Agora sim, Baixinho!

Agora sim, Baixinho!

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Romário, desde 2015 senador da república, está de namorada nova, 29 anos mais nova. Ele, 48. Ela, 19. Alguns reclamaram, disseram ser absurdo tal diferença, um acinte, mau exemplo. Eu não. Fiquei feliz. Dessa vez é mulher, pelo menos.

 

Em um affair anterior, Romário, quando ainda deputado federal, envolveu-se com Thalita Zampirolli, transsexual brasileira conhecida como uma (Um?) das mais bonitas (sic) que se tem notícia.

 

Pois é. Coisa do Baixinho, que já era de aprontar desde à época de jogador, sendo, ao lado de Renato Gaúcho, um dos mais proeminentes a unificar putaria desenfreada e orgia de toda sorte com bom futebol. Quem não se lembra do episódio em que, ao lado de Ronaldo, o Fenômeno, não outro, fugiu da concentração da Seleção para farrear (Copa América de 1997)? Além de inúmeros outros casos que, se citados, estragariam o texto com excesso de informação.

 

Agora presidente do diretório carioca do PSB (sim, você não leu errado), pretendendo candidatar-se a prefeito da cidade (sim, novamente, você não leu errado), Romário vende outra imagem. Prefere lembrar que é pai de um menina com síndrome de down, e que por este motivo tornou-se um defensor dos deficientes (ou, na versão politicamente correta: da causa da pessoa com deficiência), mas jamais menciona a quantidade de ex-esposas que acumula. Assim como jamais deixou a vida boêmia de lado. O rapaz que ele traçou outro dia não me deixa mentir.

 

Aliás, imaginem vocês, se dá uma louca no Baixinho e ele resolve casar novamente, com o cara, ops, com a Thalita (perdoem a confusão, ainda não me acostumei com esta salada atual). Forte candidato na boca do povo, não seria difícil, tendo o vista a presidente que este Brasil elegeu já duas vezes, que Romário viesse a se tornar nosso próximo prefeito. No Brasil e no Rio, amigos, acontece de tudo. E que louco não seria ter uma primeira dama do município que, na verdade, não é uma dama?

 

Coisa do Baixinho, que de meu mau administrador pessoal – afinal, quebrou mesmo depois de anos recebendo salário milionário –, jogador indisciplinado e boêmio, passou a político exemplar. Sem muito esforço. Na verdade, sem fazer nada, apenas assinando seu nome na lista de presença e em meia dúzia de projetos que certamente não escreveu, ou sequer idealizou.

 

Se antes Romário chutava bolas para o gol, hoje ele chuta a sua cara, com sua simples presença entre os senadores da república. Despreparado que é. E o pior, a torcida organizada chamada “eleitores” segue gritando gol.

Fernando Henriques
Idealizador e editor desta revista, Fernando Henriques é um consumista informacional. Formado bacharel em Ciências da Computação, encontra na Comunicação um elo natural. Viciado em séries, filmes, rock, MMA, política e desafios.

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