A responsabilidade pela educação é exclusiva dos pais!

A responsabilidade pela educação é exclusiva dos pais!

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Domingo de sol, muito sol. Acordo tarde, por volta de onze da manhã — horário que me é totalmente incomum, acreditem.

 

Ainda tomado pela pouca vontade de fazer alguma coisa, seleciono um filho para ir comigo à rua, afinal, deixar a esposa de resguardo sozinha com os três nunca é uma opção se não for necessário.

 

Levei o Logan, o do meio, para comprar pão comigo. Ele tem dois anos e meio.

 

Quando saíamos da padaria, Logan, que é mais parecido comigo do que se pode imaginar — teimoso que só — danou-se a fazer malcriação. Jogou sapato longe, sentou no chão sujo. Briguei com ele, de forma enérgica, claro, e depois da terceira vez que o sapato voou dei-lhe uma palmada. Bem dada, sim, mas uma palmada.

 

Eis que um orgulhoso cidadão pós-moderno, do conforto e da segurança do seu carro, grita do outro lado da rua: — Não bate na criança, seu covarde!

 

O quê?! De pronto não acreditei. Como alguém pode se meter na vida dos outros assim? Foi surreal. Não dá para descrever a raiva que senti no momento.

 

Xinguei ele até a quinta geração, aquele velho filha da puta, que me xingou de volta e arrancou com o carro. Estou até agora arrependido de não ter atravessado a rua no meio dos carros e ter ido lá praticar uma covardia de verdade – era um coroa até carcaça.

 

Mas é impressionante. Se eu tivesse vestido meu filho de menina, com saia, batom e tudo mais, sairíamos na capa da revista “Pais e Filhos”, mas como tento educá-lo, corrigindo-o quando erra (educar é isso, não ceder a todos os irresponsáveis desejos de uma criança), tenho que ouvir desaforo de um “engajado” qualquer.

 

Meus pais, avós babões como tem que ser, me dizem para não dar palmada na rua. Mas se dou em casa, qual a diferença? Não sou hipócrita e, porra!, uma palmada.

 

Sou um dissidente assumido quando o assunto é qualquer tipo de imposição externa, leia-se, estatal, sobre a educação que dou a meus filhos. Não há lei que vá me impedir de cuidar dos meus como acho que devo. Quanto mais um boquirroto qualquer na rua.

 

Portanto, se você pensa como o ignóbil senhor que tentou me interpelar, recomendo, sem meias palavras, que vá tomar no cu. A responsabilidade pela educação é minha e a exerço como quiser.

 

E se reclamar vai levar também!