Cinegrafista atingido por morteiro evidencia a importância <br />da imagem

Cinegrafista atingido por morteiro evidencia a importância
da imagem

0

Desde o meio acadêmico, sempre ouvimos que telejornalismo não se faz sozinho, mas em equipe. Desde as manifestações do ano passado, as imagens percorrem o mundo, evidenciando a insatisfação de parte da população com os serviços públicos. As mesmas imagens mostraram o vandalismo nas ruas, com as destruições do bem público ou privado. Tudo isso reforçou, em muito, as reportagens das diversas mídias, que sem elas as matérias não teriam o mesmo peso, se fosse apenas uma “nota seca” (quando o apresentador do telejornal fala diretamente para a câmera) ou um “stand-up” (quando o repórter fala diretamente para a câmera). O tratamento dado às manifestações variou de mídia para mídia, mas sempre evidenciaram o vandalismo ao fim dos protestos. Novamente, as imagens falaram por si e complementaram as reportagens. Ou seja, os repórteres cinematográficos (ou simplesmente, cinegrafistas) foram os grandes parceiros dos repórteres, que precisavam das imagens para corroborar seus textos. Uma boa parceria que gerou bons VTs.

 

Da mesma forma que os cinegrafistas (ou fotógrafos) ajudaram aos repórteres, o mesmo pode dizer da imprescindível colaboração para com a Polícia. Em vários casos, as imagens foram o peso final para identificar infratores e pseudo-manifestantes. O principal caso foi na bomba que atingiu o cinegrafista da Band, Santiago Andrade. Fotos e imagens montaram o quebra-cabeça que gerou o crime, causando a morte do repórter cinematográfico. Novamente, a parceria imprensa-polícia, colaborou para realização de um trabalho de excelência.

 

Os olhos de toda sociedade acabam partindo da visão de cinegrafistas/fotógrafos, profissionais que se arriscam para mostrar ao público a realidade do cotidiano e dos fatos, mesmo que do ponto de vista deles. Mas como são vários profissionais, bom que temos “vários” pontos de vista. Pena que, por vezes, certos pontos de vista são perigosos de serem feitos, como o do vitimado Santiago. Mas a visão deles é que dá chance a sociedade ter acesso a mais informações.

 

Ou seja, pensar em fazer um trabalho sozinho nos dias atuais, é muito altruísmo num momento em que compartilhar é mais que um botão de mídia social, mas uma função de parceria e colaboração.

 

Santiago Ilídio Andrade.

Santiago Ilídio Andrade.

 

Em tempo: Santiago era um amigo, que duas horas antes estava comigo na Cidade da Polícia realizando uma matéria na DPMA, sobre linhas chilenas de pipa. Estava feliz, alegre e como sempre, brincalhão. Fiquei estupefato ao saber que mais tarde, ele seria vítima de marginais disfarçados de manifestantes. Fica com Deus, meu amigo.

Alexandre Madruga
Jornalista de corpo e alma. Buscando o Mestrado e o eterno sonho de ser professor universitário e trabalhar com telejornalismo. Difícil? Assim a conquista é mais gostosa. Atualmente trabalha como Assessor de Imprensa.

Leia também...

 
Dê mais vida a Feedback Mag., para sua imagem aparecer ao lado de seu nome nos comentários, cadastre-se no Gravatar usando o mesmo e-mail com o qual você comenta aqui na revista. Leva 2 minutos.