Adeus ao herói Coronel Brilhante Ustra

Adeus ao herói Coronel Brilhante Ustra

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“Em nenhum lugar do mundo terrorismo se combate com flores!”
- Ustra


 
É inevitável, mesmo que por um breve momento, o sentimento de medo. Como não sentir que o mundo hoje é um lugar mais perigoso quando um herói nos deixa? Os homens maus se enchem de coragem, sabem que terão um grande homem a menos para impedi-los de perpetrar o mal. Menos um cão pastor para proteger o rebanho dos lobos. E o que podemos fazer? Há uma escassez de grandes homens, vivemos uma era de mediocridade e medo de assumir responsabilidades.
 
No último dia 15, veio a falecer Carlos Alberto Brilhante Ustra. Um herói quase desconhecido num país sem memória. O coronel Brilhante Ustra é a personificação da celebre frase de Siqueira Campos:
 

“A pátria tudo devemos dar e nada pedir; nem mesmo compreensão.”

 
Grandes homens nascem grandes, mas não necessariamente estão destinados a grandeza. Para se tornar grande e transcender sua existência não basta apenas possuir as virtudes de um gênio, um herói ou um santo. Os fatores externos são fundamentais. O que seria dos grandes nomes sem a oportunidade para se tornarem grandes? O gênio, o herói e o santo surgem em momentos críticos da História humana, em épocas nas quais necessitamos de grandes homens. Assim foi com Carlos Alberto Brilhante Ustra.
 
Num momento de grande caos social da história brasileira, o terreno estava fértil para o surgimento de heróis, e ele estava preparado para o momento. Homem de coragem, determinação, honradez e sobre tudo de um grande amor pelo país, não hesitou em responder o chamado da Pátria. Abnegando-se do conforto e da segurança – sua e, sobretudo, de sua família -, colocou-se na linha de frente no combate aos comunistas, que depois da derrota em março de 1964, diante da Contrarrevolução Democrática, se reorganizaram e espalharam o terror no país com o intuito de desencadear uma Revolução Comunista, nos moldes da cubana, transformando assim o Brasil num satélite soviético.

 

Os terroristas vermelhos a partir de 1966 desencadearam uma onda de atentados em todo o país buscando desestabilizar o regime contrarrevolucionário. Diante de um estado crítico houve a necessidade de enrijecer o Regime e criar mecanismos de contra terror. Uma das medidas mais efetivas para frear o avanço comunista nas cidades foi a Operação Bandeirante – Oban –, lançada em 1° de julho de 1969, em São Paulo.

 

O Exército diante do sucesso da Oban decidiu expandir as atividades para outras capitais do país, e mudar o nome da organização. Entre 1970 e 1974, foram instituídos os Destacamentos de Operações de Informação – Centros de Operações de Defesa Interna – DOI-CODI -, em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Brasília, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, Belém, Fortaleza e Porto Alegre. Ao DOI cabia investigar, prender, interrogar e analisar as informações.
 
Foi nesse espectro que germinou a atuação do Cel Brilhante Ustra na luta contra a guerrilha urbana no país. Ustra chefiou DOI-CODI do II Exército – São Paulo – de 1970 a 1974. Foi o grande responsável pela desarticulação e destruição das organizações de Esquerda que espalhavam o terror e a insegurança. Um caçador de comunista implacável não descansou um só minuto a frente do DOI-CODI.

 

Lutou o bom combate, se adaptou rapidamente aos métodos terroristas de lutar e os neutralizou com precisão cirúrgica, foi a pedra no sapato dos homens maus. Foi peça importante no grande tabuleiro de xadrez na luta contra o comunismo no Brasil.

 

Num país de memória curta, heróis já possuem dificuldade de se manter vivos na memória da sociedade. O caso do Coronel Ustra se agrava por conta de cinco décadas de patrulhamento esquerdista em toda área cultural. Em um país que respeita sua história e seus grandes homens, Brilhante Ustra seria referenciado até o último dia de sua vida. Mas o que esperar da República das Bananas assaltada por comunistas? Além do destino quase que inevitável do ostracismo, o caçador de comunistas foi transformado num boneco de Judas ao alcance dos covardes derrotados da luta armada, os quais sem aceitar a derrota partiram para o revanchismo exacerbado.

 

Atacaram-no o ponto mais sensível de um grande homem, no ponto onde certamente geraria mais dor e indignação: sua honra! Surraram sua reputação, desejando assim manchar a história de um herói. Mas Cel Ustra, como bom soldado que sempre foi, não se entregou. E, após toda sorte de calúnias, injúrias e difamações, ergueu sua guarda e contra-atacou, escreveu seu brilhante livro: “A Verdade Sufocada – A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça”.

 

Um livro fantástico e libertador. Para mim foi um ponto de ruptura total e unilateral com o pensamento de Esquerda. O livro esmiúça toda atuação sórdida da Esquerda no Brasil desde a Intentona Comunista até os dias atuais. Após a leitura desde livro nenhum esquerdista pode alegar ignorância dos fatos, e se se mantém comunista é por conta de um desvio de caráter irreparável.

 

Meu exemplar autografado do livro ‘A Verdade Sufocada – A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça’.

 

Homem de fibra, não se intimidou quando foi chamado para enfrentar o seu linchamento público na Comissão da Meia-Verdade. Encarou seus inquisidores e sem abaixar a cabeça e nem diminuir o tom de voz rebateu cada inverdade dos derrotados:
 

“Com muito orgulho cumpri minha missão. [...] Todas as organizações terroristas, e mais de 40 eram elas, em todos os seus programas está lá escrito claramente: o objetivo final é a instalação de uma ditadura do proletariado, do comunismo. [...] Inclusive nas quatro organizações terroristas que a nossa atual presidente da República [Dilma] pertenceu. [...] Nunca cometi assassinato, nunca ocultei cadáveres, sempre agi segundo a lei e a ordem. Não vou me entregar. Lutei, lutei e lutei!”

 
Sem dúvida alguma o Brasil ficou mais pobre e desprotegido. Que o exemplo de vida e amor ao país de Carlos Alberto Brilhante Ustra possa tirar-nos da miséria moral que nos encontramos e renove nossas forças para a nova luta que está por vir! E que um dia Cel Brilhante Ustra ocupe o lugar que merece na História deste país, que a sua história seja contada em linha reta, sem distorções e revanchismo. Que o Exército Brasileiro honre a memória de um grande homem, militar e cidadão brasileiro, que se erga e continue sendo bastião da luta contra o comunismo no Brasil. Seus heróis do passado, os quais muitos deram a vida nesta luta, merecem ter suas memórias respeitadas e honradas.

 

Ao Cel Brilhante Ustra, meu muito obrigado! Brasil Acima de Tudo!

Carlos Santos
Estudante de jornalismo, escritor amador, poeta de ocasião, cronista fortuito e colunista inconstante. Além de tudo, é um ex-comunista que dobrou a Direita.

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  • Mariana Negrao

    belo texto. parabéns! um dia ainda a verdade surgirá em meio a tanta treva e o coronel terá seu heroísmo reconhecido.

    • Carlos Santos

      Um dia os heróis serão vistos como tais e bandidos irão para a lata de lixo da história.