Diário de um Andarilho – O inimigo agora é outro

Diário de um Andarilho – O inimigo agora é outro

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É pau, pedra, fim do caminho… E assim começa mais uma peregrinação. Sim, sou eu, o cara dos empregos longe, isso está virando minha marca registrada. Depois de passar praticamente a vida inteira estudando e trabalhando perto de casa, o destino me deu a oportunidade de conhecer novos lugares (prefiro pensar assim).


Quando eu era apenas um freela (costumo me convencer disso, melhor que desempregado), consegui alguns clientes em alguns lugares que, na minha cabeça, eram bem longe de casa. Caxias, São João de Meriti e adjacências. Doce ilusão.


Como sabem (se não sabem, leiam: Andarilho I, II, III), arrumei emprego em uma agência de Nova Iguaçu, outro município, que na boa, parece outro estado de tão longe. Acordar bem cedo e pegar trem foi uma experiência única. Renderam boas histórias e experiências boas e ruins.


Não satisfeito, agora estou trabalhando em Nikite (Niterói City). Bom, diferente de Nova Iguaçu, dessa vez não preciso pegar trem, agora é um busão e uma barca. Pegar a barcar é o de menos, na verdade, é até muito agradável. Mar, brisa, frescor, poltronas acolchoadas, banheiro, bebedouro, nada de funkeiros ouvindo som alto e um balanço que mais parece um ninar. O problema é o busão! Aquela lata de sardinha ambulante é desanimadora, todos os dias eu vou do céu ao inferno, e como sempre, o inferno sempre parece durar mais. Levo uma hora de Bonsucesso a Praça XV. Por outro lado, levo 12 minutos da Praça XV a Niterói.


O céu...

O céu...


E o inferno!

E o inferno!


De uma coisa eu não posso reclamar, no ônibus eu aprendo muito mais. Descobri que “Na casa de caçador, chifre é prêmio.” Genial, não? Bom, levei algumas experiências passadas para as novas aventuras, como exemplo posso citar a arte ninja de dormir em coletivos. Tudo bem, não é a mesma coisa, mas vai, dá pra tirar uma soneca legal.


Qualquer dia desses eu conto para vocês algumas histórias engraçadas dessas loucas viagens de um andarilho.


Agora o bicho vai pegar! Tá de bobeira?

Diego de Lacerda
Filósofo de beira de esquina, publicitário, sonhador e empreendedor. Gosta de filmes, desenho animado e mais um monte besteiras sem sentido. É co-fundador desta revista e fascinado pela vida - não só a sua como a dos seus amigos. No twitter: @D_lacerda.

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  • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

    Diego, para de reclamar que agora é muito mais tranquilo, rsrsrsrs!! Faltou contar o quanto você tem que andar para pegar o tal ônibus. 

  • Luciene Dias

    Eu sei muito bem o que é isso, vivi algumas dessas aventuras com você e hoje vivo as minhas próprias aventuras no trem para Nova Iguaçu sozinha.
    Um dia a gente compra um carro e teremos aventuras de trânsito louco pra contar. rs

  • http://pulse.yahoo.com/_S6CALUC5JT5VPD2TNPGOYWUVPA Diego

    É Fernando, essa história está guardadinha, vou contá-las nos seus mínimos detalhes…hahhaha e Lu, um dia, e breve, contaremos essas histórias.

  • Weslley Oliveira

    “A arte ninja de dormir em coletivos”
    Essa aí eu sou mestre faixa vermelha! hshuaHSUHAUHSa

    • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

      Eu sou mestre nessa também, tenho uma técnica sinistra, hahahahaha.