Black Bosta Brasileiro

Black Bosta Brasileiro

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Black Bloc, do inglês Black: Negro; Bloc: Bloco; Bloco Negro em alusão as roupas predominantemente negras. Black Bloc, diferente do que muitos pensam, não é nome de um grupo, mas de uma tática de ação direta de corte anarquista, caracterizada pela ação de diversos grupos que se reúnem para protestar em manifestações, utilizando-se do vandalismo para desafiar as forças de segurança pública.

 

O Black Bosta Brasileiro ganhou força após as manifestações de junho de 2013, que friso aqui: foram legitimamente democráticas; Desde então se iniciou uma onda de terror e ataque a ordem pública.

 

Esses grupos de marginais mascarados se infiltram no meio de manifestações pacíficas, como a dos professores cariocas que ocorreu em outubro na capital fluminense, com o claro objetivo de enfrentar as forças de segurança e iniciar um verdadeiro quebra-quebra pelas ruas da cidade, destruindo estações do metrô, caixas eletrônicos, patrimônio público e privado, queimando ônibus, virando carros estacionados, entre outros atos de pura ignorância, pois tais atos ofuscam na mídia as verdadeiras causas das manifestações, uma vez que, o que toma conta dos noticiários são as imagens de terror que esses grupos anarquistas protagonizam após as manifestações, deixando tudo que foi reivindicado inicialmente de forma pacífica e democrática em segundo plano, sem falar no saldo negativo que esse vandalismo desenfreado deixa para a população.

 

A ainda tem gente que apoia...

A ainda tem gente que apoia…

 

Sinceramente, é difícil levar esses moleques inconsequentes a sério. Suas reivindicações não encontram eco na população, pelo simples motivo de que seus métodos só atrapalham a vida do cidadão de bem. O povo não enxerga seu vandalismo como ato democrático, uma vez que, em manifestações democráticas ninguém precisa esconder o rosto, quem esconde o rosto é bandido, e bandido não nos representa.

 

A tolerância tem que ser zero com esses anencéfalos, que já se mostraram covardes como no episódio em que espancaram o Cel. da PM de São Paulo, Reynaldo Simões Rossi. O que aconteceu com eles? Alguns foram detidos, prestaram depoimentos e foram liberados para realizarem outro ato de anarquia e desordem pública.

 

O Estado tem que ter pulso firme e não permitir atos como esse, antes que fuja do seu controle e acabe ocorrendo um mal maior, um óbito de algum trabalhador, que possa estar na hora errada no lugar errado.

 

Reuniões pacíficas são salubres em qualquer democracia do mundo, e não seria diferente aqui, elas oxigenam o sistema e devem ser respeitadas e estimuladas pela mídia e pelo poder público, já que é uma maneira de os governantes receberem uma resposta da população sobre os pontos falhos da administração pública, entretanto, atos de vandalismo que transformam praça pública em cenário de guerra civil devem ser duramente reprimidos, o Estado não pode se curvar. A repressão deve ser proporcional ao vandalismo, quanto mais vandalismo mais firme deve ser a repressão.

 

E não devemos nos enganar, marginais mascarados que utilizam-se do método Black Bloc não nos representam, e não fazem bem a saúde pública, são impulsivos e desequilibrados, onde se infiltram estragam e mancham as manifestações, os verdadeiros manifestantes devem expurgar esses párias do meio das manifestações para que todo o trabalho sério e todo o esforço não sejam ofuscados por imbecis mascarados.

Carlos Santos
Estudante de jornalismo, escritor amador, poeta de ocasião, cronista fortuito e colunista inconstante. Além de tudo, é um ex-comunista que dobrou a Direita.

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  • Jonathan Alves

    “Esses grupos de marginais mascarados se infiltram no meio
    de manifestações pacíficas, como a dos professores cariocas que ocorreu em
    outubro na capital fluminense…”, rapaz quando se diz “infiltrado” se pressupõe
    que o grupo a qual foi infiltrado não queria nada e também não tem nada haver
    com o grupo que se infiltrou ou seja repudia o grupo invasor. No caso da
    manifestação dos professores o que vimos foi uma parceria entre “professores”
    (uso crase pois o que tinha lá era mais pra militante político do que
    professores) e Black Bloc, o sindicato (SEPE) por sua vez para não levar
    nenhuma culpa dizia: nossa manifestação acabou as 20:00 se o quebra-quebra
    ocorreu depois não é minha culpa.

    Não podemos nós esquecer que esse grupo tem táticas e financiamento
    de partidos de extrema-esquerda e ONGs.

    • Carlos Santos

      Na verdade quando digo “infiltrado’ não quero pressupor nada do que você achou, cabe interpretação, quando digo que se infiltram é por que eles participam de manifestações das quais eles não nem ao menos se identificam, só estão lá pela baderna.E sinceramente não acredito que professores protagonizaram aqueles atos e nem que estavam de acordo.

    • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

      Jonathan, entendo a colocação do Carlos, que se refere a toda a comunidade dos professores, até aqueles que apoiaram de casa. Mas sou tendente a concordar com você, os que estiveram na rua, que se envolveram nos atos mais enérgicos com o BBs, são quase outra categoria de ser humano, o professor-militante. Ligados sim a extrema-esquerda através de ONGs mil. O pior que por serem ativos, controlam o SEPE, que oficialmente não apoia os atos, mas sabemos que se enquadra no perfil daqueles que comandam a entidade.

      Esse texto, falando sobre as manifestações dos professores, mas focando no SEPE, deve estar mais alinhado com sua forma de pensar. Recomendo fortemente a leitura: http://www.feedbackmag.com.br/a-ideologia-do-sepe/.