As Forças Armadas nas mãos de um comunista

As Forças Armadas nas mãos de um comunista

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A Presidente da República encontra-se num momento crucial do seu mandato. Ela está encurralada entre buscar resultados econômicos para ganhar fôlego junto à opinião pública e manter aliados satisfeitos com sua generosa fatia do bolo estatal, a fim de manter o mínimo de governabilidade necessária para se sustentar no cargo, além, é claro, de seguir com o projeto de poder do Partido que representa.
 
Depois da última reforma ministerial anunciada, ficou clara a sua prioridade: tentar se sustentar no cargo e tocar o plano do partido de perpetuação no Poder. De todas as mudanças anunciadas, entre aquelas que foram feitas para “comprar” apoio, uma soou extremamente preocupante: a de Aldo Rebelo para o Ministério da Defesa.
 
O multiuso Aldo Rebelo, que já foi ministro dos Esportes e de Ciência, Tecnologia e Inovação, nunca passou perto da área de segurança nacional. É, além de jornalista, um político profissional. Isso deixa claro o método petista de nomeação para cargos no alto escalão do governo. Métodos parecidos com os adotados nos países socialistas, de hoje e do passado: o de ocupar postos com homens ideologicamente alinhados e de confiança, mesmo que não entendam nada do que estão fazendo. Só para ilustrar, Che Guevara foi ministro da Agricultura em Cuba.
 
Mas o mais preocupante nisso tudo é o fato de Rebelo ser um comunista declarado – ele é militante do PCdoB. Portanto, teremos à frente das Forças Armadas um comunista (!). Por que isso gera preocupação? Simples: desde a década de 70 foi desencadeada no Brasil a Revolução Gramsciana, a qual usa a estratégia do ideólogo italiano Antonio Gramsci de tomada do poder. Esta estratégia está descrita na sua obra derradeira: “Os Cadernos do Cárcere”. Nestes Cadernos, Gramsci lista algumas “trincheiras” que impediriam a Revolução Comunista pela estratégia Leninista, de assalto ao poder. Para Gramsci, antes de tomar o poder os “companheiros” deveriam ocupar espaços, numa guerra cultural, e tomar as “trincheiras” de forma silenciosa. E, uma dessas “trincheiras” são as Forças Armadas. Teremos então à frente das Forças Armadas um político alinhado com o projeto de poder do Partido governante, em busca da sonhada Pátria Grande.
 

Aldo Rebelo - Novo chefe das forças armadas

Aldo Rebelo: Ex-Ministro dos Esportes e Ciência, Tecnologia e Inovação é, agora, o Ministro da Defesa.


 
Diante de todo esse quadro, ele chega para ocupar a Pasta semanas após entrar em vigor o Decreto bolivariano n° 8.515, o qual retira dos Comandantes de Força as atribuições sobre assuntos de pessoal – promoção e reserva – e passa para o Ministro da Defesa. Basicamente o Decreto dá autonomia para que o MD promova e mande para a reserva qualquer oficial, seja ele subalterno ou general. O que isso significa na prática? Que o MD pode mandar para reserva Oficiais que possam causar “incômodos” e promover aqueles que são ideologicamente alinhados com o governo ou os que possuem um “preço” para não causar problemas. Isso é sério e extremamente grave.
 
O PT têm em mãos uma ferramenta perfeita para aparelhar as Forças Armadas, assim como fez com o Judiciário. E sem a oposição militar, nada mais impediria a tomada completa do poder e da sociedade. Hoje há uma Portaria Ministerial subdelegando estas atribuições, referentes à pessoal, aos Comandantes de Força. Porém, nada impede dela “cair” e estas atribuições ficarem inteiramente nas mãos do Ministro da Defesa. O que fizeram foi maquiar o Decreto enquanto a poeira abaixava. Não custa lembrar que Lênin com muito menos fez uma Revolução, subjugou uma nação e mudou o curso da História…

Carlos Santos
Estudante de jornalismo, escritor amador, poeta de ocasião, cronista fortuito e colunista inconstante. Além de tudo, é um ex-comunista que dobrou a Direita.

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