Desvendando o Poker – Parte 1

Desvendando o Poker – Parte 1

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Bem amigos da Feedback Maganize, cá estamos mais uma vez para comentar o jogo de cartas mais popular em cassinos, e que por esse motivo enfrenta barreiras e preconceitos no Brasil: o pôquer.


A fim de esclarecer dúvidas, dar algumas dicas e até mesmo incentivar sua prática, criamos essa coluna especialmente para tratar sobre este jogo tão marginalizado (na acepção da palavra).


Este primeiro artigo será dividido em duas partes. A primeira tem como objetivo garantir o melhor entendimento sobre o jogo. Já a segunda, será escrito de acordo com as dúvidas levantadas por vocês, leitores.


Jogo de azar? Tô nem aí!Ao ouvir falar do pôquer, bingo, blackjack, roleta e outros jogos, pensamos diretamente na expressão “jogo de azar”. Mas será que todos estes jogos são mesmo “de azar”? Estamos aqui para provar que, pelo menos, o pôquer não!


Vocês poderiam me perguntar: “Como um jogo em que você depende de um baralho pode não ser um jogo de azar?”; E a resposta é simples: Em um jogo desse tipo alguém poderia ganhar de um par de ases com um par de dois? No pôquer é possível, basta você blefar (jogar como se você tivesse a melhor mão da mesa para assustar seus adversários e forçá-los a desistir) e pronto, você ganhou.


Sim, este jogo dá ao participante o alvará para mentir sobre suas cartas, e esta é exatamente a parte mais emocionante. Porém, vamos com calma. Hoje iremos apenas iniciar esta coluna e passar algumas regras e dicas básicas sobre o pôquer.


Falando um pouco mais sobre o jogo propriamente dito, uma das suas peculiaridades é que existem duas categorias: O pôquer fechado (five-card draw) e o aberto (Texas hold’em). Falaremos mais profundamente sobre o Texas Hold’em, pois é a categoria que costumo praticar, embora já tenha participado de alguns jogos de Five-card draw também.


Para ter uma boa partida é necessário, no mínimo, quatro jogadores, fichas e tapetes de mesa originais e um horário para terminar. Isso mesmo, o mais importante é o horário para terminar, pois sem ele os jogadores vão até o limite da exaustão ou até não terem mais um centavo no bolso. E claro, um croupier (funcionário do cassino que distribui as cartas e faz a divisão das fichas para os participantes nas vitórias e nas derrotas). Mas, como não estamos em um cassino, pode ser algum amigo que está fora da partida ou até mesmo um rodízio entre os participantes.


E então, vamos jogar uma partida de Texas Hold'em?

Aposto que você já está com vontade de jogar, pois bem, vamos lá...


Com as regras e requisitos básicos passados, pode-se começar a partida. Cada jogador recebe duas cartas e começa a apostar de acordo com as suas “mãos”. Logo após a rodada de apostas, o croupier recolhe as fichas, calcula a quantia que está na mesa (se cada jogador apostou uma ficha e temos cinco jogadores, o valor da mesa será de cinco fichas até a próxima rodada de apostas) e após a contagem, vira três cartas comunitárias, e como diz o nome, elas servem para todos os jogadores da mesa.


Outra rodada de apostas é iniciada e depois dos jogadores terem apostado ou deixado a mesa, abre-se mais uma carta: “Turn”; e após os jogadores que estão ativos terem feito uma nova rodada de apostas, a quinta e última carta é mostrada (esta carta chama-se “River”) e a última rodada de apostas é feita.


Ao fim, os jogadores que permaneceram na mesa mostram as suas respectivas cartas e quem tiver o maior jogo leva todas as fichas, moleza né? Definitivamente não…


Esta foi apenas a primeira parte resumida ao máximo para não deixar o artigo gigante e cansativo, o pôquer é muito maior que esta pequena introdução e vocês poderão conhecer um pouco mais sobre este fascinante jogo na segunda parte deste artigo.


Para entender um pouco mais sobre o jogo, é válido dar uma olhada no site Full Tilt, pois eles colocaram uma seção para iniciantes bem legal e que pode ser útil para quem quer aprender a jogar.


No futuro falarei um pouco mais sobre o blefe, ALL-IN, probabilidades, métodos de jogo e sobre o profissionalismo do pôquer. Surgiu alguma dúvida? Escreva um comentário que tentarei responder o mais rápido possível. Até a próxima!

Felipe Mariano
Felipe Mariano Ferrão Gonçales está enrolando muito para finalizar a sua faculdade de Comunicação Social - Publicidade e Propaganda. Trabalha como Diretor de Arte na Agência Sides. É apaixonado por lutas e praticante de luta livre esportiva. Torcedor fanático do Flamengo, não consegue ser imparcial quando o assunto é seu time de coração.

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  • Diego de Lacerda

    Gostaria de saber o valor das cartas.

    • Anderson Barboza

      Diego no Poker não tem “Pontos” por carta e sim pontuação por duplo, triplo, sequencia e etc… Não vou adiantar muito, certamente o Felipe vai falar disso no post 2.
      Mas depois marcamos uma partidinha que eu te ensino… Poker é muito bom!

      • Fernando Henriques

        Caraca, nem sabia que tu jogava poker Anderson. Vamos marcar um jogo sim, vou chamar o Felipe também, o sacana vai querer rapelar a gente. kkkk.

    • Felipe

      Salve Diego,

      Como bem disse o Anderson, não existe um valor X ou Y para um As, ou um Rei… O pôquer em si é um jogo de estratégia, portanto ele vai premiar quem tiver a melhor “mão” ao fim de cada rodada.

      Por isso falo no início do texto que um Parzinho de dois (2) pode ser mais valioso do que um par de As (A)…

      Entrarei nos assuntos de finalização de jogadas e “como se joga” no próximo texto, mas ja lhe adianto que a hierarquia é a seguinte ( do menor para o maior )

      Carta mais alta, Par, Dois Pares, Trinca, Sequencia(Straight), Cor(Flush), Full House, Quadra(Four), Straight Flush e Royal Straight Flush…

      Se você quiser ver quais são as cartas que formam cada mão, acesse esse link da wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%B4quer

      Lá embaixo tem uma sessão chamada “Classificação de Jogadas”

      Abração!

  • Anderson Barboza

    Felipe, só uma observação. Você disse “portanto ele vai premiar quem tiver a melhor “mão” ao fim de cada rodada.”

    Melhor mão ou blefe rs

    • Felipe

      Exaaaaaato… mas eu parto do princípio que se o cara que tem a melhor mão saiu por causa do blefe de quem nao tem nada na mão, ganha quem nao tiver nada e continuar no jogo… rs

      • Fernando Henriques

        Pensando nisso, jogar valendo faz toda a diferença né? Não existe poker sem apostas, porque senão ninguém desiste antes do fim, vai querer pagar pra ver. Agora valendo, aí é outra história…

  • Anderson Barboza

    Sem dúvida, poker sem aposta não tem graça. Nem que seja que os que perderem (acabarem suas fichas) sejam obrigados a beber um copo d’água…

  • Diego de Lacerda

    Essa parada de cartas, galera, apostas, blefe… Estou me animando com isso….rs