Desvendando o Poker – Parte 2

Desvendando o Poker – Parte 2

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Fala galera!


Não, eu não fui abduzido por alienígenas nem sequestrado por uma organização secreta do governo, apenas tive alguns contratempos, mas cá estou novamente para a segunda parte da nossa coluna sobre o pôquer!


Na primeira parte, falei basicamente da essência do jogo e algumas regrinhas básicas, hoje nós vamos nos aprofundar um pouco mais e começar a ver o que realmente encanta no pôquer, a malandragem.


Antes de começar a falar sobre o blefe, preciso que vocês deem uma olhada nos valores dos jogos para que nós possamos começar a conversar com mais intimidade junto as cartas.


Veja no Full Tilt Poker as “mãos” mais altas do jogo.


Tenho um Royal Flush, quer apostar?

Tenho um Royal Flush, quer apostar?


Então vamos lá, você está jogando com seus amigos e recebe as seguintes cartas: três (3) e sete (7); aí o croupier abre o flop (as três primeiras cartas comunitárias) e: Rei (K), dois (2) e dama (Q). No turn abre um oito (8) e no river mais um rei (K), o que você me diria? Um péssimo jogo, certo? Depende…


Tudo no pôquer depende, jovem gafanhoto, se o pote estiver com um valor acessível a você, se você estiver se sentindo confiante e principalmente se você não confiar no jogo do seu adversário, arrisque! Veja bem, não estou falando para você atacar feito um louco em todas as mãos furadas que aparecerem na sua frente, mas arriscar um blefe de vez enquanto não mata ninguém e ainda corre o risco de você ganhar algumas fichas…


A menos que seu adversário já tenha jogado algumas vezes com você ou que você realmente faça uma cara não muito agradável quando uma carta ruim aparecer na mesa, ninguém vai saber que seu jogo é ruim, seja convincente e vá fundo! Muitos jogadores vão parando as apostas esperando uma carta salvadora que dificilmente aparece, então encontrar adversários sem nenhum parzinho sequer no river não é muito incomum, portanto se o seu feeling disser “aposta meu garoto”, não hesite.


Como já dizia a minha velha tia:


“Quem não arrisca, não petisca…”


World Series of Poker


Para a galera que está começando a gostar mais deste jogo, a ESPN costuma transmitir a World Series of Poker, que é o campeonato mundial. Lá estão os melhores do mundo e os comentaristas dão aulas de pôquer nas transmissões, vale a pena assistir.


Fora que o vencedor deste campeonato leva algo em torno de 8 milhões de dólares… Foi o caso do alemão Pius Heinz, de apenas 22 anos. Na última terça-feira (8) ele venceu o World Series of Poker que rolou em Las Vegas, levando 8,7 milhões pra casa.


Heinz disse que não sabe o que irá fazer com tanto dinheiro. Se quiser uma ajuda... | Créditos: Isaac Brekken/AP

Heinz disse que não sabe o que irá fazer com tanto dinheiro. Se quiser uma ajuda... | Créditos: Isaac Brekken/AP


Por enquanto é isso, prometo que a parte III não vai demorar tanto quanto a parte II. Deixem suas dúvidas e um abraço a todos.

Felipe Mariano
Felipe Mariano Ferrão Gonçales está enrolando muito para finalizar a sua faculdade de Comunicação Social - Publicidade e Propaganda. Trabalha como Diretor de Arte na Agência Sides. É apaixonado por lutas e praticante de luta livre esportiva. Torcedor fanático do Flamengo, não consegue ser imparcial quando o assunto é seu time de coração.

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  • Fernando Henriques

    Vou aguardar os próximos artigos para me familiarizar mais com o pôquer e só depois marcar uma partida com o master Felipe Mariano – com direito a salgadinhos à vontade.