Cultura Pop – Retrospectiva 2015

Cultura Pop – Retrospectiva 2015

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2015 foi um ano muito agitado em diversos aspectos culturais. Cinema, música, TV… Foi gratificante ser um consumidor de tudo isso. Fizemos uma seleção do que foi mais marcante nessas áreas no último ano.

 

Música

 

Uma das coisas mais legais e inovadoras que aconteceu nesse ano foi quando, no fim de Julho, 1000 músicos de toda a Itália se reuniram na cidade de Cesena pra tocar a música Learn to Fly do Foo Fighters pra mostrar que ali haviam fãs da banda e que gostariam (e mereciam) de ter um show da banda na região. O resultado foi lindo e funcionou: Dave Grohl (vocalista e líder da banda) apareceu num vídeo e prometeu que tocaria na cidade, fato que também já se cumpriu.

 

No Brasil, tivemos vários shows de artistas internacionais que vieram ao Brasil. Apenas pra citar alguns, tivemos Foo Fighters (com Kaiser Chiefs e Raimundos na abertura), Kesha, Joss Stone, Ringo Starr, Slash, Muse, Pearl Jam e um dos grandes fenômenos do ano, Ed Sheeran.

 

Mas é claro que o que mais agitou o mundo da música foram os dois grandes festivais, Lollapalooza e Rock in Rio. Os festivais trouxeram dezenas de grandes artistas e fizeram alegria de centenas de milhares de fãs.

 

Além disso, tivemos o retorno triunfal de Adele, que estava numa espécie de hiato profissional, onde se dedicou a ser mãe. A música Hello estreou arrebentando, quebrando diversos recordes no mundo.

 

Junto com a volta arrebatadora da diva pop, também tivemos o anúncio da ‘pausa’ da boyband One Direction, pouco tempo depois da saída de um de seus membros, Zayn. Aqui no Brasil, a banda Restart também anunciou uma ‘pausa’. No entanto, muitos dizem que esse Pause, não significa que haverá um novo Restart, está mais pra Game Over mesmo.

 

Pra fechar o ano, uma triste notícia para aqueles que apreciam o bom e velho Rock n’ Roll: a morte do ícone Lemmy Kilmister. Fica a memória desse que é uma das maiores influências do rock pra diferentes gerações. Esse aproveitou a vida!

 

2015 foi embora e nos levou Lemmy junto…

 

Televisão

 

Curioso usar esse subtítulo, afinal, o que vem acontecendo de mais interessante na TV nos últimos anos e a sua crescente decadência (?!). E em 2015, o Brasil entrou fundo nessa estatística. É claro que a própria TV tem ainda a maior parcela de culpa por sua derrocada, mas o atropelamento da Netflix é cada vez mais notável. O brasileiro finalmente se rendeu ao poder do streaming legal. A empresa conseguiu a façanha de superar Band e RedeTV em audiência (você pode pensar ‘Pff! Grandes coisas!’ mas lembre-se que se trata de um serviço de cerca de 4 anos no mercado contra outras que já são jurássicas, no caso da Band).

 

E junto com esse crescimento monstruoso, vieram catálogos cada vez mais atrativos e, o melhor, produções exclusivas sensacionais. Demolidor foi quem trouxe esse boom pro Brasil. A série foi muito bem recebida não só pelo público consumidor de super heróis, como do grande público geral, tamanha qualidade da obra. Graças a ela o público pode conhecer outras produções de, também, ótima qualidade que já estavam na grade da ‘emissora’ esperando pra se consagrarem por aqui da mesma forma como fizeram ao redor do mundo, como por exemplo Orange is the New Black e House of Cards. Outras duas grandes estreias do ano no canal de streaming foram Sense8 e Jessica Jones.

 

A menção honrosa fica por conta de Narcos, mais uma das exclusivas do Netflix com o talentoso José Padilha na direção e um excelente Wagner Moura protagonizando a série, dando vida a Pablo Escobar. A produção é excelente com uma boa narrativa da história do maior traficante de drogas de todos os tempos e como ele construiu seu império na Colômbia causando a reação e intromissão do governo Norte Americano. A série está sendo tão aclamada que recebeu duas indicações ao Globo de Ouro: Melhor série de TV – Drama e Melhor ator – Drama, para Wagner Moura.

 

Demolidor e Jessica Jones: duas das produções exclusivas da Netflix que ajudaram a consolidar o canal streaming no Brasil (e em muitos outros lugares do mundo) em 2015

 

No entanto, mesmo com o aumento do público consumidor de serviços streaming legais, o brasileiro continua tendo um grande apreço pelo ilegal, o tal jeitinho brasileiro. Possivelmente um dos maiores sites do mundo que oferecia pirataria relacionada a filmes e séries, o Mega Filmes HD foi alvo da Polícia Federal nesse ano. Claro que isso não significa que a pirataria acabou, nem mesmo que dá sinais de que acabará…

 

Enquanto isso, a ‘TV convencional’ continua insistindo em formatos batidos como os programas de auditório de fim de semana, as novelas com formato repetitivo e as velhas novidades de sempre, como os reality shows. Claro que eles ainda rendem muito dinheiro, mas… Faça uma pesquisa no seu grupo de amigos e descubra quantos se lembram quem ganhou o último BBB, ou se eles conheciam os participantes da última A Fazenda (que supostamente tem apenas famosos). Vou mais longe, quem ganhou o The Voice Brasil, que terminou no finalzinho do ano? A única coisa velha que voltou a render depois de algum tempo morta na TV aberta foi Zorra Total. Acredite, é impressionantemente legal! Para aqueles que curtem séries e filmes, querem viver na legalidade e não querem ou podem manter um Netflix ou serviços de streaming de TV a cabo, resta ficar acordado até de madrugada pra assistir edições duvidosas e dubladas. Correndo o risco de não terem a temporada seguinte na grade…

 

Cinema

 

Foram poucas as produções que podem ser consideradas verdadeiramente novas em 2015. Destacam-se positivamente nesse ponto Perdido em Marte e Pegando Fogo. Tivemos também uma das melhores animações originais desde Toy Story: Divertida Mente. Outro que teve destaque mas que tem críticas dividas, é O Destino de Júpiter.

 

Mas quem ditou o ritmo do cinema nesse ano foram mesmo as adpatações, continuações, remakes, reboots… Enfim, aqueles filmes que os estúdios adoram e o público ama odiar / odeia amar. O ano já começou com o discutível 50 tons de cinza, e daí não paramos mais, com Vingadores: A era de Ultron, Jurassic World, Mad Max: Estrada da Fúria e Jogos Vorazes: A Esperança – Parte Final. Todos estes enormes sucessos de bilheteria. Outro destaque é Homem-Formiga, que, por se tratar de um filme de herói, normalmente não é levado muito a sério pela crítica especializada, no entanto, fez muito sucesso com o público nerd e levando até o público comum a conhecer esse herói incomum.

 

Nem tudo são flores, então também tivemos algumas decepções ou produções que não empolgaram como o esperado, e entre elas destacam-se O Exterminador do Futuro: Gênesis, Missão: Impossível – Nação Secreta, 007 Contra Spectre, Maze Runner: Prova de Fogo, e A Série Divergente: Insurgente. Velozes & Furiosos 7 também entraria nessa lista pelo roteiro já desgastado e formato repetitivo, porém acabou sendo um sucesso devido ao fato de ser o último filme de Paul Walker e conter homenagens ao mesmo.

 

No entanto, ninguém foi mais bem sucedido em fracassar do que o reboot de Quarteto Fantástico. O filme já prometia ter uma baixa bilheteria, pois grande parte (se não a maioria) dos fãs do grupo de heróis e de filmes do gênero ameaçava fazer um boicote ao filme devido às grandes mudanças que haveriam nos personagens e história além de uma questionável (por estes) escolha de elenco. Acontece que nem foi preciso muito esforço. O filme foi tão ruim que os pouco afortunados que o assistiram desaconselhavam tão fortemente que o fracasso nas bilheterias foi colossal.

 

E o melhor do cinema, 2015 guardou pro fim. Star Wars: O Despertar da Força era aguardado há décadas pelos fãs mais antigos (e chatos) e por outra década por aqueles mais jovens que conheceram a saga pela segunda trilogia.

 

O fato é que o sétimo filme da saga trazia consigo uma enorme, gigantesca expectativa por diversos motivos. Afinal, manter o nível do que George Lucas criou e herdar esse legado é uma missão e tanto. Some-se a isso o fato de que agora os direitos do filme estão com os estúdios Disney (o que pra muitos seria motivo de preocupação e pra outros certeza de uma excelente produção) e de que quem assume a cadeira de diretor é o talentoso J.J. Abrams. Ou seja: havia MUITO em jogo.

 

Toda espera e expectativa valeram. Star Wars foi tudo aquilo que se esperava. O sucesso é tão grande que em menos de um mês após o lançamento já é a terceira maior bilheteria na história do cinema mundial e caminha a passos largos em sua escalada. Isso só nos deixa ainda mais ansiosos pra tudo que o cinema nos reserva não só pra esse ano, mas pra pelo menos os próximos 3 anos.

 

As duas maiores bilheterias do ano, que por acaso, também são a 4ª e 3ª , respectivamente, de todos os tempos

 

Muita coisa aconteceu na cultura pop em 2015 e ficaria difícil concentrar tudo aqui, mesmo fazendo uma seleção dos mais relevantes. Qual fato essencial ficou de fora dessa retrospectiva? Coloque nos cometários!
E que venham os shows, séries de 2016!