“Dois iguais não fazem filho”

“Dois iguais não fazem filho”

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Não sou adepto do achismo e muito menos deturpador de conceitos, algo peculiar à Esquerda. Portanto, antes de banalizarmos a “homofobia” devemos entender o que realmente venha sê-la.

 

Homofobia: homo, pseudoprefixo de homossexual, fobia do grego φόβος “medo”, “aversão irreprimível”.

 

Então “homofobia” significa aversão irreprimível, repugnância, medo, ódio, preconceito que algumas pessoas ou grupos nutrem contra os gays de uma forma geral.

 

Agora que já entendemos o que vem a ser Homofobia de verdade, vamos ao caso em questão.

 

O candidato Levy Fidelix (PRTB), ao ser questionado pela candidata Luciana Genro (PSOL) sobre quais eram suas propostas para a população LGBT, deu a seguinte resposta:

 

“Olha, minha filha, tenho 62 anos e, pelo que vi na minha vida, dois iguais não fazem filho, e aparelho excretor não reproduz.”

 

Sou um pouco menos vivido que Fidelix, mas também já cheguei a mesma conclusão. Dois iguais não fazem filhos e aparelho excretor não reproduz. Onde está a mentira na afirmação? Se algum militante gay me mostrar em qual parte há algum equivoco na fala de Fidelix, eu engrosso o coro de acusações contra ele.

 

O que acontece é que vivemos hoje uma banalização grotesca do racismo e da homofobia. Não sou a favor da criminalização do racismo e da homofobia, pois a legislação atual já trata sobre casos de preconceito e violência. E não vejo em qual ponto o preconceito contra um negro seja pior que o preconceito contra um cidadão branco e nem enxergo que a violência contra homossexuais seja mais crime do que a violência contra heterossexuais. É preconceito e crime do mesmo jeito, não há distinção, portanto, não há motivos para se mudar a legislação.

 

Fidelix constatou um fato e depois disse que como presidente da República não incentivaria o homossexualismo. Bastou, está sendo surrado em praça pública como a personificação da homofobia no país, do mesmo jeito que a torcedora do Grêmio, Patrícia Moreira, foi em relação ao racismo. Ele agora corre o risco de ter sua candidatura cassada. A OAB já entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a cassação da sua candidatura por conta das suas declarações.

 

Há um sensacionalismo exacerbado e uma inversão de valores que tenta destruir a família. Todos são livres para decidir o que é melhor para sua vida, entretanto, devem respeitar a decisão do próximo. Sobretudo a maioria, ela deve respeitar todas as minorias, em suas diferenças.

 

Porém, o que ocorre no Brasil hoje é que a minoria quer impor para a maioria sua visão de mundo. Hoje se um branco disser que tem orgulho de ser branco, é racista; e se um heterossexual disser que não deseja ter um filho gay, é homofóbico.

 

Não estou generalizando, existe o gay e a Militância Gay, e essa militância é extremista. E todo extremismo é burro. Fidelix falou como religioso e pai de família, constatou um fato e deu sua opinião, nada que tenha sido realmente ofensivo aos gays.

 

Link Youtube | Notem que não houve nenhum escândalo na hora, após a frase do Levy. Isso foi construído depois.

 

Estamos caminhando de forma progressiva para deturpação de valores morais da sociedade. A militância gay não aceita que um hétero não seja adepto de realizar sexo com seu órgão excretor. Ela quer implementar nas escolas a “Cartilha Gay” para crianças de sete anos de idade. A militância em dia de Parada Gay realiza sexo na rua e acha que isso é lutar contra o preconceito, aos olhos da Lei deveriam ser todos presos por atentado ao pudor. O Papa veio ao Brasil e a militância gay foi às ruas, introduziram objetos sacros no ânus, e aí de quem reprimi-los por isso. Essa mesma militância se infiltra no meio de cultos evangélicos e realiza beijos gays, e se forem repreendidos saem como vítima de homofobia.

 

Essa política de vitimização introduzida por aqueles que estão no poder, busca o enfrentamento entre os opostos. Sempre fomos reconhecidos mundialmente por sermos um país heterogêneo, com uma população que respeita as diferenças. Mas estamos nos encaminhando para uma sociedade dividida entre Brancos e Negros, Héteros e Gays, Ricos e Pobres. E isso está longe de minimizar a violência pontual que vemos hoje, vai agravá-la.

 

Não foi a resposta do Fidelix que incitou a violência, o que está incitando a violência é a reação dos líderes políticos destas classes extremistas e a militância gay. Estes sim estão gerando o ódio e o preconceito. Fidelix pode ter se equivocado em um ou dois pontos durante a sua resposta e sua tréplica, mas longe de ter sido ofensivo à comunidade LGBT. Apenas externou sua opinião, sem demagogia e hipocrisia.

 

Fidelix é um homem de coragem.

Carlos Santos
Estudante de jornalismo, escritor amador, poeta de ocasião, cronista fortuito e colunista inconstante. Além de tudo, é um ex-comunista que dobrou a Direita.

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  • Li

    Hoje em dia existe um medo muito grande em expor opiniões contrarias. Só temos duas opções, ou você segue a modinha ou você será perseguido.

    • Carlos Santos

      Enquanto país democratico ainda temos a opção de expor nossas opinião. Basta coragem, enquanto houver homens de bem neste país não curvaremos diante de nenhuma imposição que irá destruir nossos valores.

  • Francisco Tourinho

    Muito bom camarada, vc escreve muito bem!

  • Rafael

    Concordo com tudo, exceto quando você diz que a declaração de Fidélix não foi homofóbica. Seria até verdade se ele não tivesse terminado o discurso com “mas bem longe da gente”.

    Mas vale ainda lembrar que 1- A declaração, embora homofóbica, não necessariamente deflagra Fidélix como um homofóbico; julgo interessante avaliar como estava a cabeça dele diante de mais uma pergunta quanto ao casamento gay, acho que qualquer um ficaria de saco cheio, e ele pode ter extrapolado os limites por conta disso.

    e 2- O balbúrdio feito pela militância nem lembra como ele terminou o discurso. O trecho do órgão excretor já configuraria ele como a personificação do ódio, de acordo com esses grupos.

    • Carlos Santos

      Sim, claro, concordo em parte contigo. Por isso disse que ele se equivocou em um ou dois pontos duranre suas respostas. Mas colocações homofobicas, não fazem ncessariamente a frase ser homofobica. Ninguém da imprensa foi indagá-lo para esclarecer sua fala. Pode ter tido cunho homofobico, mas ficou longe de ter promovido o ódio contra os homossexuais.

  • http://igrejaexaltai.com.br/ Guilherme Barauna

    Excelente texto. A banalização do preconceito de uma forma geral é realmente esdrúxula. Caminhamos para que em pouco tempo, vivamos em um cenário de guerra. A segregação imposta por grupos sociais e representantes das chamadas minorias, se não detida, em pouquíssimo tempo tornará esse país um lugar insuportável.

  • Andre Kim

    engraçado que falar que “TEMOS QUE LUTAR CONTRA ESSA MINORIA” é só externar opinião. Se tivesse um gay falando isso sobre os heterosexuais, aposto que o posicionamento aqui seria bem diferente. Qualquer um falando que tem que lutar contra uma minoria, qualquer que seja a minoria, é um chamado a guerra, ao enfrentamento e ao combate MUITO claro. Só faltava ele convocar as pessoas para expulsarem minorias, que sejam, nem estou falando dos gays, para ser mais claro ainda. Expulsar ou matar, quem sabe, já que é só uma minoria, a maioria consegue sufocar e eventualmente dizimar essa minoria como já aconteceram tantas outras vezes na história…

    • Carlos Santos

      Eu recomendo que você volte no texto e leia com atenção. Porque, pelo visto, você apenas realizou uma leitura na diagonal. Fui claro quando me referir que ele, realmente, se equivocou em um ou dois pontos durante sua resposta e sua réplica.

      Agora não seja leviano, por favor, não adote a política da minoria perseguida. A falta de respeito está em ambos os lados, e se encontra nos extremos. Militantes gays, digo militantes, e não generalizo os gays, são bem ofensivos, vide Jean Willys.

  • Daniel

    A pergunta foi sobre o problema da violência contra homossexuais e não sobre o problema do homossexualismo…
    (aliás, qual o problema do homossexualismo?)
    Além do mais num mundo com 7 bilhões de pessoas e ainda tem gente que se preocupa com a continuidade da procriação humana, como se estivéssemos em escassez de contingente. As previsões são de que a população da Terra que demorou 500 milhões de anos para chegar aos 7 bilhões, demore mais 80 anos para dobrar de tamanho.. Se a raça humana corre riscos não por falta de procriar, mas sim por falta de insumos, como energia, comida e principalmente água.
    E o sujeito reduz o significado do casamento a um mero sistema de procriação… E o afeto, e a ajuda mútua, o papel cultural do casamento, os sonhos compartilhados?
    E ainda diz que os homossexuais precisam ser enfrentados. A proposição desse candidato não foi nem de enfrentar o homossexualismo propriamente dito, o que já é algo a se questionar, mas sim de enfrentar os homossexuais. E o pior, com covardia deliberada, já que, nas palavras do próprio, estes seriam minoria. Ele levantou a bandeira da violência, e aí, perdeu todo o argumento.
    Além de tudo, se dá o direito de julgar o ser humano não como indivíduo, mas como grupos, o que é a melhor maneira de se iniciar injustiças.
    E como cereja do bolo, associa pedofilia com homossexualismo: qual a associação? Não existem crianças do sexo feminino sendo abusadas por adultos do sexo masculino – e vice-versa???
    É tão bizarro que fica até difícil comentar.
    E pensar que esse era um debate para presidente, o cargo-mor de um país.
    E pensar que, se esse cara é pastor, e que tem gente que segue e confia no mesmo.
    Em pleno século XXI tem gente que ainda se permite, ou melhor, que busca quem lhe diga o que é certo ou errado. E aí aparecem esses líderes religiosos, o que por si só já é uma atividade que considero absurda. Mas no caso desse sujeito, pensar que tem gente que o segue, aí beira o inacreditável.
    Pra terminar o festival de bizarrices, a outra alienada não fala coisa com coisa também, que não vou nem comentar mais para não porque já deu né.