Diversidade de pensamento não deveria incomodar

Diversidade de pensamento não deveria incomodar

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Quando cito Lao Tzu ou Budha, irrito alguns católicos, e quando cito Jesus, ou algum trecho da Bíblia, irrito alguns ateus. Quando cito Sartre, irrito alguns liberais, e quando cito Bastiat, irrito todos os estatistas. Quando cito Olavo de Carvalho, irrito alguns libertários, e quando cito Rothbard, irrito os “neocons”. Quando cito eu mesmo então, irrito todo mundo.

 

Mas o que me irrita mesmo, é essa estreiteza intelectual que vê a necessidade de uma espécie de consenso no conhecimento, que ainda luta por bandeiras e estandartes (como aqueles que pecaram pela falta de personalidade, no inferno de Dante), e que não consegue ver a vida como um extenso (ou infinito) conjunto de possibilidades, preferindo reduzi-la a uma luta entre grupos bem definidos, uns lutando pela supremacia sobre os outros.

 

É como se estivéssemos em uma final de campeonato onde apenas um pensamento pudesse prevalecer, e deter assim, para sempre, o monopólio da virtude e da verdade.

 

Como se, pelo fato de alguém discordar de algum ponto específico de uma doutrina, ou do comportamento específico e pontual de algum pensador, todo o resto advindo da mesma fonte não mais prestasse.

 

Isso não é, e nunca será inteligência real.

 

“Escute tudo, e fique com o que for bom”, disse um grande mestre, com sabedoria e simplicidade.

 

É tão difícil assim que é preciso desenhar? E se eu desenhar, precisarei ainda explicar o desenho?

 

Abram a porra das suas cabeças, caralho!!

 

Pronto, falei.

Jonas Fagá Jr.
Jonas Fagá Junior é o codinome de uma alma perdida que, enquanto luta contra suas limitações, traz o pão à mesa através do trabalho como investidor autônomo e analista financeiro independente. No tempo livre, adora incomodar as pessoas extraindo sons estranhos de diversos instrumentos musicais, e publicando artigos, posts e tirinhas sem o menor sentido.

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  • Leonardo Tigro

    Não deveria, mas incomoda, e acho bom que incomode desde que discordâncias gerem benefícios no final. Gostei do texto.

    • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

      Geralmente, o que incomodado não tem interesse em gerar discordâncias benéficas. É exatamente esse o problema.