Eles lá e nós aqui

Eles lá e nós aqui

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07 de janeiro de 2015. Provavelmente essa data entrará para a História como um marco na luta contra o terrorismo e a intolerância religiosa, e na defesa da liberdade de expressão.

 

De lá pra cá muito se falou e ainda se fala sobre o atentado contra o semanário francês Charlie Hebdo. Muitos para a minha surpresa tentaram justificar a barbárie: “Mas mexeram com os muçulmanos, eles são assim mesmo.”, outros foram além, e defenderam os ataques: “O saldo foi positivo, não se mexe com Deus.”, algo me diz que este não é o amor que Jesus pregou quando veio pregar a palavra de Deus.

 

E para completar o absurdo, conseguiram abrir espaço na agenda para vitimizar os muçulmanos com uma suposta “islamofobia”.

 

Mesmo partindo do princípio que há “islamofobia” na Europa, e no Ocidente como um todo, qualquer ato praticado desta natureza não chega perto do que fazem com os cristãos no Oriente Médio. Lá não há “cristãofobia”, lá há um genocídio cristão. Eles matam, matam por intolerância, matam por ódio.

 

Mas já sei: “Nem todos são radicais, a maioria são moderados, eu tenho até um amigo, que tem um amigo muçulmano. E ele não anda por aí com uma bomba na cintura.”

 

Tudo bem, eu acredito que esse muçulmano, amigo do seu amigo, não pense em explodir os outros por aí, como a maioria não pensa. Os radicais, segundo os órgãos de inteligência do mundo, somam “apenas” de 15 a 25% da população islâmica.

 

Mas estamos falando de 15 a 25% de uma população que supera o bilhão de seguidores. Estamos falando de uma grandeza de 150 milhões a 250 milhões de radicais, uma população tão grande quanto a brasileira. Imagina o Brasil inteiro disposto a acabar com o mundo ocidental, e contando com a simpatia de outras centenas de milhões de pessoas nesta Cruzada? Pois grande parte dos 75% dos moderados apoiam os radicais, mesmo sem ter a intenção de fuzilar alguém, ou de se explodir em praça pública.

 

Se as charges publicadas pela Charlie Hebdo são de péssimo gosto, cabe a cada um avaliar. Tem gente que gosta, e gente que não gosta, normal. Mas a revista exercia o seu direito de Liberdade de Expressão concedida pela Justiça do seu país.

 

Os cartunistas do Charlie Hebdo também satirizavam os cristãos.

Os cartunistas do Charlie Hebdo também satirizavam os cristãos.

 

Na sociedade Cristã-Ocidental aprendemos que quando nos sentimos ofendidos devemos buscar na Justiça a retratação. Somos civilizados, por isso agimos assim. A Charlie Hebdo publicava charges satirizando todas as religiões, e nem por isto vimos cristãos ou judeus fuzilar seus cartunistas.

 

No Ocidente ensina-se que quando não se gosta de um determinado veículo de comunicação, não se consome.

 

Mas os islâmicos não. Eles pensam diferente, querem impor suas convicções por meio da violência. Eles, portanto, não estão aptos a viverem no mundo Ocidental, civilização que foi fundamentada nos preceitos da Liberdade. A própria França exportou esta ideia ao mundo na Revolução Francesa com o lema: “Liberdade, Igualdade e Fraternidade.”

 

No mundo deles não há liberdade de expressão, de imprensa, religiosa, de orientação sexual, para as mulheres, não existe liberdade de forma alguma, eles se incomodam com a nossa Liberdade.

 

Tente professar sua fé nas terras deles. Sem chance. Por que então devemos estender os nossos direitos fundamentais a eles?

 

Não é o dono da casa que se adapta a visita, é a visita que se adapta aos donos da casa. Nossa terra, nosso costume. Se eles não se adaptam com o nosso modo de vida, se não se acostumam com a liberdade que defendemos, que voltem todos para o Oriente Médio.

 

O Ocidente não pode pôr seus filhos em risco por conta de muçulmanos moderados, onde muitos deles concordam com o terrorismo religioso.

 

Fechemos nossas portas, o mundo é grande demais para todos. E, neste caso, eles lá e nós aqui!

Carlos Santos
Estudante de jornalismo, escritor amador, poeta de ocasião, cronista fortuito e colunista inconstante. Além de tudo, é um ex-comunista que dobrou a Direita.

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