comparável.

      • Carlos Santos

        Minha filha, vamos lá, pra começar quem tá de mimimi são vocês vítimas de uma sociedade ‘machista e patriarcal’, eu estou cagando se a sociedade favorece um ou outro, faço meu trabalho e corro atrás do sucesso, simples.

        Agora vamos por tópico pra ficar organizado e bonitinho ;)

        * Aposentadoria: Você está me dizendo que quando definiram que as mulheres iriam trabalhar 5 anos a menos eles levaram em consideração o fato de algumas mulheres cuidarem da casa? kkkkkk Essa foi pra descontrair né?

        * Expectativa de vida X Índice de Mortes – Tudo bem as mulheres se cuidam mais, claro, concordo. Mas você não acha que essa sociedade ‘machista e patriarcal’ se preocupa muito mais com a saúde da mulher que a dos homens? Um único dado, no Brasil o câncer de próstata mata igual ao câncer de mama e você não ver tanta campanha publicitária em relação da importância da prevenção ao câncer de próstata.

        * Serviço Militar – Entramos numa área que vejo que você desconhece. O serviço militar é obrigatório aos homens em tempo de paz e em guerra os homens serão convocados para o front de batalha, ponto. As mulheres também participam? Sim, mas longe dos Teatros de Operações, realizando apoio logístico, muitas das vezes em Hospitais de Campanha. Você me cita maneiras de se ‘livrar’ do serviço, (Patriotismo está em alta por aqui), mas vou te esclarecer, hoje em dia dá para ‘se livrar’ pq o número de vagas para recrutas é inferior a demanda, isso pq vivemos num período de relativa paz e sem ameaças externas, mas tudo isso pode mudar em uma década ou mais, o futuro é incerto, e se o número de vagas for igual a demanda não terá cursinho certo que te ‘livre’ do serviço, nem mesmo emprego fixo, pq como desconhece poucos assinam a carteira de quem ainda não se alistou, por temer exatamente isso. E outra, só não me ‘livrei’ do serviço a pátria, como já dediquei (e ainda dedico) 5 anos ao país, já fui em lugares que nem imagina e já vi coisas que vc nunca verá.

        * E sobre a sugestão o Robson foi cirúrgico.

        P.S.: Queria deixar claro que luto por uma sociedade justa e igualitária para todos, mas não concordo com esse feminismo, ele é tão prejudicial quanto o machismo.

      • http://www.feedbackmag.com.br/ Ringo Estrela de Almeida

        Princesa Giulia está entre nós, ou você é a substituta?

        Pesquisei o nome da autora no Google, para ler outros textos dela, e achei esse link: http://giuliaestamorta.blogspot.com.br/2014/03/a-verdade-sobre-giulia.html. Meio doido, mas se tem uma princesa aqui, eu a saúdo.

  • Victor Fortunato Lucas

    Parabéns RAPHAELA pelo texto e seja bem vindo a FEEDBACK MAGAZINE :)

    • Raphaela Protásio

      Obrigada!

  • Luã Braga

    Muito bom, Raphaela ! Contribuição de alto nível pra um debate que anda vulgarizado e tratado de maneira estupidamente superficial. Bem vinda ao lado esquerdo da revista, e se prepare para as marteladas ! rsrs

    • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

      Lá vai a esquerda buscar coletivização… Daqui a pouco vão criar um coletivo para publicar por aqui.

      Não temos um lado direito, mas ao que parece, agora temos esquerdo.

      • Carlos Santos

        Em todo lugar a Esquerda quer dominar a força, olha ai já se organizando, daqui a pouco vão dar um golpe é expulsar os direitistas daqui, rs.

      • Luã Braga

        Não tem um lado direito.. É só por acaso que 90% dos colunistas tem a mesma opinião

        • Rodrigo Cotton

          Discordo completamente. O problema da esquerda é achar que todo mundo que não é de esquerda é de direita.

          • Luã Braga

            Essa dicotomia é problemática em si. Eu concordo muito mais com amigos meus ultraliberais da FGV do que com meus amigos stalinistas/maoistas/castristas.

          • Rodrigo Cotton

            Difícil acreditar, visto que teu discurso é bastante alinhado ao deles.

          • Luã Braga

            Deve ser tão difícil quanto é pra mim ver liberais criminalizando a maconha, se opondo a união civil gay e defendendo oligopólios, rs.

          • Rodrigo Cotton

            Você tem que aprender a diferença entre liberal e libertário. Quanto aos oligopólios, não sei de onde você tirou que algum liberal defende isso. A livre concorrência é a bandeira primordial de qualquer defensor do liberalismo. A formação de cartéis é mais comum em governos intervencionistas, como no Brasil, onde os empresários que são amigos do governo acabam tendo diversas vantagens em detrimento dos novos empreendedores que não são apadrinhados por ninguém.

          • Luã Braga

            Quem financia as campanhas desses “governos amigos” ? Poder econômico e poder político sempre andaram de mãos dadas, desde o desenvolvimento do capitalismo mercantil ainda no século XVI, antes de qualquer revolução burguesa.Enfim, não tenho muito saco pra discutir aqui no internet não. Qualquer dia marcamos um debate.

          • Rodrigo Cotton

            O problema não está no financiamento de campanha em si. Cada um faz o que quer com o seu dinheiro. O problema é o estado ter poder suficiente a ponto de, uma vez eleito, beneficiar os empresários que os favoreceram. Liberalismo combate isso. Quem visou reunir todo poder político e econômico foi Marx. Controlar os dois é o sonho de todo marxista, não dos liberais. Essa dissociação entre os poderes é o que precede todo e qualquer milagre econômico. Os exemplos estão aí e são muitos.

          • Luã Braga

            A união do poder político e econômico começou com o Marx ?? E as expansões marítimas financiadas pela coroa portuguesa e espanhola ? E a companhia das índias ? E o protecionismo inglês que dava exclusividade no comércio de ouro com Brasil ? (que foi inclusive o que sustentou a Revolução Industrial – e não a “livre iniciativa”). E as “independências compradas” cujos reflexos na dívida pública das ex-colonias ainda se sente ? O primeiro “O Capital” é de 1867. O poder econômico e o poder político já eram um amálgama bem antes disso.

          • Rodrigo Cotton

            “Quem visou reunir TODO poder político e econômico foi Marx”

            Atenha-se ao que eu disse. Não mude minhas palavras.

            É óbvio que nas antigas monarquias todo o poder eram concentrados, mas aquilo não era liberalismo, como você bem sabe. Ele veio depois e é dele que estou falando. Foi ele quem separou esses poderes, Marx quis reuni-los novamente e é disso que estou falando.

            Essa sua afirmação a respeito da Revolução Industrial é tipicamente marxista. Mises discorda completamente. A revolução industrial foi um divisor de águas nas história da humanidade. Fez muito mais pelo povo do que todo e qualquer movimento social posterior.

            Repito, a dissociação entre o poder econômico e o político, a liberdade de iniciativa individual, e todas as outras medidas liberais, permitiram uma redistribuição natural da renda e dos bens de consumo produzidos por toda a população. Ocasionou ou aumento dos salários, da expectativa de vida e também da qualidade. Permitiu que o trabalho infantil fosse progressivamente erradicado e liberou parte dos homens do trabalho braçal. Negar a importância da livre iniciativa no progresso da revolução industrial é tolice.

          • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

            Acho que o Rodrigo tenta dizer que Marx visou uni-los em prol da sua ideia, da ideologia, que inevitavelmente fortaleceria o Estado, para defender o proletariado dos burgueses tiranos… Aquele blá-blá-blá dele. Já o liberalismo visou destituir esse poder.

            No liberalismo de John Locke, por exemplo, dito político, vemos isso. A ideia de separar as coisas e diminuir o poder do estado exatamente para retirar a possibilidade dessas maracutaias.

          • Luã Braga

            Acontece que o desenvolvimento do capitalismo industrial não rompeu com a simbiose entre poder político e econômico do capitalismo mercantil, mas aprofundou. A velha história dos empreendedores individuais em regime competitivo alavancando a economia existiu por um breve período de tempo na Europa e nos EUA. E, mesmo assim, esse suspiro de liberdade econômica só foi possível devido a espoliação das riquezas das colônias anteriormente (como, no caso da Inglaterra, o exemplo que dei do monopólio do comércio de ouro com o Brasil). Uma vez consolidadas as instituições financeiras monopolistas dos países centrais da Europa, e com a expansão comercial subsequente, qualquer argumento pró liberdade de mercado que não considere uma reestruturação total do um sistema econômico global já hegemonizado vira ideologia pura. Basta ver como as expansões comerciais recentes dos países centrais quase sempre foram acompanhadas por expansões militares. Eu concordo com as críticas ao Estado proletário do Marxismo ortodoxo, acontece que os próprios marxistas da teoria crítica refutaram isso. Existem teorias de (uma leve) inspiração marxista que não propõe essas besteiras de ditadura do proletariado e tudo mais, parem de insistir nisso, rs.

          • Luã Braga

            Ta vendo, disse que não tinha saco pra ficar discutindo na internet mas já escrevi uma bíblia, rs. Qualquer dia conversamos melhor sobre isso

          • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

            Um assunto complexo como esse não tem como não gerar “Bíblias”.

          • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

            Cara, “Capitalismo Insdustrial”, “Capitalismo Mercantil”, me referi, teoricamente, ao Liberalismo. Somente isso, no nome correto, pois capitalismo é nome dado por Marx, na sua interpretação materialista histórica, e até evito usar.

            O fato é, você conhece até os marxistas que refutam os marxistas, mas é os autores da escola austríaca, conhece? Mises e seus “filhos”?

            Aqui vamos sempre de Marx a Marx, não deu certo de um jeito, já temos outro. Defendo, como os americanos, de largarmos isso. O mundo hoje é keynesiano, se está ruim, vamos reclamar com Keynes, rs. Eu quero ver as federais caindo dentro da Escola Austríaca, suas refutações, suas afirmativas, para aí sim dizer (seus alunos) o que é pura ideologia o que não é.

            No mais, nem sou especialista da área; longe, longe disso, tenho apenas interesse marginal. Minha contribuição aqui foi básica de forma a ajudar no entendimento daquilo que o Rodrigo havia dito.

          • Luã Braga

            Conheço sim. Sobre os austríacos, como eu disse : “Qualquer argumento pró liberdade de mercado que não considere uma reestruturação total do um sistema econômico global já hegemonizado vira ideologia pura.”. A discussão vira epistemológica. Uma teoria que propõe modelos (no caso dos austríacos, modelos econômicos) não é destacada do tempo e do espaço, muito menos da história e das estruturas. A conjuntura histórica forjou instituições e corporações poderosíssimas, em um contexto em que poder econômico, militar e político andam juntos. No meu próximo texto mais detalhado sobre a Monsanto isso vai ficar claro. Como essas três dimensões apareceram na trajetória sangrenta da empresa (política, econômica e militar). Essa abordagem histórica e a mentalidade das elites que possuem esse poder acumulado é que me fazem discordar dos austríacos.

          • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

            Estranho. Conhece e aplica essa frase a eles – vazia, a meu ver. Se falarmos de Rothbard e do PNA, vemos que “reestruturação total do um sistema econômico global” é inaplicável, e até moralmente errada, sob ótica libertal/libertária, cada país é senhor do seu destino. Devemos destacar sempre uma premissa num papo como esse: somos ou não a favor da liberdade de mercado? Esse é um ponto importante, que elimina tergiversações. Ao olhar sempre para o macro, a dominação global, as malvadas super empresas… Criamos uma sensação, falsa, de que realmente entendemos todo este jogo e buscamos políticas de controle, para subtrair poder de uns, conquistado via regra vigente de mercado, para entregar a outros, eleitos para governar, e a força. Mas o pior é o prejuízo que causamos, com o intervencionismo, aos menores produtores, que são os que realmente movem a roda.

            Sim, é uma discussão realmente epistemológica e não vejo como isso pode ser um problema ou algo de menor valor, acho de total valor. Acho também que estas críticas às empresas são viajadas, quando as classificam como “sangrentas”, por exemplo. O que estou vendo sobre a Monsanto, até o momento, pelo seu último texto, é que gera 10.000 empregos pelo mundo. Mas continuarei lendo, aguardo o próximo texto para descobrir mais.

            “Muitos lutam pelo poder, mas alguns se acham moralmente melhores ao fazer isso.”

          • Luã Braga

            Oi ?! Só o que você viu foi isso ?!?! A Monsanto financiou guerras, contratou mercenários (assim como a Chevron e o Deutsche Bank) e infiltrou funcionários no Estado e nas instituições pra aprovar leis e pesquisas que beneficiassem os produtos carcinogênicos deles !! Sério, não tem nada de menos liberal do que isso. Então a influencia do Estado no mercado é errada, mas a influencia do mercado no Estado não ? A sua pergunta foi ótima : “Somos ou não a favor da liberdade de mercado” ? A Monsanto e a maioria das grandes corporações NÃO SÃO. Quando falo da mentalidade das elites, é justamente a condição de quem tem poder econômico acumulado em não querer abrir mão, e pra isso se faz uso do poder político e militar. E você tá com uma imagem errada das minhas tendencias ideológicas. Fazendo ataque a espantalho. Eu NUNCA sugeri a estatização da produção, NUNCA fui a favor o Estado proletário, nem do keynesianismo (Se vc me visse discutindo com amigos petistas…). A gente precisa dar uma passo a frente e superar esse debate de guerra fria. Outras formas de gestão e outros modelos de desenvolvimento são possíveis. É preciso buscar formas de democratizar a produção e facilitar a gestão direta da vida econômica pelos indivíduos. E nesse ponto libertários e marxistas não-ortodoxos podem se unir sem o menor problema. Só que pra isso é preciso tratar os fatos como fatos, e não insistir em modelos desprendidos da realidade. Um texto que traduz bem o que eu to falando é esse (de um portal liberal, diga-se de passagem, citando um monetarista) :
            http://mercadopopular.org/2014/02/milton-friedman-desestatizacao-a-cubana-e-privatizacoes-tucanas/

          • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

            Ora, Luã, foi retórica a afirmativa. E realmente, declarei que lerei adiante e não afirmei nem “desafirmei” nada, me ative a um número básico exposto por você.

            “Então a influencia do Estado no mercado é errada, mas a influencia do mercado no Estado não ?”

            Depende do que falamos. Acho lícito empresas, assim como cidadãos, fazerem doações de campanha. Coibir isso é agir contra a Liberdade. O que não quer dizer que endosse práticas ilícitas, por lei, como, sei lá, o exemplo que deu, financiar guerrilhas para obter vantagem no mercado via guerra. Falo isso de forma conceitual, sobre esses exemplos e empresas citadas não tenho informação a respeito.

            “E você tá com uma imagem errada das minhas tendencias ideológicas. Fazendo ataque a espantalho. Eu NUNCA sugeri a estatização da produção, NUNCA fui a favor o Estado proletário, nem do keynesianismo (Se vc me visse discutindo com amigos petistas…).”

            Cara, nada disso. Eu em nenhum momento disse isso de você, que é keynesiano e tal. O que sei é o que disse, que é de esquerda, o que pode revelar muita coisa. Então não estou com imagem errada e atacando espantalho, na verdade, nesse trecho foi você que meio que fez isso. Por isso minha pergunta “ótima”, segundo você, para definir premissas. Se é a favor, sua intenção é boa na minha análises e podemos divergir na forma, mas só de buscar liberdade já concordamos em alguma parte.

            O problema é realmente a forma, “democratizar a economia” é verbete bonito, mas é inevitável que seria preciso forte intervenção dos governos, o que pode gerar injustiças também. Podemos apenas mudar o poder de mãos e seguir com muitos problemas. Sou cético quanto a isso: Governos resolvendo esse problema. Não estou em contexto de Guerra Fria, apesar dele existir ainda – de outra forma, claro, olha o Duguinismo aí -, mas não pensei nisso aqui.

            Não acho que ninguém pode se unir com marxistas de qualquer credo, rs, acho que eles jogam contra mesmo, de um jeito ou de outro, mas sua fala é real. Você pode até entender como preconceito meu contra marxistas, e pode ser mesmo, mas um alinhamento com eles não é necessário pra mim. Muita gente pensa por aí, sei disso, você cita libertários e sim, os left-libs crescem entre os jovens. Com essa visão de união. Mas eu não tô nessa, simplesmente. Tô em bem longe dos libertários, que julgo por demais idealistas. Os left-libs então, ainda mais.

            Longe de mim ignorar fatos e desprender-me da realidade, se viu isso em mim, tu sim fez julgamento errado, mas entendível mediante o pequeno papo. Mas não, bem longe. Quando der leio esse texto.

          • Luã Braga

            Não só esse texto, mas recomendo o portal como um todo ! É disparado o melhor portal liberal que conheço

          • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

            Conheço ele, mas não leio frequentemente. São muitos sites para ler, você deve sofrer do mesmo mal.

    • Raphaela Protásio

      Obrigada! Agora juntos poderemos roubar os martelos, juntar com as minhas foices, começar a pregar o marxismo cultural, alienar as massas enquanto nadaremos em dinheiro e o cidadão de bem viverá na miséria. (desculpa, não tem como eu não rir dessa “ameaça de golpe” que estamos oferecendo).

      • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

        Ironia da ironia, isso é possível? Rir de quem ri?

        • Raphaela Protásio

          poxa, eu nem estou autorizada a fazer piadas mais?

          • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

            Não é preciso autorização para isso. Mas piadas geram outras piadas, ironias também, até que ninguém mais se entenda. Rs.

          • Raphaela Protásio

            Achei que aqui estivesse bem claro o que era piada e o que não era…

  • Leonardo

    Eita, interessante ponto de vista mas quando tiver mais velha e mais “rodada” se arrependerá dessa “pseudo” ideologia.

    • robert luiz souza de melo

      Acha mesmo que é tão difícil assim arranjar homem?

  • André Pessimista

    Escuta, a pessoa de saia da foto e um homem????????????????????????