Com Horror de Parecer Reacionário, Reinaldo Azevedo Permanecerá Revolucionário

Com Horror de Parecer Reacionário, Reinaldo Azevedo Permanecerá Revolucionário

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Alguns eventos, embora aparentemente prosaicos para observadores externos, nos transtornam pelos personagens envolvidos, dureza com que se impõem e perspectivas com que acenam – muito embora alguns destes, como o caso em questão, pudessem ser tidos antecipadamente como inevitáveis. Nos últimos dias, o jornalista Reinaldo Azevedo, talvez o melhor do país na letra e na astúcia, ao lado de Fernão Lara Mesquista, desferiu inúmeros ataques e grosserias a Olavo de Carvalho de forma ainda mais contundente do que na refrega que tiveram meses atrás. Questionou a independência e honestidade do outro e inferiu que Olavo diz o que diz apenas com objetivo pecuniário, e não intelectual. Ai ai ai… se seu grande amigo Bruno Tolentino ainda estivesse entre nós, talvez não aprovasse.

 

Como o próprio Reinaldo se vê também como um ator político (bem lembrado pelo site Reaçonaria) e essa faceta traz a inevitabilidade desses atritos, os quais, infelizmente, só assistimos o início, não estou interessado em saber se realmente acredita nos espantalhos de Olavo, seus seguidores e alunos (há diferença) em que bateu. Se mente, se foi “embarrigado pelo ouvido” ou se realmente acredita naquilo que, para mim, não pode ser descrito de outra forma que não uma impertinência (impertinência esta que só se acentua pelos juízos passados), não é a isso que me deterei.

 

Antes de continuar, eu digo que lamento. A ligação na forma com que tivemos (nós quem? Chegarei lá) com Reinaldo está perdida para sempre. Não porque faremos da refrega e insultos direcionados ao Olavo um motivo de rompimento. Nada disso. O evento marca o rumo dos espectros políticos que têm elementos em comum, mas que eventualmente iriam tomar rumos próprios. Foi muito bom enquanto durou e reitero que lamento (claro que é mais fácil para mim lamentar não sendo o alvo das invectivas, algumas cruéis e até covardes). Ainda estaremos voltados, no mais constante, para o mesmo lado e com os mesmos alvos no debate público, mas agora em trincheiras separadas – as eleições 2018, por exemplo. O próprio alvo dos duros ataques assim antecipava em março de 2007: “Há muitos motivos para você ser contra o socialismo, mas entre eles há dois que são conflitantes entre si: você tem de escolher. (…). Durante algum tempo, você não sente a diferença. Quando a direita é ainda incipiente, nebulosa e sem forma, liberais e conservadores permanecem numa gostosa promiscuidade, fundidos na ojeriza comum ao estatismo esquerdista. Tão logo a luta contra o esquerdismo exige uma definição doutrinal mais precisa, a diferença aparece”.

 

Chegamos à situação para qual Olavo, para não variar, já apontava quando ainda só existiam os primeiros sinais, muito sutis. Entretanto, essa diferença, que finalmente aparece, vai para muito além da dicotomia “liberdade econômica e autodeterminação vs. Estado de Direito”, aquelas que Olavo resolveu tratar no artigo. Tal dicotomia aborda contrastes periféricos que julgo insuficientes para interpretar o papel que o liberalismo virá a desempenhar no Brasil.

 

A divisão acontece não porque um ou outro lado represente o obscurantismo, trazendo à tona algo que mantinha escondido, à diferença do que Reinaldo acredita. A questão é outra e para tal passo, recorro a um gigante.

 

“Arthur Giannotti escreveu um besteirol sobre Ludwig Wittgenstein saudado em suplementos de várias páginas como marco do nascimento da filosofia no Brasil. É uma audácia depois de Mário Ferreira dos Santos, Miguel Reale, Vicente Pereira da Silva e Olavo de Carvalho. Nós temos uma filosofia nativa (...) existe uma filosofia brasileira. Reale e Olavo de Carvalho, que não se formaram em lugar algum, não perderam tempo com essa estupidez. Foram estudar e aprender as tantas línguas que falam. Eu, quando tenho dificuldade com latim, grego ou alemão, é para eles que telefono.”

“Arthur Giannotti escreveu um besteirol sobre Ludwig Wittgenstein saudado em suplementos de várias páginas como marco do nascimento da filosofia no Brasil. É uma audácia depois de Mário Ferreira dos Santos, Miguel Reale, Vicente Pereira da Silva e Olavo de Carvalho. Nós temos uma filosofia nativa (…) existe uma filosofia brasileira. Reale e Olavo de Carvalho, que não se formaram em lugar algum, não perderam tempo com essa estupidez. Foram estudar e aprender as tantas línguas que falam. Eu, quando tenho dificuldade com latim, grego ou alemão, é para eles que telefono.”

 

O maior filosofo político do século XX publicou ensaio na The Review of Politics de outubro de 1974, intitulado Liberalism and Its History, uma adaptação de conferência realizada na Bavarian Catholic Academy, Würzburg, em 1960.

 

A conclusão do scholar resume-se no seguinte: o liberalismo não possui “um corpo atemporal de proposições válidas sobre a realidade, mas uma série de opiniões e atitudes políticas, que possuem validade apenas inseridas na situação que as motiva”. Portanto, um movimento de doutrinas proteiformes, que não pode ser descrito nos mesmos moldes do Conservadorismo.

 

Ao considerar o trabalho do historiador alemão Franz Schnabel, de 1934, que devota capítulo inteiro para a conceptualização do liberalismo em sua trajetória histórica, descreve o fenômeno a partir do contexto de luta contra outros movimentos no século XIX – reação, restauração, conservação, socialização etc. Se torna evidente que o liberalismo não é um fenômeno independente: sua essência pode ser adequadamente descrita apenas nos termos de confrontação com outras correntes. A identidade do liberalismo não é, portanto, um conjunto atemporal a ser preservado, mas uma construção “forjada em batalha”, constituída apenas contextualmente e em relação a algo (proteiforme e temporal). Aqui, em sua natureza beligerante, nos encontramos com Reinaldo Azevedo.

 

Eu sei. Reinaldo Azevedo se diz conservador e não quero cair no debate inútil de “você não é direita de verdade” ou “você não é conservador de verdade”. Porém, nada mais conservador do que chamar as coisas corretamente, principalmente nessa era nominalista, onde as pessoas creditam poderes mágicos às palavras, se tornando o que querem apenas por auto declaração. Devemos identificar correspondência da atuação no real com as correntes existentes.

 

Tal confusão é esperada: liberais se tornaram quase que equivalentes aos conservadores em virtude da fluidez de significados que toma o liberalismo. O protótipo de “liberal velha guarda” pode hoje ser confundido com conservador também pelo que ocorreu na América. Voegelin considera que a ausência dos adversários que o liberalismo encontrava na Europa, assim como inexistência de hierarquia, mais antiga e estabelecida, a ser horizontalizada, fez do Partido Republicano um conservadorismo nos termos do liberalismo antigo da Europa.

 

Os Pontos em Comum

 

No Brasil, o liberalismo é metonimicamente tomado por pouco mais que os postulados econômicos da Escola Austríaca de Economia, mais notadamente nas pessoas de Ludwig von Mises e Friedrich August von Hayek – porém, nem isso foi adequadamente absorvido, e partidos que procuram embarcar na onda, usam tais conceitos apenas como símbolos aglutinadores.

 

Bom, ser pró-livre mercado somos todos. Entretanto, tal circunstância une conservadores aos liberais não por ser doutrina econômica, mas pela essência desta em questão. Mises, obviamente, não cria e inaugura a dinâmica do livre mercado. Seu mérito consta em ter percebido e apreendido os conceitos orgânicos, naturais da sociedade e da ação humana, condensando-os de modo descritivo e não propositivo. Mises foi como um Pitágoras da economia.

 

Qualquer pessoa, uma criança, um homem da antiguidade, pode imaginar e desenhar a forma de um triângulo, ainda que não conheça as propriedades que nele estão contidas (como a soma do quadrado dos catetos ser igual ao quadrado da hipotenusa). Essas fazem parte constitutiva do triângulo e são válidas independentes daqueles que manipulem o objeto. Ao homem resta apreender e dar forma teórica ao que já existe de modo orgânico na realidade. Foi o que Pitágoras fez no século VI a.C: apreendeu, percebeu, descobriu algumas das leis contidas na forma geométrica, já conhecidas de modo intuitivo, pois empregadas em construções, armadilhas, barragens, pontes, que antecediam a existência de Pitágoras e de sua formulação formal. Pitágoras “apenas” eleva a outro nível.

 

De mesmo modo, Mises, no início do século XX, apreendendo e demonstrando a gigantesca cadeia de relações das leis econômicas naturais já conhecidas separadamente de modo instintivo pelos comerciantes medievais, que produziram a revolução comercial e o excedente de riqueza para os saltos produtivos dos séculos XVIII, XIX e XX. O conhecimento por intuição e percepção antecede a intelecção e a articulação formal – como atentou Olavo já nas aulas 13 e 14 do COF, se não estou enganado. O mérito gigantesco de Mises consta em apresentar aquilo que fundamenta essa ciência para que não a degeneremos. E é sob este aspecto que a economia da Escola Austríaca se apresenta como um dos elementos atemporais a qual Voegelin se referia. E onde o conservadorismo encontra o liberalismo moderno.

 

Ludwig von Mises um gigante mais por seu poder de percepção da realidade e das causas e consequências do que por seu poder de construção teorética

Ludwig von Mises um gigante mais por seu poder de percepção da realidade e das causas e consequências do que por seu poder de construção teorética

 

Conservadorismo não é moralismo mais liberdade de mercado; como também não é Estado de Direito pelo Estado de Direito mais liberdade de mercado; ou doutrinas religiosas mais liberdade de mercado; ou mesmo uma soma de tudo isso. Mas o que é, então? Roger Scruton cunhou definição constantemente evocada, que particularmente não me agrada: “O conservadorismo significa encontrar o que você ama e agir para proteger isso. A alternativa é encontrar o que você odeia e tentar destruir. Certamente a primeira alternativa é um modo melhor de viver do que a segunda“. Claro que isso está certo, e não tenho a presunção de discutir com Roger Scruton. Mas, colocado dessa forma, fica muito abrangente e passível de ser distorcido e utilizado até por marxistas, alegando ser o capital a fonte da destruição da liberdade.

 

Ser conservador, a meu juízo, é ter o entendimento que existem elementos fundantes e constitutivos da sociedade sem os quais ela deixaria, aos poucos, de existir. Mas constitutivos desta sociedade, não outra: a interpretação dos fenômenos e relações lidos a luz de premissas morais, transformadas em costumes; costumes feitos regras de convivência; estas, por acumulação de camadas, se tornando a tradição. Esta tradição constituída de um sem fim de elementos que permitirá, sempre lida a luz das motivações originarias, a manifestação finalmente das leis escritas e do Estado de Direito.

 

Conservadorismo, portanto, parte de identificar esses mesmos elementos que precisam ser protegidos, conservados ou mesmo restaurados. Esse conjunto não só antecede as instituições, as correntes políticas e as doutrinas econômicas, como as tornam possíveis. O livre mercado, como nós o conhecemos, realizou-se no Ocidente e onde mais?

 

O conservador preserva o espírito de todas as eras contra o espírito de cada uma delas.

 

Não à toa, os grandes autores conservadores se formam no claustro, como o “Vampiro da Virgínia”, e não na luta política. Análises e identificações adequadas demandam uma vida de estudos, para que mesmo na mudança e no progresso, os elementos constitutivos possam ser absorvidos e reinseridos nessa tradição, a fim de que nem uma visão romântica do passado, ou um ideal utópico de futuro não degenerem esses pilares.

 

Digressãoaproveitando o gancho, nele está outro problema: Reinaldo Azevedo e Olavo de Carvalho não estão no mesmo nível neste debate. Atenção! Não digo que o conflito ocorre porque há uma diferença de conhecimento entre um e outro (embora isso exista). Não. Digo que Olavo e Reinaldo estão falando de coisas diferentes. Não estão tratando o processo pelo qual passa o Brasil pelos mesmos termos. Estão em planos distintos. Planos que são tirados a partir da tomada das premissas. Uma vez tiradas, a lógica e a língua não aproximarão um do outro. A lógica cria a ilusão de que estamos dominando o assunto, mas ela é apenas uma ferramenta que atuará dentro do campo delimitado por essas mesmas premissas previamente recortadas. Fim da digressão

 

Em Ação

 

A percepção de Franz Schnabel (de só podermos definir o liberalismo descrevendo-o nos termos de sua confrontação com outras correntes) me parece a fase que vivemos neste exato momento no Brasil. Os movimentos liberais e seus líderes, antes de doutrinários ou estudiosos, são “ação”. Dão forma e identidade a um espectro político no embate com marxistas, bolsonaristas, conservadores, moralistas etc., tendo seus posicionamentos acontecendo relativos ao que se apresenta, seja à esquerda ou à direita. O embate, não a doutrina da qual carregam apenas princípios gerais, é a matéria da dialética por qual essa militância ativa (principalmente a rapaziada do MBL) forma a identidade do movimento. Entretanto, é um movimento cuja identidade servirá apenas a um lugar e a uma época. Ao Brasil. E de hoje.

 

Não há muito que eles possam colaborar com o país na orientação da economia, direito, história, sociologia (tal qual a psicologia de botequim que Renan Santos resolveu produzir sobre as motivações psicológicas dos seguidores do Olavo e Bolsonaro, que Reinaldo resolveu endossar, reacendendo as animosidades), mas tudo bem. São um movimento e ação políticos. Estão difundindo valores, gerando e fortalecendo símbolos enquanto forjam esta identidade, arregimentando militantes. Não são do claustro, mas da ortopraxis. Talvez precisemos deste trabalho de resistência, pois, quem sabe, o conservadorismo não sobreviva sozinho justamente por sua natureza recolhida. Já o voluntarismo puro também não terá sucesso contra o método marxista (até porque não querermos apenas vencer as esquerdas porque esquerdas, mas por serem um elemento disruptor da sociedade. Não nos interessa substituir este por outro).

 

Por isso, às vezes vamos nos bater, buscando a correção de rota, como é o caso (e daí? Qual o busílis? Discordar, decerto, não é obscurantismo, certo Reinaldo?) Se algo não tiver forma, for permanentemente mutável, estará perigosamente próximo do elemento revolucionário e, por isso, a inexistência de análise de conjuntura mais ampla para correção de rumo nos preocupa. Apelando novamente a Voegelin: “uma reforma não pode ser realizada por um líder bem-intencionado que recrute os seus seguidores entre as mesmas pessoas cuja confusão é a fonte da desordem”.

 

Link Youtube | Franz Schnabel: a identidade do liberalismo pode ser adequadamente descrita apenas nos termos de confrontação com outras correntes

 

Revisitando Trotsky

 

Reinaldo Azevedo tem pavor de ser acusado de reacionarismo. Reacionários são os outros – mesmo os de esquerda. Mas não deveria, como bem explica Flávio Morgenstern. Essa leitura do termo diz algo sobre como pensa ideologicamente e como entende o espectro político a que julga pertencer.

 

Pela clave com que usa o conceito somada ao costume de determinar a “passagem” de detratados (como quando, por exemplo, decreta que Lula ou Olavo “estão mortos”, “vocês acabaram”, os insere no passado e os joga na “lata de lixo da história”), infere que a história vai para algum lugar – onde esses que passaram e “estão mortos”, não tem vaga. Neste ponto Reinaldo revisita Trotsky uma primeira vez: “se eu acho que a história caminha, e desejo que ela caminhe, tudo aquilo cujo vetor não tenha sentido para frente neste eixo, reacionário ou marxista, é obscurantismo. Um obstáculo que trava ou atrasa o caminhar do progresso da sociedade”.

 

Tal concepção de história que caminha, mormente rastreado até Hegel, mais ligado ao marxismo, também tem seus antecedentes para os filhos iluministas e iluminados da razão e da ciência do liberalismo. Está intimamente ligada à ideia progressista do século XVIII, principalmente através de Kant e Condorcet, que previam um estado racional final da humanidade a ser atingido através de um processo infinito de aproximações. Esse elemento irracional de um estágio final escatológico pelo progresso contínuo, do qual o liberalismo se quer pertencente e correia, foi identificado corretamente por Charles Comte como um elemento revolucionário (Charles, não Augusto Comte do positivismo). Seria, como Voegelin ressaltou, sua própria “revolução permanente”, que antecede, e quem sabe influencia, a trotskista. Pelo liberalismo, Reinaldo revisita Trotsky uma segunda vez.

 

Para Charles Comte, no liberalismo os objetivos poderiam ser alcançados através de um constante processo de reformas sem os efeitos colaterais da classe utópica-gnóstica do socialismo, e atingida com métodos racionais, sem distúrbios violentos. Esta concepção, para Voegelin, traduz o liberalismo também como inserido no movimento revolucionário, a contra-parte da dinâmica de avanço e acomodação. Permanecem vivos enquanto se movem: se o objetivo final tiver uma forma final definida, a ser confrontada com a realidade dos fatos concretos implantados, deixará, neste dia, de se mover. Sendo um movimento, morre. Então os objetivos mantem-se mais ou menos indefinidos e flexíveis. Também por isso, a ação e a prática antecedem a análise e o conhecimento. O importante é a mobilização e ação. Talvez, por essa característica inata de movimento e transformação sem fim, muitos tenham apenas trocado de revolução, ainda se vejam como diametralmente opostos a ela.

 

Tal situação se manifesta quando esses resolvem abster-se de procurar a(s) verdade(s), presumindo já conhecê-la, dando o salto mental das esquerdas: não é mais hora do claustro, mas da ação. Não basta analisar e comentar a história, chegou a hora de dirigir os acontecimentos. Escapar dessa mentalidade é um processo, não uma conversão instantânea. Quem não perceber que a cultura e ambiente o impregnou de mentalidade revolucionária, permanecerá revolucionário.

 

Le Censeur (O Censor), o jornal liberal de Charles Comte, teorizador da “revolução permanente” liberal

Le Censeur (O Censor), o jornal liberal de Charles Comte, teorizador da “revolução permanente” liberal

 

De todo modo, boa sorte, Tio Rei. Ainda que as coisas sejam como especulo, imaginamos o senhor um homem honesto (deferência que preferiu não oferecer ao Olavo). Se vamos discordar, também vamos concordar o suficiente. E a diferença do que pensa, ainda precisaremos fazer muito isso, pois as esquerdas não passaram, não estão na lata de lixo da história, e tudo aquilo que faz delas uma força temível, infelizmente ainda está vivo.

Merlin A.
Engenheiro pela PUCPR e empresário em Curitiba.

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