Falta d’água aflige fluminenses – Represa do Funilopera abaixo de 20%, quando o normal seria entre 70% e 80%

Falta d’água aflige fluminenses – Represa do Funilopera abaixo de 20%, quando o normal seria entre 70% e 80%

0

A seca que atinge a Região Sudeste, em 2014, reduziu drasticamente o nível de água nos reservatórios e no rio Paraíba do Sul. A situação é alarmante e deixa os fluminenses em estado de alerta, com a possibilidade de falta d’água.

 

Segundo especialistas a situação do estado é tão crítica quanto a de São Paulo, que desde o início do ano sofre com os níveis de água do sistema Cantareira. Um retrato da atual situação é a Represa do Funil, em Itatiaia, sul fluminense, que opera abaixo de 20%, quando o normal seria entre 70% e 80%.

 

A falta d’água já é sentida pelos moradores do Grande Rio, como é o caso da estudante Mariana Ferreira Borges, 22 anos, moradora de Miguel Couto, Nova Iguaçu:

 

– A gente nunca sabe quando faltar. Temos duas caixas e uma cisterna para armazenar água. Mas tem semana que não cai água e a cisterna seca, e temos que racionalizar o consumo.

 

A situação é tão crítica que o Ministério Público Federal já pediu a decretação de calamidade pública no estado por conta de falta de água que algumas cidades já vêm sofrendo.

 

Caso não volte a chover em breve, o risco de colapso de abastecimento de água pode atingir mais de dez milhões de fluminenses neste fim de ano. A situação é ainda mais calamitosa por conta da crise paulista, que levou o governo de São Paulo a represar volumes do Rio Jaguari, um dos afluentes do Rio Paraíba do Sul, acima do permitido pelo governo federal.

 

Especialistas afirmam que a crise hídrica está chegando num nível tal que mesmo que volte a chover normalmente não seria suficiente para sanar o déficit, e que pode levar vários anos para que a situação volte a se estabilizar.

 

Diante da atual situação, nem mesmo o governo do estado alinha o discurso. Em 16 de outubro, o Pezão, governador reeleito, afirmou que o Rio correria o risco de racionamento de água, caso a seca não acabasse em trinta dias.

 

“A gente ainda tem o sistema de Ribeirão das Lajes, da represa da Light, e a vazão que está se tirando em Santa Cecília. Mas se a seca continuar pelos próximos 30 dias, vamos ter problemas”, disse Pezão.

 

O alerta foi feito durante a sabatinada realizada pelo jornal O Globo, no decorrer da campanha eleitoral.

 

Porém, segundo foi noticiado no Portal G1, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Portinho, não compartilha do mesmo pensamento do governador, e descartou a possibilidade de haver racionamento de água no estado não só agora como em 2015. Ele disse que os problemas com a seca são pontuais e que a pior fase já passou. Mesmo que chova pouco nos próximos meses, não haverá racionamento até 2015, garantiu o secretário, acrescentando ainda que a expectativa é que as chuvas de verão regularizem o abastecimento.

Carlos Santos
Estudante de jornalismo, escritor amador, poeta de ocasião, cronista fortuito e colunista inconstante. Além de tudo, é um ex-comunista que dobrou a Direita.

Leia também...

 
Dê mais vida a Feedback Mag., para sua imagem aparecer ao lado de seu nome nos comentários, cadastre-se no Gravatar usando o mesmo e-mail com o qual você comenta aqui na revista. Leva 2 minutos.