A birra do menino Picciani

A birra do menino Picciani

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A inabilidade política de alguns políticos profissionais tupiniquins é de se assustar. Não falo dos jovens e inocentes, detentores dos seus primeiros mandatos e sem um cacique por trás para lhe “cantar a pedra”. Leonardo Picciani foi defenestrado do cargo de liderança do PMDB por pura falta de tato político.

 

O desfecho era previsível para qualquer alfabetizado, para qualquer um que entendesse um pouquinho do jogo. O que mais me surpreende é que Picciani, o pai, não tenha puxado a orelha de Picciani, o filho, quando este começou a articular sua destituição.

 

Quem em juízo perfeito viraria as costas para as lideranças do Partido no exato momento em que ele se fortalece e buscaria se aproximar de um governo falido e com data de validade?

 

Ao ensaiar uma proclamação de independência de Eduardo Cunha, o mesmo que o colocou na liderança da bancada do PMDB, e buscar refúgio nas barras da saia de Dilma, cada vez mais curtas, Picciani assinou sua sentença. O que se tem a ganhar com um Governo que mal consegue se manter no poder e sem poder de barganha?

 

Leonardo Picciani foi um menino birrento achando que era gente grande. Os meninos mais fortes do bairro tomaram a pipa dele e o colocaram para correr. Agora só resta se esconder atrás do papai, chorar as mágoas e jurar vingança…

 

Como diz o velho ditado: “política é pra gente grande”.

Carlos Santos
Estudante de jornalismo, escritor amador, poeta de ocasião, cronista fortuito e colunista inconstante. Além de tudo, é um ex-comunista que dobrou a Direita.

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