Como seria a minha redação do ENEM

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Os números oficiais do governo sobre a violência contra a mulher seriam realmente estarrecedores se não fossem a realidade de fato da violência no país. Quando se encara o número de mais de 92 mil mulheres assassinadas no Brasil entre os trinta anos compreendidos de 1980 a 2010, sendo quase a metade desse total nos últimos 10 anos, no amanhecer do novo milênio, sem dúvidas alguma causa espanto. Mas um olhar mais aguçado sobre o mapa da violência do país minimiza este espanto.

 

Segundo o próprio Governo, no mesmo período houve no país mais de 1 milhão de assassinatos – número que deixaria qualquer conflito bélico no mundo com inveja; só em 2010 foram 52.970 homicídios, onde apenas 4.470 eram mulheres. Ou seja, em 2010, morreram 11 vezes (!) mais homens do que mulheres no país vítimas de violência. Se o número analisado for o de violência doméstica, aí sim a tese de feminícidio cai por terra. Em 2010, foram registrados 8.770 homicídios causados por violência doméstica. Deste total, 6.934 eram homens, 79,1% do total, enquanto apenas 1.836 mulheres tiveram suas vidas abreviadas, somando 20,9%.

 

Diante dos números a pergunta que deveria ser feita é: “Será que há uma persistente violência contra a mulher na sociedade brasileira?” O próprio governo através de dados oficiais diz que “não”. Apenas depois de muita distorção matemática os movimentos sociais conseguem um quadro alarmante de violência contra a mulher, e transformar a sociedade brasileira numa sociedade machista – talvez por ser uma sociedade machista que a mulher seja tão bem protegida no Brasil.

 

Os números são frios e não deixam margens para dúvidas. É muito mais seguro ser mulher do que homem no país. Outra pergunta que se pode ser formulada diante da distorção numérica, é: “Quem se beneficia em propagar uma falsa sensação de violência contra a mulher na sociedade brasileira?”

 

A conclusão que se chega é muito simples: não há violência contra a mulher, o que existe é violência pura e simples na sociedade brasileira. No último ano, 2014, foram mais de 50 mil homicídios, seria um descabimento sem tamanho achar que as mulheres passariam ilesas por esta onda desenfreada de violência que assola o país. Violência esta, originada das políticas esquerdistas implementadas nas últimas décadas no Brasil.

 

Mas se o objetivo é acabar de uma vez por todas com a violência contra a mulher, isso é fácil e prático, já que segundo as mesmas políticas esquerdistas – defendidas neste exame intelectual no dia de ontem – ninguém nasce mulher, o gênero é uma construção social. Então bastaria que as mulheres se autoproclamassem homens que a violência contra a mulher seria extinta de uma vez por todas da sociedade brasileira.

Carlos Santos
Estudante de jornalismo, escritor amador, poeta de ocasião, cronista fortuito e colunista inconstante. Além de tudo, é um ex-comunista que dobrou a Direita.

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  • Leonardo Tigro

    Queria ter acesso a esses dados antes da prova, com certeza tiraria zero, mas deixaria ali uma verdade que o MEC (ministério da educação comunista) prefere não enxergar.

    • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

      Tu fez a prova?

      • Leonardo Tigro

        Sim senhor. Só não fiquei tempo suficiente pra trazer o caderno de questões.

        • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

          Mas você já não faz faculdade?

          • Leonardo Tigro

            Quero tentar outra área. Ainda não sei o quê.

          • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

            O lance é focar. Se aceita um conselho, decida-se logo.

  • Yargo Siqueira

    Excelente texto. Sempre pensei que o problema do país fosse a violência no contexto geral, não só contra as mulheres. Nunca tive acesso as estatísticas mas fiquei impressionado. O autor está de parabéns.

    • Carlos Santos

      Obrigado Yargo.

      Eles se utilizam da desinformação para empurrar os seus lixos ideológicos na sociedade. Mas uma rápida análise nos dados do próprio Governo destrói qualquer tese esquerdista.